Apenas 10 hotéis conseguiram no Brasil o selo de sustentabilidade

 

Apesar de ter sido criada em 2007, norma da ABNT ainda não ganhou maior adesão do setor. Quem segue a nova cartilha comemora o retorno financeiro, a atração de clientes e a preservação do meio ambiente, fundamentais para continuidade do negócio.

Por Monique Lôbo do jornal Correio da Bahia

 

 

O Hotel Canto das Águas, em Lençóis, foi o primeiro a ser certificado pela norma da ABNT NBR 15401 para meios de hospedagem (Foto: Divulgação)

 

O turismo é uma atividade econômica que tem como matéria-prima os patrimônios natural e cultural. Dessa forma, é imprescindível para o desenvolvimento do setor uma preocupação com a sustentabilidade. Apesar disso, no Brasil ainda não há uma legislação que regule o turismo sustentável. Uma das poucas regras diz respeito aos hotéis: a Associação Brasileira de Normas Técnicas criou, em 2006, a ABNT NBR 15401 para meios de hospedagem.

O sistema exige uma gestão sustentável dos empreendimentos para que consigam manter um desenvolvimento ecológico, econômico e social. Aqueles que utilizam as regras da ABNT recebem um certificado que atesta a postura sustentável da hospedaria.

A norma é fruto do Programa de Certificação de Turismo Sustentável (PCTS), realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com o Instituto de Hospitalidade, de 2002 a 2007. O projeto começou a implementar novas práticas em hotéis brasileiros e previa alcançar 400 empreendimentos no país. Mas até agora, sete anos depois, apenas 10 empreendimentos brasileiros são certificados.

“A norma da ABNT é resultado do PCTS, que começou a levar as práticas para os hotéis e hoje quase todos os hotéis que obtiveram o certificado da ABNT já participavam do programa”, revela Alexandre Garrido, coordenador da Comissão de Estudo de Gestão da Sustentabilidade em Meios de Hospedagem da ABNT.

O primeiro a conquistar a certificação foi o Hotel Pousada Canto das Águas, em Lençóis, a 414 km de Salvador. O empreendimento, fundado em 1986, já tinha uma postura ecológica. “O hotel já foi construído pensando nisso. Foi projetado para aproveitar a iluminação natural, houve muito cuidado para que ele não afetasse o rio que passa ao lado, tudo isso sem a intenção de conseguir nenhum certificado”, explica Ramiro Barbosa, responsável pelo sistema de gestão do hotel.  Ramiro foi um dos palestrantes do seminário Turismo Sustentável, do Fórum Agenda Bahia, realizado esse mês.

Mas foi preciso fazer novas adaptações que adequassem o ambiente e a estrutura da hospedagem aos requisitos exigidos pela Norma. “Mesmo o hotel já tendo sido construído considerando os aspectos naturais, ocorreram algumas mudanças significativas, como o sistema de ar-condicionado, que foi substituído por outro de menor consumo, a iluminação também foi trocado e instalados sensores de presença para economia de energia”, afirma Ramiro.

Além do Canto das Águas, os outros hoteis certificados são: Hotel Lençóis, também em Lençóis (BA); Hotel Ville La Plage, em Búzios (RJ); Mabu Resort, em Foz do Iguaçu (PR); Spa Don Ramon, Hotel Pousada Encantos da Terra e Pousada Blumenberg, em Canela (RS); Summerville Beach Resort e Mar Hotel, em Recife (PE).

 

 

 

 

 

 

“A norma é a maneira de gerenciar o negócio com foco na sustentabilidade. Um hotel precisa ter uma declaração das premissas e interesses com relação a sustentabilidade nas suas três dimensões: seja ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável”, descreve Alexandre Garrido.

Entre as práticas, estão a eficiência energética; seleção e uso de insumos; aproveitamento da vegetação nativa; atenção à saúde e segurança dos clientes e dos trabalhadores; estimular atividades complementares para os trabalhadores; se engajar em iniciativas voluntárias para contribuir com o desenvolvimento das comunidades locais; promover a divulgação da cultura local; criar políticas de formação de preços e estratégias de promoção.

A diretora do Hotel Ville La Plage, Beatriz Muniz, destaca que o foco da norma é na gestão do negócio e que isso é importante para que pequenas empresas possam se organizar e ter os seus setores interligados. “Graças a esta organização, no ano de 2010, o Ville La Plage ganhou o prêmio MPE Brasil, etapa estado do Rio de Janeiro, no setor turístico”, conta Beatriz.

Os prêmios são um reconhecimento de boas práticas no setor. No caso do Spa Don Ramon, o empreendimento controlou e diminui o centro de custos e aumentou a produtividade. “A importância da norma é o resultado obtido, pois neste sistema de gestão desenvolvido trabalhamos com a premissa de melhoria contínua, em todos os níveisda empresa”, pondera o gerente do hotel, Vicente Atz.

E os clientes percebem isso. Para Mario Dias, gerente geral do Mabu Resort, os clientes
são prioridade. “Temos um retorno real de imagem e econômico-financeiro. E os clientes priorizam isso, principalmente os clientes corporativos e os organizadores de evento”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Enrico Fermi, concorda. Segundo ele, os últimos acontecimentos fizeram com que os hóspedes pensassem mais no tipo de serviço que estão consumindo. “Com esses apagões, falta de água, eles estão sentindo na pele a importância da sustentabilidade e se preocupando em escolher hotéis que oferecem isso como um diferencial”, diz.

 

Cinco passos para os hotéis se certificarem

1 Conhecer a norma NBR 15401
Acessar e adquirir a norma, através do site www.abnt.org.br. Para micro e pequenas empresas, após um breve cadastro, a norma pode ser visualizada e comprada com desconto no endereço portalmpe.abnt.org.br.

2 Realizar diagnóstico
Comparar as práticas sustentáveis adotadas e a gestão do negócio com a norma NBR 15401. Isto pode ser feito avaliando o cumprimento de cada requisito da norma.

3 Implementar a Gestão da Sustentabilidade no negócio
Adotar as boas práticas de sustentabilidade necessárias, conforme identificado no diagnóstico e investir na gestão. Isto pode ser feito por conta própria ou com o apoio de uma empresa de consultoria especializada. Além disto há um Guia da ABNT-SEBRAE de orientação para a implementação da norma, que pode ser baixado no site portalmpe.abnt.org.br/guias.

4 Buscar a Certificação
Quando julgar que a gestão de sustentabilidade foi implementada e está gerando resultados para o negócio, a hospedaria pode solicitar a certificação na Associação de Normas Técnicas. Atualmente, existem três organizações de certificação, avaliados pelo Inmetro: ABNT, Instituto Falcão Bauer da Qualidade e Fundação Carlos Alberto Vanzolini. O processo de certificação envolve a análise da documentação do sistema de gestão e a realização de auditoria nas instalações do meio de hospedagem. A equipe de auditoria irá avaliar se todos os requisitos da NBR 15401 são atendidos e, caso isto seja confirmado, a certificação é concedida por um período de três anos, onde anualmente são realizadas auditorias de manutenção. Caso o hotel não esteja cumprindo todos os requisitos será acordado um prazo para que isso seja realizado. Após os três anos de validade do certificado o processo se reinicia.

5 Divulgação
A partir da certificação o meio de hospedagem deve divulgar que é um negócio sustentável. Hoje, além dos inúmeros benefícios diretos para a gestão do negócio, ser reconhecido como sustentável representa um diferencial competitivo.

Fonte: www.correio24horas.com.br

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Brasil possui tarifa de hotel 3 estrelas mais cara do mundo para o Ano Novo

 

 

 

 

 

 

A média de preço é alta também para hotéis 4 e 5 estrelas, onde o país encontra-se na segunda posição.

Muitas vezes bate a dúvida sobre viajar e curtir mais as cidades brasileiras ou fazer as malas e voar para fora do Brasil. Se os brasileiros ainda estão em duvida sobre isso para escolher onde comemorar o Ano Novo, essa não é uma boa hora para se hospedar no país. É o que indica o levantamento do KAYAK, empresa de tecnologia voltada a criar ferramentas para simplificar o processo de pesquisas de viagens online.

Segundo a pesquisa, o Brasil possui a tarifa mais cara do mundo para hotéis 3 estrelas durante o feriado de Ano Novo, (de 27 de dezembro de 2014 a 4 de janeiro de 2015), com uma média de preço de US$ 200 por noite em quarto duplo. Os países que seguem o Brasil no ranking são a Suíça e a Austrália, com tarifas de US$ 196 e US$ 173, respectivamente.

A realidade não é diferente para hotéis classificados com 4 e 5 estrelas: o Brasil segue entre os primeiros do ranking, com médias de US$ 292 e US$ 579, atrás apenas do México, cujas médias são US$ 356 e US$ 619.

“Tarifas como estas influenciam a preferência dos brasileiros pelos destinos internacionais”, afirma Nicolas Scafuro, diretor do KAYAK na América Latina. O executivo se refere aos últimos levantamentos feitos pelo site, onde os países estrangeiros lideraram os rankings. “Orlando, Miami e San Francisco são as cidades preferidas para quem pretende viajar em família neste verão”, explica Scafuro.

Confira abaixo os rankings com a média de preços de hotéis 3, 4, e 5 estrelas para o Ano Novo:

Fonte: www.administradores.com.br

 

 

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Entrevista com britânica expert em casamentos: Sarah Haywood

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Tainan Fidelis

Hoje, quisemos nos sentir um pouco mais próximos do cérebro responsável por alguns dos mais luxuosos casamentos do Reino Unido. Então, traduzimos a entrevista com uma das melhores planejadoras de casamentos do mundo e autora de best-sellers nupciais – Sarah Haywood.

Sarah ganhou uma reputação mundial na indústria de casamentos e eventos, solicitada por celebridades e figuras públicas assim como casais procurando por aquele dia especial.  Sarah desenvolveu e administra Sarahhaywood.com, uma consultoria de luxo para planejamento de casamentos e design e é autora da Bíblia do Casamento (Wedding Bible).

A entrevista foi conduzida por Mike Chidzey do blog eventjuice.

Então Sarah, como você construiu uma excelente reputação na indústria de casamentos?

Sarah: Eu nunca previ fazer o que eu faço, isso foi evoluindo. Meu primeiro emprego foi na televisão. Eu fui sortuda o suficiente para ser aceita em uma emissora como trainee cerca de 20 anos atrás, e ganhei muita experiência em todas as tarefas que envolvem a criação de notícias para TV – relatar, apresentar e produzir. A habilidade desenvolvida foi facilmente transferida para o que eu faço agora. Eu planejei dúzias de eventos para a emissora em que eu trabalhava, para amigos e para alguns poucos clientes “pagantes” antes de realmente admitir pra mim mesma que eu tinha me tornado uma planejadora de eventos.

Na época em que escrevi meu primeiro livro, a Bíblia do Casamento, aquilo exigiu tanto minhas habilidades jornalísticas quanto meu know how em planejamento de eventos. Definitivamente foi o primeiro marco na minha carreira de eventos e nossa melhor ferramenta de marketing até hoje. Foi uma época muito difícil para todos nós, e eu perdi o foco, mas aprendi um novo grupo de habilidades que se provaram essenciais em mover o negócio (agora sim, um negócio) e estabelecer uma marca de casamentos de luxo muito clara e identificável.

Ser um planejador de eventos e tocar um negócio de sucesso são duas coisas totalmente diferentes. Você pode ser um produtor de eventos muito talentoso, mas se você não tiver as habilidades ou interesse em tocar um negócio, trabalhe para alguém!

E qual conselho você daria para planejadores de eventos que esperam seguir um caminho semelhante?

Acima de tudo, eu aprendi a ser flexível e trabalhar com as habilidades que tenho, e quando identifico forças que estão me faltando, ou eu as adquiro ou as compro.

Você também deve reavaliar o mercado constantemente, assim como sua posição interna e a direção que você está tomando. Ser um planejador de eventos e tocar um negócio de sucesso são duas coisas totalmente diferentes. Você pode ser um produtor de eventos muito talentoso, mas se você não tiver as habilidades ou interesse em tocar um negócio, trabalhe para alguém!

Você é bem conhecida por organizar casamentos de “contos de fadas” por um preço “econômico”, isso é realmente possível?

Agora nós estamos trabalhando exclusivamente na área de eventos luxuosos e com grandes orçamentos, que é onde temos mais experiência. Mas antes disso, eu mantive uma reputação de entregar eventos chiques com orçamentos mais modestos. Não era uma estratégia que funcionaria à longo-prazo em um negócio viável, mas me deu rapidamente muita experiência com a “mão na massa”, e nos permitiu construir um portfólio decente. Eu acredito que a melhor, e provavelmente única maneira de construir um negócio como o nosso, é experiência. E para ter acesso ao mercado de eventos de luxo você tem de ter experiência mas também saber o que é luxo – instintivamente. Se você não consegue reconhecê-lo você não pode replicá-lo.

E sim, é possível planejar um casamento dos contos de fadas por um custo razoável, o segredo é focar os recursos na sensação dos convidados e dispensar gastos em penduricalhos. Então, uma visão de design que é limpa, simples e estruturada, com espaços organizados, limpos e belas decorações de centro de mesa. Depois, sirva a melhor comida e as melhores bebidas que o orçamento permitir.

Meu lema é “convidados felizes fazem casamentos felizes”.

Quais dicas você pode compartilhar com alguém prestes a organizar um evento, para elevá-lo a um outro nível?

Quando você está desenhando um evento, tudo que você está realmente fazendo é criar o “plano de fundo”. Mais importante para um evento do que o visual é qual a sensação que ele proporciona ao anfitrião e seus convidados. Pessoas fazem grandes festas, então meu lema é “convidados felizes fazem casamentos felizes”. Como eu disse, foque na experiência do convidado, até quando estamos planejando eventos com orçamentos generosos – casamentos de mais de um milhão – é tudo sobre a experiência proporcionada ao convidado.

Deixe-os bem servidos, bem “abastecidos” e mantenha o evento fluindo. Ninguém gosta de estar em um evento sem saber o que vai acontecer em seguida. Então, tão importante quanto o local e a decoração é como o evento vai acontecer e quem vai gerenciar isso. A pessoa responsável deve ter a habilidade e flexibilidade de superar algum imprevisto se algo não estiver funcionando, ou permitir uma parte específica do evento “respirar” se estiver indo bem (então não apresse o serviço de jantar se um grupo específico de pessoas estiver aproveitando – permita que se estenda e deixe seu plano de evento flexível o bastante para isso acontecer – e o contrário também).

Não seja tão inflexível porque as pessoas são diferentes, toda festa vai ser diferente e o que funciona para um grupo de pessoas pode não funcionar para outro.

Nós não gostamos de encorajar desperdício de tempo, mas da mesma forma sabemos que precisamos dar tempo para as pessoas relacionadas serem ouvidas, então até mesmo as decisões casuais são informadas.

Eu estava imaginando, na vasta quantidade de casamentos que você já organizou e entregou para casais, quais têm sido os desafios?

Por termos focado predominantemente em casamentos, nós ganhamos uma experiência valorosa. O maior desafio e aprendizado tem sido aceitar que planejar casamentos realmente é diferente de planejar qualquer outro tipo de evento ou festa, apenas é.

Isso acontece porque todo casamento, grande ou pequeno, é carregado de expectativas. E podem haver mais do que um grupo de expectativas (!), da noiva e do noivo, e das pessoas que investiram tempo, dinheiro e emoções naquilo. Eu vejo como parte do meu trabalho controlar essas expectativas e colocar todos na mesma página.

Tudo fica mais demorado por causa dessa “expectativa” e o fato de as pessoas para quem você está trabalhando, seja lá o que digam,  vêem esse casamento como um marco gigante em suas vidas, um dia em que eles aproveitam o equivalente a um “momento de tapete vermelho de Hollywood”. Claro que essa é uma visão simplista, mas explica porque cada pequena decisão, desde as flores até o buffet, onde a recepção vai ser e como você chegará lá, demoram um longo tempo pra serem tomadas e com todo mundo querendo dar um pitaco. E você deve ter certeza de que todos estão sendo ouvidos ou isso vai voltar contra você no futuro – bem provavelmente na semana do evento em si.

Também pode ser difícil de definir quem é seu cliente quando dois grupos de pais, além do casal, estão contribuindo financeiramente para o grande dia. A maioria das pessoas poderia, com toda a razão, gostar de saber como o seu dinheiro está sendo gasto. Então, chegar ao equilíbrio exato quando você é parte desse processo é desafiante – e nós não gostamos de encorajar desperdício de tempo, mas da mesma forma sabemos que precisamos dar tempo para as pessoas serem ouvidas, então mesmo as decisões casuais são informadas.

Uma lição que eu vivo aprendendo é que quando os pais estão pagando e eles te dizem que é o casamento de seu filho ou filha, e eles devem ter o que eles quiserem, o que os pais realmente querem dizer é “Eles podem ter o que eles querem desde que seja o que nós quisermos”! As enrascadas em que já me vi por causa disso – e mais de uma vez – eu poderia escrever um livro sobre elas!

E as decisões mais difíceis?

Entre as decisões mais difíceis estão aquelas quando temos de negar um serviço porque sabemos quem somos e por alguma razão, ele não se encaixa. Isso acontece raramente, mas no nível em que estou, eu prefiro trabalhar com pessoas que realmente contribuem para tornar a experiência agradável. Para criar um evento excepcional, você tem de gostar dos clientes e eles tem de gostar e confiar em você. Se um cliente potencial não adere ao nosso negócio e a maneira como trabalhamos, há vários concorrentes alternativos que eles podem contratar!

[A internet] permite a qualquer um pesquisar sobre a carreira de um profissional da indústria de eventos, todas as opções e até conselhos úteis. E quando você estiver pronto, [ela] permite um marketing direto para clientes potenciais.

Se você acordasse amanhã, no começo da sua carreira, mas com a experiência em eventos que tem agora, que ações você tornaria prioridade ao começar novamente?

A única coisa que eu faria diferente é minha tarefa de casa. Eu seria mais atenciosa. O mundo e como os negócios são operados hoje são muito diferentes do aquele uma década atrás. Qualquer um começando agora tem um cérebro com uma visão totalmente diferente da minha e aí seria onde eu buscaria tirar vantagem, já que eles são da mesma geração que os potenciais clientes, uma geração que cresceu olhando para telas de computadores, com a internet e a comunicação em dispositivos móveis. Trata-se de um benefício mútuo, pois permite a qualquer um pesquisar sobre a carreira de um profissional da indústria de eventos, todas as opções e até conselhos úteis. E quando você estiver pronto, permite um marketing direto para clientes potenciais. Mas isso também significa que não há desculpas para não desenvolver um plano de negócio realista ou adquirir habilidades e buscar conselhos relevantes. Eu também teria menos pressa para trabalhar por mim mesma e deixaria alguém “pagar a conta” enquanto eu estivesse aprendendo!

Se aqueles realmente experientes e bons entre nós, fomentarem uma cultura de respeito e profissionalismo, além de compartilhar aquilo que sabem, isso vai acabar com aqueles que não deveriam estar no nosso ramo.

E qual o maior problema da indústria de eventos hoje?

De uma perspectiva externa, somos considerados uma indústria com falta de profissionalismo e que falha em entregar o valor pelo que é pago. Eu acredito que isso seja muito severo, mas realmente acho que um pouco de falta de respeito entre nós está começando a infectar nossa indústria – especialmente no setor de casamentos. Eu fico perplexa – especialmente quando o extremo oposto também é verdadeiro.

Como uma indústria, acho que poderíamos nos apoiarmos mais uns aos outros. Se aqueles realmente experientes e bons entre nós, fomentarem uma cultura de respeito e profissionalismo, além de compartilhar aquilo que sabem, isso vai acabar com aqueles que não deveriam estar no nosso ramo (seja qual for a razão).

A cultura de “empreendedorismo” também está tendo um efeito negativo em todos os outros negócios. Ela sugere que qualquer um que tenha seu próprio negócio seja um empreendedor e que empreendedores são, por natureza, movidos por riscos. Eu não compartilho essa visão. E também não acho que seja simples como um sonho e de que você vai alcançar seu objetivo apenas por que você “quer muito, muito isso”. Nós paramos de relembrar aos jovens de que raramente há atalhos para o sucesso. Para ser realmente bom em algo você deve trabalhar duro nisso e continuar trabalhando para alcançar vôos maiores.

Se seu sonho é fazer assessoria de casamentos, cerimonialista ou ser um planejador de eventos, então vá e tente isso por um ano, trabalhando em um time de profissionais de eventos, ganhando experiência em várias áreas, semana a semana. Então me diga se esse é seu “sonho” (e eu não preciso dizer pra nenhum de vocês de que esse negócio não tem nada a ver com champanhe e festas)!

Entrevista traduzida do blog Event Juice.

Fonte: www.mobilizesolucoes.com.br

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Cruzeiros gourmets investem em chefs para atrair viajante

 

 

 

 

 

Mais de meio milhão de passageiros devem embarcar em navios que prometem experiências como jantares especiais, além de spas e outros requintes. São 239 opções de roteiros e pelo menos 10 transatlânticos pelo país.

Viajar de navio é uma atividade turística sofisticada e com preço convidativo, segundo boa parte dos passageiros. Por conta disso, os cruzeiros marítimos já têm um público cativo, que programa as férias em grandes navios que aportam pela costa brasileira. Além de piscinas, bares, cassinos, salão de beleza e outras facilidades, os passageiros terão agora requintes como jantar com a presença de chefs como o alemão radicado no Brasil Heiko Grabolle e o brasileiro Dalton Rangel, além de centros de relaxamento e spas.

A temporada começa esta semana, com a confirmação pelo menos 10 navios das companhias Costa, MSC, Royal Caribbean e Pullmantur. Parte dos cruzeiros é temática, como é o caso do navio que promove o show do cantor Roberto Carlos; outros têm programação específica para a terceira idade e cruzeiros com programação gourmet. Há ainda os que investem em agendas para as festas de Natal, Réveillon e Carnaval. Na temporada 2014/2015 o número de roteiros cresceu 4% e os viajantes poderão escolher entre 239 opções de viagens pela costa brasileira, além de passeios que incluem paradas no Uruguai e Argentina.

Os preços dos pacotes variam de acordo com o número de dias e roteiros escolhidos, com diferenças para cabines internas ou externas, e que variam entre R$ 1.500 a R$ 5.500 para duas pessoas em um período entre 5 a 9 noites, e que geralmente podem ser parcelados em até 10 vezes. O custo benefício muitas vezes compensa se o turista considerar que o pacote do passeio incluiu translado, hospedagem, algum tipo de diversão e ainda a pensão completa (alimentação com café, lanche, almoço e jantar).

A educadora e empresária Maria Rejane Silva Ames, de 58 anos, programa a sua terceira viagem de navio para fevereiro. Para ela, o que mais atrai é a comodidade de ter tudo incluído em um só pacote serviços como translado, alimentação, diversão e hospedagem. “Minha primeira viagem foi de Santos à Fernando de Noronha, feita em companhia de algumas amigas. Depois fiz outro cruzeiro para assistir ao show do Roberto Carlos e o próximo vou levar minha família para um roteiro que começa em Santos e passa por Rio e Salvador”, conta.

Expectativa de 640 mil cruzeiristas

De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos – CLIA Abremar Brasil – a expectativa é de que 640 mil pessoas aproveitem os roteiros disponíveis na temporada. A expectativa é  que a contabilizada em 2013, quando 596.532 passageiros viajaram a bordo de 11 navios que circularam pela costa brasileira.

A Abremar realizou uma pesquisa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas para mapear o perfil e os impactos econômicos dos cruzeiros marítimos no Brasil. Pelo menos 54,3% dos passageiros são mulheres, sendo que o maior percentual (24,5%) está na faixa dos 45 a 54 anos. Eles também têm nível superior ou pós-graduação (67,9%), e a maior faixa de cruzeiristas (33,7%) viaja acompanhada e tem renda entre R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Na análise econômica dos dados, segundo o estudo da temporada passada, a movimentação financeira direta e indireta dos cruzeiros de navios chegou a R$ 1,15 bilhão, sendo que deste total, 60% corresponde aos gastos dos responsáveis pelos cruzeiros e o restante, de turistas e tripulantes. O setor de cruzeiros marítimos também gerou 15.465 postos de trabalho.

Os navios que estão circulando pela costa brasileira são: Costa Favolosa, Costa Pacifica; MSC Lirica, MSC Magnifica, MSC Poesia, MSC Preziosa; Pullmantur Empress, Pullmantur Sovereign, Pullmantur Zenith; Splendour of the Seas (Royal Caribbean).

Fonte: www.jornaldoturismo.com

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , , , , | Deixar um comentário

Não é brincadeira: como o “bullying corporativo” destrói profissionais e empresas

 

Problema impacta produtividade, prejudica resultados e arrasa carreiras promissoras

A palavra bullying ganhou notoriedade no Brasil conforme mais e mais casos extremos e consequentes dessa prática encontraram lugar no cotidiano do brasileiro. Quer pontuados na mídia ou comentados em rodas de amigos, os casos não constituem mais  apenas um cenário tipicamente norte-americano no imaginário da sociedade, mas fazem parte de realidades ao redor do mundo, em vários níveis e esferas. E engana-se quem pensa que se trata de uma prática restrita ao universo jovem, como escolas, praças, condomínios e clubes.

Práticas de constrangimento e menosprezo para com colegas passaram a ser identificadas também no âmbito de trabalho como bullying. André Freire, presidente da Odgers Berndtson do Brasil, companhia especializada no recrutamento de executivos, cita a constante busca por produtividade e situação econômica mundial deprimida como fatores que tornam o ambiente de trabalho mais “nervoso”, conjuntura que pode criar um clima de cobranças doentias. “A cobrança, quando mal administrada e feita por executivos já estressados e com baixo suporte emocional, pode acarretar bullying profissional”, afirma.

Comportamentos que antes não levavam esse nome ou não se aglutinavam em um termo que os estabelecesse como um problema, passaram a ser considerados como tal em nível corporativo. Consequentemente, o bullying tornou-se objeto de estudos. A psicóloga Gisele Meter, com vasta experiência na área de Recursos Humanos, se dedica a pesquisar o tema como fenômeno social, com foco em identificar como ele se insere no ambiente profissional brasileiro. Ela define o bullying como “uma afirmação de poder através de agressão, feita de forma intencional e repetitiva, causando dor e angústia à vítima, que normalmente acaba tendo sua autoestima rebaixada e se sentindo cada vez mais fragilizada para reagir aos ataques”.

No trabalho, essa prática frequentemente está relacionada ao abuso ou mau uso de autoridade, quando chefes e pessoas que ocupam posições de poder se sentem no direito de agredir seus subalternos. “O dono da empresa chamava as secretárias de jumento do Ceará, macaco e, inclusive, colocou uma campainha dentro da sala para espantar as funcionárias quando estavam sorrindo ou conversando”, conta E.S., secretária.

Comportamentos como esse, que intimidam, agridem e humilham um funcionário, normalmente na frente de outras pessoas, geram sentimentos de impotência no alvo. A experiência de R.O., administrador na área de Varejo, confirma o conceito. “Quando a empresa falava muito em ‘profissionalização’, mas não dava base alguma aos gestores e heads, [o bullying] acontecia diariamente. Colaboradores sendo chamados de burros, sendo ameaçados de perder seus empregos, preconceitos ‘indiretos’, intimidações, apelidos pejorativos etc…”, revela.

A desestabilização

À definição da psicóloga Gisele Meter, a médica do trabalho Margarida Maria Silva Barreto acrescenta a questão da desestabilização da relação da vítima com o ambiente de trabalho e com a organização, o que pode resultar em desistência do emprego. “Na última empresa em que atuei, sofria pressão e humilhações por ter crises alérgicas. [A chefe] falava que eu era uma doente, bem como também me dizia: ‘você tem problemas psicológicos, precisa se tratar’. Falava para todos da equipe. E, por esse motivo, optei por me retirar da empresa”, conta J.R.C., assistente técnica em telecomunicações.

A declaração de J.R.C. é um exemplo de quanto “a exposição de trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções”, como define Margarida Barreto, pode afetar a vida da vítima desta prática, causando até a perda da fonte de seu sustento financeiro.

Bullying x agressão x assédio moral

Para a legislação brasileira, não existe ainda a diferenciação formal entre bullying, agressão e assédio moral, sendo todas essas práticas abarcadas pelo último termo, conforme a cartilha sobre assédio moral e sexual produzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Está em trâmite, porém, projeto de lei (PL 1011/2011) que visa incluir o bullying como forma específica no Código Penal Brasileiro, tipificando o comportamento como crime contra a honra.

Na prática, pesquisadores e profissionais de RH costumam diferenciar o bullying do assédio moral e da agressão, para fins de entender cada fenômeno e criar ferramentas para melhor lidar com eles. O assédio moral geralmente se dá em relação vertical, em que há desigualdade de poder, e apenas um ato já o configura. A agressão também se constitui em um ato isolado, mas é considerada como tal tanto horizontal como verticalmente. O bullying pode acontecer em todos os níveis e seu grande diferencial é ser definido por ataques repetitivos, que se sucedem com certa constância durante um longo período de tempo.

O bullying é um padrão de comportamento marcado pela reincidência. Um ato que constitua assédio moral ou agressão não é necessariamente bullying. Por isso é que nem toda cobrança mais dura por parte de um chefe pode ser definida dessa forma. “É muito importante diferenciar bullying de cobrança firme de resultados. Esse fenômeno somente se caracteriza quando a cobrança é complementada pela falta de respeito ou a desmoralização do profissional frente a seus colegas, de forma frequente”, explica André Freire, presidente da Odgers Berndtson do Brasil.

Quem faz e quem sofre

O que levou a psicóloga Gisele Meter a se aprofundar no tema foi o fato de ter se deparado com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Bullying no Trabalho, organização norte-americana que estuda o bullying profissional. Os dados mostravam um crescimento da prática entre profissionais mulheres; segundo o estudo, são 50,2% delas que fazem esse tipo de agressão no meio profissional, contra 44,7% dos homens. Essas informações despertaram na psicóloga a curiosidade com relação à situação no Brasil.

Seus estudos, que consideram especialmente a questão de gênero no bullying profissional, levaram-lhe à conclusão de que esse tipo de comportamento em solo brasileiro é equilibrado entre os gêneros. Gisele Meter entrevistou 306 pessoas de ambos os sexos e diferentes cargos e empresas, em 19 estados, com idades entre 18 e 61 anos. Ela constatou que não existem diferenças significativas entre os homens e mulheres na prática do bullying, de acordo com as respostas obtidas.

Em sua experiência, porém, Gisele afirma ver mais mulheres praticando bullying velado, através de fofoca, exclusão e maledicências, e mais homens realizando agressões abertas, por meio de xingamentos e apelidos pejorativos. “Este é um viés pessoal que já observei dentro da minha empresa, que conta com aproximadamente 300 colaboradores, e que é diferente do apontado na pesquisa”, afirma, deixando claro que essa é a realidade do seu local de trabalho e não uma regra.

O perfil de quem pratica o bullying, portanto, não é exatamente padronizado. Os comportamentos abusivos é que apresentam traços em comum. Apesar de acontecer normalmente em nível vertical, quando relações de comando ultrapassam os limites do saudável, o bullying horizontal é surpreendentemente comum.

Pode ser mais difícil percebê-lo pois geralmente em relações horizontais os abusos se disfarçam como “brincadeiras” e comportamentos passivo-agressivos, como no caso de A.T., que atua no setor financeiro de uma empresa. “Já falaram que eu preciso de um spa. Ontem me compararam a uma atriz muito feia. Riram de mim. Debocharam de mim. Fui embora chorando e ainda estou muito mal”, disse.

Os números comprovam a gravidade do problema: pesquisa feita pelo já citado Instituto de Bullying no Trabalho dos Estados Unidos, divulgada em 2014, mostrou que 72% dos empregados norte-americanos estão sendo ou já foram vítimas, ou conhecem casos de bullying profissional. Dentre esses, 28% afirmam que essa prática partiu de colegas e não de chefes.

A história de P.L., assistente contábil, exemplifica como o bullying horizontal é comum no ambiente corporativo. “Eu sempre fui boa funcionária, e em uma certa empresa estava me destacando muito, o que causou inveja e incômodo nos demais, que se juntavam e faziam fofocas para o diretor, socavam meu braço quando passavam por mim e fingiam que foi sem querer, davam beijo no pescoço e riam”, conta.

Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos, empresa especializada em gestão de talentos, reforça esse ponto. “Esse é um fenômeno ainda invisível nas empresas, quando as pessoas sofrem assédio por parte de colegas. Por incrível que pareça, esse tipo de bullying tem geralmente a ver com o fato de a vítima ser um bom profissional, ter ótimo desempenho e começar a incomodar os colegas, que se sentem ameaçados”, explica.

Ainda segundo a pesquisa do Instituto de Bullying no Trabalho, 37% das pessoas que mais sofrem com a prática do bullying são consideradas gentis e dotadas de compaixão, enquanto 22% conseguem driblar o bullying ou de alguma forma lidar com ele. Pessoas agressivas e abusivas são normalmente os agressores.


Consequências: o ciclo sem fim

A prática do bullying obviamente afeta grandemente a vida da vítima, não só em aspectos psicológicos, mas também físicos, em casos mais graves. Os níveis de estresse podem afetar padrões de alimentação e de sono, contribuindo para um estado de depressão e pessimismo. “Entrei em depressão e saí dessa empresa com muito medo. Hoje estou bem melhor, sei lidar melhor, mas cheguei a ter transtorno delirante com as brincadeiras, fora a depressão e síndrome do pânico”, compartilha P.L., assistente contábil.

Essas consequências são prejudiciais para a empresa também. A pesquisa realizada por Gisele Meter revelou a existência de um ciclo nocivo para as organizações, advindo do bullying. Por ser muitas vezes um conjunto de comportamentos difícil de ser identificado de fato como um problema, o bullying pode passar despercebido e só ser notado quando já está ocorrendo em nível avançado.

“O ciclo do bullying se inicia com a raiva, passando para o sentimento de humilhação, vergonha, impotência, baixa autoestima e tristeza. E o que se percebe é que, já no segundo estágio, impacta a produtividade do indivíduo, e a partir do penúltimo estágio pode envolver estresse, afastamento do emprego e, em último grau, depressão ou até mesmo fobia social”, afirma Gisele, com base em sua pesquisa. As consequências individuais, portanto, ultrapassam os limites do pessoal e prejudicam o ambiente ao redor do funcionário.

André Freire reforça a fala de Gisele, apontando a diminuição da produtividade, clima organizacional negativo, medo e falta de transparência de funcionários que temem repreensões como desdobramentos do bullying que são extremamente prejudiciais para as organizações. A perda de um colaborador talentoso, o descontrole da harmonia da empresa, a alta rotatividade de funcionários, todas são consequências de um ambiente em que faltam confiança e respeito.

Recontratar funcionários que deixam a empresa por serem alvos do bullying, gastar tempo resolvendo conflitos relacionados à prática e até potenciais processos trabalhistas são elementos que podem ser evitados com a adoção de uma política preventiva. O objetivo deve ser evitar que os funcionários sejam impedidos de contribuir com o melhor desempenho possível para a organização por causa de um clima de medo e da quebra de confiança.

Existe luz no fim do túnel

Somado ao fato de que o bullying profissional pode ser de difícil identificação há a dificuldade de falar abertamente sobre o tema. Essa situação pede mudança. Pessoas que estão em posição de poder nas empresas precisam tratá-lo como um problema relevante a fim de que ele deixe de fato de ser um problema. Um dado curioso da pesquisa realizada por Gisele Meter é que apesar de as pessoas saberem quais são os impactos do bullying, 32% dos respondentes afirmaram não saber dizer se já praticaram ou não bullying no ambiente de trabalho. Essa informação reforça a importância da discussão aberta sobre o tema no mundo corporativo.

O estudo mostrou ainda que 58% dos participantes já sofreram bullying profissional, e 89% deles acreditam na importância de adotar políticas claras contra esta prática. Apenas 5% afirmam trabalhar em empresas nas quais há políticas anti-bullying por escrito. A instauração de uma atitude clara em relação ao assunto é, portanto, urgente. No caso do bullying, a máxima “antes prevenir do que remediar” cabe perfeitamente.

“O ideal é que o primeiro passo a ser dado seja a instauração de politicas claras de anti bullying, além de muita conversa sobre o tema. Outra coisa que percebo é que quando falamos sobre isso, as pessoas acham que é apenas uma brincadeira e que a empresa estaria tolhendo o direito dos trabalhadores de se expressar e interagir”, lamenta Gisele Meter. Por esse motivo é que a psicóloga afirma a necessidade de explicar claramente, através de palestras, cartilhas e discussões em grupo, a diferença entre brincadeiras saudáveis e bullying. No segundo caso, a diversão não é compartilhada, mas alcançada através do sofrimento de outras pessoas.

André Freire aponta como alternativas serviços externos de suporte, como por exemplo ouvidorias, para que os funcionários possam denunciar abusos sem medo de represália. Além disso, o envolvimento do RH com treinamentos de liderança é importante para esclarecer a diferença entre cobrança de resultados e assédio moral. Acima de tudo, é preciso pensar e lidar com o bullying de forma séria. “É preciso saber que bullying é um tipo de violência e deve ser tratado como tal”, conclui Gisele Meter.

Fonte: www.administradores.com.br

 

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , | Deixar um comentário

Aposentados investem no empreendedorismo

 

 

 

 

 

 

A grande maioria abre uma empresa após identificar uma oportunidade.

A aposentadoria não é mais sinônimo de ociosidade para milhares de brasileiros. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elaborada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), do total de empreendedores que abriram uma empresa nos últimos três anos, cerca de 7% têm mais de 55 anos. Essa faixa etária ainda está longe de ser maioria no universo de 9,2 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil. Mas esses donos de pequenos negócios têm provado que o empreendedorismo pode ser uma opção de vida para quem chega à aposentadoria.

A pesquisa GEM também demonstra que 74% dos empreendedores com mais de 55 anos abrem a sua empresa por oportunidade e não por necessidade. Essa porcentagem é superior à média geral das demais empresas, que é de 71%. “Essa motivação faz do novo negócio um empreendimento mais qualificado, com uma gestão mais organizada e competitiva e, conseqüentemente, com mais chances de sobrevivência”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O presidente do Sebrae destaca também que uma das vantagens de se empreender a partir da aposentadoria está na possibilidade do empresário poder se dedicar a uma atividade de que realmente goste. “A maioria dos aposentados busca se sentir útil e vê o negócio próprio como um complemento de vida. Portanto, ele não sente a pressão e ansiedade pela qual os mais novos passam”, afirma.

Foi o que fez a farmacêutica Ruth Vieira Ribeiro, 69 anos. Depois de uma vasta experiência profissional de 30 anos, ela decidiu realizar um sonho antigo e abriu sua própria farmácia em setembro do ano passado, quando tinha 68 anos. “Eu já tinha trabalhado em órgão público, em hospital, tive um laboratório, montei um banco de sangue e trabalhei em uma empresa que vende material de laboratório. Acho que a farmácia era a única coisa que não tinha feito na minha profissão, que eu adoro”, conta.

Para transformar o sonho em realidade, Ruth investiu no negócio os R$ 200 mil que tinha economizado. Seu empreendimento se diferencia exatamente por ser administrado por um farmacêutico, que atende pessoalmente os clientes, prescreve remédios e aplica injeções. “O preço dos remédios é, em sua maioria, tabelado. Então não temos como concorrer com preço. Por isso invisto no atendimento, fico o dia todo aqui para atender aos clientes, só saio para almoçar”, diz a empreendedora que tem dois balconistas que a ajudam e recebeu apoio do Sebrae para iniciar a empresa.

Fonte: Alessandra Pires / Agência Sebrae de Notícias

www.jornaldoturismo.com

 

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Temporada de pesca esportiva no Amazonas reforça turismo

 

 

 

 

No período entre agosto a março do ano seguinte é permitida a realização de pesca esportiva nos rios da região Amazônica. A atividade atrai turistas e movimenta a economia das cidades ribeirinhas.

O estado do Amazonas é um dos destinos mais procurados por turistas, em especial os estrangeiros, interessados em conhecer as belezas da floresta Amazônica, o rio e seus afluentes que guardam uma enorme diversidade de espécies da fauna e também da flora brasileira. A pesca esportiva, que registrou um crescimento de 10% nos últimos anos, destaca-se entre os atrativos e reforça as atividades turísticas da região.

A temporada de pesca acontece no período de agosto a março do ano seguinte, dependendo da região da bacia amazônica. E a atividade movimenta a economia das cidades ribeirinhas e garante emprego e renda para os moradores que trabalham como guias, como barqueiros e prestam serviços aos visitantes. Segundo a empresa estadual de turismo do estado, a Amazonastur, a expectativa é de que sejam injetados na economia local cerca de US$ 4 milhões somente com os turistas que visitam a região para pesca.

De acordo com o ministro do Turismo, Vinicius Lages, o turismo ordenado e sustentável na região é uma das mais promissoras alternativas de desenvolvimento gerador de renda para as populações locais, face ao enorme potencial local.

É cada vez maior o número de turistas e pescadores que se aventuram na captura do tucunaré (um dos preferidos dos esportistas), além das arapaima, aruana, bicuda, redtail catfish, jacunda, pirapatinga, piranhas, payare, traíra e aimará. Nesta temporada, a estimava é receber mais de 9.700 turistas, segundo o Departamento de Registro e Fiscalização da Amazonastur. Como se trata de uma modalidade esportiva, os pescadores fisgam o peixe, medem, pesam, tiram fotos, retiram o anzol e devolvem ao seu habitat.

Os norte-americanos representam 95% dos estrangeiros que vão pescar no Amazonas. Nos Estados Unidos, há  37,4 milhões de praticantes de pesca esportiva. Eles gastam U$ 50 milhões em viagens, equipamentos e licenças segundo a US Fish and Wildlife Service, agência governamental americana, responsável por cuidar de peixes e vida selvagem.

BRASILEIROS

Entre os praticantes brasileiros, os mais assíduos são os paulistas, além dos visitantes do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná. O mercado de pesca esportiva no Brasil é de cerca de 7,8 milhões de pessoa – um crescimento de quase 100% se comparado a 2004, quando o número de praticantes era de quatro milhões, segundo pesquisa da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe).

A temporada de pesca esportiva movimenta 25 municípios amazonenses, sendo os principais Autazes, Barcelos, Nova Olinda, Borba, Carreiro e Santa Izabel do Rio Negro. “Os municípios que ficam na calha do Rio Negro e na calha do Rio Uatumã são os mais procurados”, diz Oreni Braga, presidente da Amazonastur.

Segundo informações de operadoras que trabalham com viagens para os destinos de pesca na Amazônia, os pacotes variam de R$ 3,5mil a R$ 10mil com hospedagem de turistas costumam ficar de três a sete dias. O peixe mais procurado é o tucunaré-açu, que chega a pesar mais de dez quilos. Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e no Rio Uatumã são os locais onde os praticantes podem encontrar com mais facilidade essa espécie.

Fonte: Cláudia Sanz / Agência de Notícias do Turismo

www.jornaldoturismo.com

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Turismo pedagógico cresce no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Com viagens programadas dentro do calendário escolar, segmento é opção para agências faturarem na baixa temporada.

Uma experiência transformadora de ensino, fora do ambiente da sala de aula. Essa é a proposta do turismo pedagógico, nicho de mercado que mais que dobrou nos últimos cinco anos. Dados do cadastro nacional de prestadores de serviço do setor (Cadastur), do Ministério do Turismo, mostram que, atualmente, 2.129 agências de viagem operam no segmento “estudos e intercâmbio”, 125% a mais do que em 2009, quando eram 945.

Ao contrário do tradicional passeio escolar, que geralmente visa apenas lazer, o turismo pedagógico se caracteriza por viagens programadas dentro do calendário escolar, além de ser objeto de notas e provas. Nas escolas públicas, há exemplos de programas bem sucedidos para o incentivo a esse tipo de viagem. Um deles é o projeto Viva Ciranda, da Fundação Turística de Joinville (SC), que incentiva a visita de estudantes das escolas municipais a propriedades rurais da região ao custo de R$ 7 por pessoa, além de oferecer um ônibus gratuitamente.

“O turismo pedagógico vem para quebrar a ideia de que o ensino só ocorre na escola e só com o professor”, afirma David Carolla, professor de Turismo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

As agências que operam neste segmento não têm do que se queixar. As oportunidades incluem excursões periódicas com uma média de 80 estudantes por vez, justamente no período da baixa temporada. Há ainda a possibilidade de formar e fidelizar novos clientes, tanto entre os alunos como entre os pais. “Quem vivencia, nunca esquece o aprendizado proporcionado pelas viagens”, diz Neyse Maria de Oliveira, coordenadora pedagógica de uma escola em Brasília (DF).

Ricardo Leite Vieira, guia de turismo com 10 anos de experiência em roteiros pedagógicos em Pernambuco, explica que a agência é responsável por toda a logística da viagem. “O agente tem que oferecer a infraestrutura que inclui, por exemplo, condições para uso do material didático durante a excursão, enfermeiros, seguros e alimentação adequada”, diz.

Para Vagner Grisostomo, consultor de viagens pedagógicas de uma agência em São Paulo, ainda não há uma cultura consolidada desse segmento do turismo, mas as coisas estão mudando. “É importante substituir a ideia do passeio para a da atividade pedagógica. É um tipo de ensino que agrega experiência, vivência e transformação aos estudantes”, avalia.

Antes de entrar no segmento, contudo, os agentes e guias de turismo precisam se qualificar. “A agência tem que estar 100% alinhada com o professor. É esse alinhamento que faz o aprendizado funcionar”, diz Grisostomo. O consultor afirma também que, para garantir a qualidade do aprendizado dos alunos, a agência deve promover reuniões detalhadas com a direção da escola e os professores, a fim de estabelecer qual a infraestrutura e locais mais adequados para complementar o conteúdo de sala de aula.

Fonte: Gustavo Henrique Braga / Agência de Notícias do Turismo/ www.jornaldoturismo.com

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

30 dicas de etiqueta no trabalho

 

Consultoras explicam o pode-não-pode na utilização de e-mail e celular, no almoço de negócios, na festa da empresa e mais

Por Luciana Marinelli

Conteúdo   

Bem-estar no ambiente profissional

Boa educação é fundamental e um pouco de diplomacia não faz mal a ninguém. As regras de comportamento no meio corporativo ajudam a garantir  um clima de respeito mútuo e gentileza, favorecendo a saúde das relações profissionais.

Convidamos duas especialistas no assunto para esclarecer as principais questões. Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial e Elaine Saad, diretora da Right Saad Felipelli, consultoria multinacional de recursos humanos.

Nos slides a seguir, confira quais as melhores atitudes para diferentes situações e previna-se das gafes com a maior elegância.

Elevador

Como agir se me deparar com o dono da empresa no elevador?
Cumprimente com um bom-dia e despeça-se com um até logo caso desça antes dele. Não puxe assunto – se ele quiser conversar com você, tomará a iniciativa.

Se estiver falando com alguém, devo interromper a conversa quando o elevador chegar ou posso terminá-la lá dentro?
Interrompa sempre, inclusive papos no celular. Quem está no elevador não tem nada a ver com os seus assuntos.

E-mail

A mensagem profissional deve ser formal?
O tipo de relacionamento dá o tom. Se o destinatário é desconhecido, comece com ”Prezado fulano” ou ”Senhor fulano” e despeça-se com ”cordialmente”. Se for um cliente antigo ou amigo, tudo bem mandar um abraço.

Convém pedir comprovante de recebimento de e-mail?
Sim, desde que a mensagem seja realmente importante.

Reuniões

Cheguei atrasada à reunião. É possível contornar a situação?
O jeito é entrar silenciosamente, sentar-se no lugar mais próximo da porta e, no primeiro intervalo, desculpar-se com a pessoa que está chefiando o encontro.

Como sair no meio de uma reunião sem criar mal-estar?
Converse antes com o chefe ou o condutor da reunião. Fique perto da saída e deixe a sala discretamente.

Entrei há pouco na empresa. Nas primeiras reuniões, devo me conter ou participar ativamente para mostrar meu potencial?
Saber ouvir é sinal de boa educação. Além disso, é prudente conhecer o território antes de se expor. Mas vá bem preparada: se solicitada, você terá chance de brilhar.

Colegas

Como dizer a um colega que ele fala alto demais ao telefone?
Abrir o jogo é inevitável, mas seja cuidadosa na escolha das palavras. Você pode dizer: ”Desculpe, não me leve a mal, mas eu acabo perdendo a concentração…”

Às vezes tenho que tratar de alguns assuntos particulares por telefone, o que acaba tornando-os meio públicos. Até que ponto é correto dividir problemas com meus colegas de escritório?
O melhor é ser discreta. Se precisar resolver alguma pendência, procure telefonar em períodos em que o ambiente esteja mais vazio – como a hora do almoço.

Uma colega pergunta quanto eu ganho. O que responder?
Questões salariais não devem ser compartilhadas e ponto. Quem cometeu a gafe foi ela ao perguntar. Você pode dizer que se trata de uma questão particular e que não se sente à vontade para falar sobre isso.

Chefe

É possível discordar dele sem melindrá-lo?
Sem se exaltar, deixe claro que entende o ponto de vista dele, mas acha que a questão pode ser abordada de outra maneira. Exponha então seus argumentos com calma e diplomacia. Se possível, aproveite algo da idéia do seu chefe, adicionando sugestões.

Sempre acontece de eu estar atolada de trabalho e o meu chefe chegar com mais uma tarefa. Como dizer não?
Explique a ele tudo o que está fazendo, mas apresente soluções para o impasse. Pergunte, por exemplo, se poderia realizar essa tarefa em outro momento. Senão, discuta com ele quais são as prioridades.

Posso presenteá-lo no Natal?
Sim, desde que tenha um bom relacionamento com ele. Se a relação é distante, vai parecer bajulação.

Numa comemoração profissional, devo propor um brinde ao chefe? Ou o correto é deixar que ele se pronuncie antes?
Pode tomar a iniciativa, até porque ele não brindará a si mesmo. Só não se esqueça de elogiar o trabalho da equipe também, validando o mérito de todos.

Celular

Se estiver aguardando uma ligação urgente, posso deixar o celular ligado em uma reunião? Devo prevenir meu chefe?
Explique a situação a quem estiver no comando do encontro. Sente-se perto da porta, deixe o celular no vibracall e saia da sala para conversar ao telefone.

Quando um colega não está na sala e o celular dele toca sem parar, atendo e anoto o recado?
Jamais! Celular é muito pessoal. Seu colega errou ao deixá-lo ligado enquanto estava fora. Comente o que aconteceu assim que ele retornar. Se o fato se repetir, como último recurso desligue o aparelho e peça, gentilmente, que ele faça o mesmo quando precisar sair.

Contatos com clientes

Como recusar um presente de alto valor sem constranger quem enviou? Devo comunicar o caso à direção?
Se houver uma política clara da empresa nesse sentido, você deve explicar que são normas internas que a impedem de aceitar. Se não existir regra, procure a chefia e discuta em conjunto uma solução.

Festas

Como casar sem ter que convidar a empresa inteira?
Todo mundo sabe que casar custa dinheiro e pode compreender que o número de convidados seja limitado. Outra opção é dizer que se trata de uma pequena cerimônia, para familiares, e não convidar ninguém.

Preciso contribuir para o presente de casamento de um colega?
Sim, mesmo que não vá à cerimônia. Não há como fugir.

Pega mal se eu não participar do amigo-secreto do final do ano?
Claro, você corre o risco de parecer antipática…

Família

Fiquei grávida. Convém comunicar primeiro às chefias?
Sim, o chefe tem de ser o primeiro a saber da novidade e quanto mais rápido isso ocorrer, melhor.

Uma colega acaba de ter bebê. Devo visitá-la?
Só os íntimos devem ir à maternidade. Mande flores e combine uma visita quando ela já estiver em casa.

O pai de um colega faleceu. Não somos próximos e tenho dúvidas se devo cumprimentá-lo e o que dizer em tal circunstância.
O importante é a solidariedade. Quando o colega voltar ao trabalho, você deve ir cumprimentá-lo, dizendo que soube do que houve e que sente muito pela perda.

Almoços profissionais

Posso beber uma taça de vinho em um almoço de negócios?
A iniciativa de pedir a bebida deve partir sempre de quem convidou. Se é esse seu caso, pode. Desde que saiba que uma taça não vai alterar seu comportamento.

Se meu prato chegar bem antes, o correto é começar a comer?
De jeito nenhum. Espere até que todos estejam servidos.

Devo me oferecer para rachar a conta quando sou convidada?
Não. Em almoços de negócios, quem convida paga.

Entrevista de emprego

Quais são os erros mais comuns e como evitá-los?
Os exageros são os maiores inimigos. Use roupa e perfume discretos. Seja pontual e, na entrevista, contenha os gestos que denunciem nervosismo, como balançar o pé, ajeitar o cabelo, falar sem parar ou mexer nos objetos da mesa do entrevistador. Na dúvida, imagine como você reagiria se estivesse no lugar do outro. Essa é uma ótima tática para evitar erros.

Situações delicadas

O que fazer quando o colega tem mau hálito? Avisar ou não?
Seja amistosa e dê um jeito de alertá-lo, por mais constrangedor que pareça. Ele certamente agradecerá.

Bebi demais na festa e não sei se dei vexame. Como agir no dia seguinte? Devo pedir desculpas aos meus superiores?
Aja como se nada tivesse ocorrido e deixe o tempo cuidar do restante. Insistir no assunto só piora. Você deve pedir desculpas apenas se tiver sido desagradável ou inoportuna com alguém. Nesse caso, vá diretamente até a pessoa ofendida e expresse seu arrependimento. E nunca mais cometa esse deslize de novo!

Demissão

Fui demitida. Saio calada ou comento com meus colegas?
Você pode escolher, dependendo de como se sentir melhor: ir embora e mandar um e-mail para os mais chegados depois ou dizer tchau sem se prolongar. Evite reações muito emocionais – não esqueça que a empresa pode ser solicitada a dar referências mais tarde.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/carreira-dinheiro/reportagem/carreira/30-dicas-etiqueta-trabalho-474784.shtml

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Cultura brasileira é atração para os turistas estrangeiros

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais da metade (53,4%) dos visitantes da Copa buscaram atividades culturais, como visitas a museus, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.

A diversidade cultural brasileira é um dos atrativos mais requisitados pelos visitantes internacionais que visitam o Brasil. Embora sol e praia ainda sejam os principais motivos da vinda ao país, a maior parte (53,4%) dos estrangeiros buscaram atividades culturais, como visitas a museus, locais históricos e espaços onde as tradições e o folclore popular durante a Copa do Mundo, segundo um estudo do Ministério do Turismo.

De acordo com o ministro do turismo, Vinicius Lages, “as manifestações traduzem a alma do povo brasileiro e mostram toda a sua alegria e receptividade”. Entre os atrativos estão as danças típicas arraigadas à cultura da comunidade local, como as festas de São João, em especial em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), que estavam no auge de suas comemorações justamente no período da Copa. Mais de três milhões de pessoas acompanharam grupos folclóricos e suas danças típicas, como a quadrilha e o forró pé-de-serra.

Outra festa popular e tradicional no país que costuma chamar a atenção dos visitantes é o Bumba-Meu-Boi, com ligações com tradições africanas, indígenas e europeias, e também festas religiosas católicas, de acordo com a Unesco.

Espalhada pelo país, o Bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas e  adereços diferentes. Em Pernambuco é chamado boi-bumbá; no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é conhecido como bumba-meu-boi; já no sul do país está presente como boi-de-mamão.

Há poucos dias, outra dança e ritmo regional foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN): o carimbó, que agora aguarda reconhecimento na Unesco, a exemplo do que já acontece com o frevo e o samba de roda.

Manifestação cultural típica do estado do Pará e da região amazônica, o carimbó envolve passos característicos e casais de dançarinos, que usam um figurino colorido e dançam descalços. A música e a dança são marcadas pela batida dos tambores, instrumentos de cordas como o banjo e também chocalhos.

Segundo a Unesco, o Brasil tem dezoito bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial, pelo valor que representam para a cultura da humanidade. Entre eles estão o Círio de Nazaré, procissão realizada em Belém (PA); o frevo, dança carnavalesca (PE); o Yaokwa, ritual índigena do povo enawene nawe (MT); o museu vivo do Fandango, no sul de São Paulo e norte do Paraná; além das expressões orais e gráficas dos wajãpis, índios da família linguística dos tupis-guarinis e que se espalham por diversas regiões do Brasil; também o samba de roda do Recôncavo Baiano.

O Ministério do Turismo, por meio da Embratur, tem buscado junto às secretarias estaduais de turismo levar às suas promoções internacionais representantes regionais que divulgam a cultura brasileira como atrativo turístico.

Fontes: www.jornaldoturismo.com e Assessoria de Comunicação Social – Ascom/MTur

 
Publicado em Artigos | Com a tag , , , | Deixar um comentário