Poupe sua imagem: evite erros comuns em e-mails de trabalho

 

No trabalho, enviar e-mails é uma atividade tão corriqueira que muita gente acaba se esquecendo de algumas regras básicas da comunicação empresarial. E comete erros que, embora banais, podem comprometer a eficiência e a imagem profissional de quem envia.

Para quem está habituado à rapidez e informalidade das redes sociais, um dos maiores problemas no e-mail corporativo pode ser a confusão sobre o tipo de linguagem a ser empregada.

“As mensagens corporativas estão começando a se tornar mais informais, no entanto, todo profissional deve se policiar. O e-mail de trabalho é, acima de tudo, um documento enviado em nome da empresa”, explica Sylvia Inácio da Costa, professora de Gestão de RH da Universidade Anhembi Morumbi.

Mas o que realmente pesa na hora de enviar um e-mail corporativo? A seguir, especialistas em carreira e recursos humanos apontam as principais falhas detectadas no dia a dia das empresas e dão dicas de como escrever mensagens de maneira correta e eficiente.

1. Descuidar da escrita

Os erros de português destacam-se entre os principais problemas dos e-mails corporativos. Erros de ortografia e digitação depõem contra o profissional e a empresa. Portanto, tenha o apoio de um corretor ortográfico e sempre releia o que foi escrito antes de enviar. Também é importante evitar as palavras escritas em maiúsculas (com a tecla “caps lock” acionada) ou o excesso de palavras em negrito, que podem transmitir um tom de agressividade à mensagem.

2. Usar e-mail da empresa para mensagens pessoais

Evite bater papo com amigos e familiares, replicar correntes criadas na internet, resolver assuntos particulares… O e-mail da empresa não foi criado para esse fim, conforme declara a diretora de comunicação da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Heloísa Machado: “Fique atento, pois a maioria das redes corporativas é monitorada. Assim, muitas das suas informações pessoais poderão ser conhecidas pela empresa”.

3. Escrever textos muito longos

Na correria diária, as pessoas não têm tempo para ler textos muito extensos ou que precisem ser interpretados. O e-mail precisa ser claro, conciso e objetivo. Textos com mais do que três parágrafos causam má impressão. Se o assunto é extenso, fale pessoalmente e use o e-mail para formalizar o que foi dito. Para Bernardo Leite, psicólogo especializado em Administração de Empresas e professor convidado da PEC-FGV (Programa de Educação Continuada para executivos da Fundação Getúlio Vargas), ao enviar textos muito longos, seu e-mail poderá cair no lixo eletrônico e você correrá o risco de ser taxado como prolixo”.

4. Copiar pessoas sem necessidade

A enxurrada de e-mails recebidos todos os dias ganha um volume ainda maior por conta das mensagens disparadas desnecessariamente. Por isso, antes de clicar em “enviar”, verifique quem está copiado. Para a professora Sylvia, quase sempre os e-mails com muita gente em cópia tomam o efeito cascata: “Começam a pipocar respostas atrás de respostas na caixa de entrada, muitas vezes, sem utilidade alguma para pessoas que estão recebendo”.

5. Responder por impulso

Em uma troca de e-mails podem ocorrer discussões acaloradas. Discordar de algum ponto de vista e responder sem pensar a um colega de trabalho, por exemplo, pode prejudicar a sua imagem. Em situações extremas, provoca a perda do emprego. “O e-mail corporativo deve ser usado com maturidade”, declara Ricardo Ribas, gerente da empresa de recrutamento Page Personnel. Diante de situações conflituosas, a regra é: jamais responda a um e-mail de cabeça quente. Acalme-se e, depois, escreva de forma profissional.

6. Evite a informalidade

Especialmente nos e-mails enviados a profissionais que você não conhece, use um tom cortês. Lembre-se de que as pessoas criam uma imagem do remetente de acordo com o que está registrado na mensagem. No ambiente corporativo, a elegância sempre deve nortear as relações. “Ao final do e-mail, sempre coloque o nome e sobrenome, função, telefone de contato e nome da empresa em que trabalha”, afirma a professora da Anhembi Morumbi.

7. Sempre responda aos e-mails

Existem profissionais que se envolvem em tantas tarefas e projetos que não dão conta de responder aos e-mails recebidos diariamente. Mas, ainda que demore para dar atenção a determinados assuntos, ao menos aponte o recebimento da mensagem e informe que será respondida com mais atenção posteriormente. Esse é um sinal de consideração com os colegas.

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento

 
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Dicas de etiqueta para anfitrião e hóspede

 

 

 

 

 

 

Dicas de Etiqueta para Hóspede:

Ponto inicial e o mais importante de todos: Jamais se convide para ficar na casa de alguém. Se a pessoa não convidou para que você passe uma noite ou para que você fique alguns dias na casa dela é porque não quer que isso aconteça!  Demais pontos:

1-       Sempre que você for convidado para hospedar-se na casa de alguém, seja simpático e leve alguma prenda. Pode ser um vinho, ou uma caixa de bombons, ou algo que sabe que vai agradar o dono ou a dona da casa.

2-      Não leve seus animais de estimação consigo, e tão pouco pergunte se pode levar. O dono da casa poderá não gostar, ou ser alérgico a bichinhos de estimação, e se sentirá desconfortável em aceitar que você leve consigo o seu animalzinho.

3-      Ao ser convidado para se hospedar na casa de alguém, não leve consigo primo, prima, tio, tia, mãe, pai, irmãos, sobrinhos, vizinhos. O convite foi para você, ou se você tiver dúvidas certifique-se para quem o convite é especificamente dirigido. Afinal o anfitrião pode não estar preparado para receber em casa  mais pessoas do que previa.

4-      Quando estiver hospedado na casa de alguém, mantenha o seu espaço limpo e arrumado. Não faça desordem na sala, não mexa na cozinha, não abra o frigorífico, e tão pouco pegue algo para comer sem que lhe seja oferecido.

5-      Esta regra serve para homens e mulheres, NUNCA use os perfumes ou as roupas pessoais da dona (ou dono) da casa. NÃO mexa no armário de roupas do anfitrião, não mexa no que não é seu.

6-      Se você for utilizar o mesmo banheiro que o dono da casa, por favor seja discreto e mantenha-o limpo. Não fique mexendo nos armários do banheiro, isso é detestável. Não deixe suas roupas sujas espalhadas, guarde-as numa sacola e leve-as para lavar em sua casa.

7-      Procure levar seus pertences pessoais como roupas suficiente de acordo com a temperatura local, peças íntimas, secador de cabelos,  escova de dentes, pasta de dentes, shampoos, sabonetes, e toalhas de banho. É muito chato ter que ficar pedindo estas coisas aos donos da casa.

8-      Esteja atento a altura em que você pretende se hospedar na casa do anfitrião, e se o anfitrião for casado, certifique-se de que sua estadia na casa não irá causar um transtorno entre o casal.

9-      Se você tiver filhos, a preocupação deve ser redobrada. Não deixe que os seus filhos destruam a casa do anfitrião, mesmo que este anfitrião seja a sua mãe, o seu irmão, ou um parente chegado.

10-  Não faça na casa do seu anfitrião, o que você não gostaria que fizessem na sua casa. Não se exceda no banho, não utilize o telefone do anfitrião, não peça para utilizar o carro do anfitrião, nada de utilizar a Jacuzzi (banheira de hidromassagem) e não quebre nada. Se quebrar assuma e prontifique-se a pagar o estrago.

11-    Seja comedido, não fique hospedado na casa de uma pessoa por dias a fio, ninguém gosta disso, por mais que tente ser simpático e lhe digam  “Ora, já se vão? Fiquem mais uns dias”. Isso é apenas uma forma de ser educado, quase ninguém gosta de ter pessoas hospedadas por tempo indeterminado em casa.

12-   Durante a estadia seja simpático e se proponha a partilhar gastos, converse com o anfitrião e em comum acordo com ele, faça uma compra de supermercado. Hoje em dia é bom dividir despesas. Mesmo que seja  deixar o seu filho na casa de um parente, ainda assim contribua com alguma coisa. É falta de educação deixar os filhos na casa de outras pessoas e sequer se preocupar se haverá ou não condições (comida, local adequado, etc) para hospedar a criança. Proponha-se  a ajudar na limpeza da casa.

13-   Quando for embora para sua casa, lembre-se de enviar um cartão com flores, ou uma prenda em agradecimento a hospedagem.

14-   Assim que possível você terá que retribuir a hospedagem, é de bom tom retribuir o convite e hospedar o seu anfitrião da mesma forma como foi hospedado, ou seja com todo zelo possível.

Dicas de Etiqueta para Anfitrião:

1-       A primeira regra e a mais importante é: Não convide ninguém para se hospedar em sua casa, se você não aprecia visitas em casa. Seja íntegro consigo sempre, se alguém “se” oferecer para ficar em sua casa, e você não estiver disposto a recepciona-lo, diga delicadamente que no momento isso é inviável para você. Alegue situações profissionais, horários complicados, ou até mesmo um problema pessoal que precisa de sua total atenção no momento. Nunca alegue falta de espaço, pois a pessoa pode lhe responder: ”Não tem problema, eu me ajeito em qualquer canto”.

2-      Antes de convidar alguém para se hospedar em sua casa, veja se você tem cama, cobertores, lençóis, comida, e espaço suficiente para hospedar alguém. Não dá para convidar alguém para ficar em sua casa e achar que a pessoa vai adorar dormir no chão, não é mesmo?

3-      Verifique se no banheiro todos os aparelhos estão funcionando, como secador de cabelos, luzes, água quente, aquecedores, etc.

4-       Mesmo que seu hóspede traga seus pertences pessoais, é de bom tom deixar no banheiro disponível shampoo, gel de banho, condicionadores, toalhas limpas, sabonetes (novos por favor) para que o hóspede possa usar.

5-      Quando o hóspede chegar em sua casa, seja gentil ofereça um sumo, uma água fresca, e leve-o até o quarto para que ele possa acomodar os seus pertences pessoais.

6-      Deixe-o a vontade para que ele possa descansar um tempo, ou até mesmo tomar um banho.

7-      Se você receber flores do seu convidado, coloque-as imediatamente num vaso;  se receber doces, sobremesas, chocolate ou outro prato qualquer, partilhe com todos. É falta de educação guardar e não oferecer à todos.

8-       Se você tiver que sair para algum compromisso pessoal, avise o seu hóspede e diga à ele que pretende voltar em breve, deixando-o a vontade.

9-       A noite, pergunte ao seus hóspedes se ele deseja tomar um chá, um leite com chocolate, ou fazer um lanche. Pode ser  que o seu hóspede esteja acostumado a fazer uma refeição antes de dormir.

10-  Para facilitar, a noite deixe uma garrafa com água mineral e copos limpos no quarto do hóspede.

11-     Tenha em mente um programa de diversão para fazerem durante os dias em que o hóspede estiver em sua casa, veja antecipadamente os pontos turísticos que você poderá leva-lo, e caso você não possa acompanha-lo tente ajuda-lo a encontrar uma forma de facilitar a chegada do mesmo até o local pretendido. Sugira os meios de transportes disponíveis na região e oriente-o como fazer.

12-   Evite se irritar, sabemos que não é nada fácil termos pessoas hospedadas em nossa casa, afinal perdemos totalmente a nossa privacidade; porém tente ser gentil e não demonstrar o seu descontentamento.

13-   Não espere que lhe retribuam a gentileza que você está a fazer; ou seja, não espere que um dia você poderá ser hospedada na casa do seu hóspede, você poderá decepcionar-se.

14-   Ao fim da estadia do seu hóspede, ofereça alguma recordação como prenda, para que ele possa lembrar desta viagem e do tempo que se hospedou em sua casa.

 

Fonte: http://www.bigviagem.com

 

 

 

 
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10 sinais de que você pode ser um “chato da internet”

 

Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado

Na internet, como no mundo off-line, há certos padrões de conduta que, quando quebrados, geram grandes riscos à nossa imagem. Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Novamente, assim como na vida real, também temos nossos dias ruins no virtual. Quem nunca perdeu a paciência (seja on ou off) pelo menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado. Você poderá estar queimando seu próprio filme.

O especialista em redes sociais Ediney Giordani, CCO da kakoi Comunicação, elencou 10 sinais que podem contribuir para colocar você no cada vez maior grupo dos “chatos de internet”. Confira abaixo:

Curtir as próprias postagens

Segundo Giordani, é péssimo fazer isso. “É o mesmo que você chegar a reuniões imensas e gritar: ‘olha como sou legal, olha como sei escrever’. Por favor, deixe esse hábito horrível de lado”, afirma.

Discutir agressivamente com quem discorda de você

“Todos têm direito de opinar e, ao mesmo tempo, o dever de respeitar a opinião alheia. Se seu amigo postou que gosta da cor preta e você a detesta, ok. Não crie caso por isso. Não encha a postagem do amigo com comentários contrários ao gosto dele. Se quiser colocar a sua opinião, tudo bem, mas não tente convencê-lo de que a sua cor é melhor do que a dele. Cada um tem uma opinião sobre cores, times de futebol, política, relacionamentos e religião, ou seja, não crie uma confusão só porque discorda de alguma coisa”, lembra Ediney.

Compartilhamentos infinitos e ao mesmo tempo

“Calma, não saia compartilhando tudo o que vê pela frente. Se isso acontecer, as chances de ser excluído por seus amigos são grandes. Pegue leve, compartilhe um ou outro conteúdo. Moderação é tudo”, acrescenta o especialista.

Marcar amigos em propagandas

“Muito usado nos tempos de Orkut com colagens nos murais, no Facebook essa prática chegou à loucura generalizada. Empresas, cantores, bares e ativistas políticos, por exemplo, fazem aquela arte de gosto duvidoso e começam a marcar todo mundo como se não houvesse amanhã. Para isso, uma solução é fechar seu perfil para postagens sem sua autorização”, aconselha Giordani.

Ficar perguntando: viu minha postagem?

“Se vi e não falei nada é porque não me chamou a atenção. Pronto”, resume.

Acreditar e compartilhar bobagens

“Fotos inéditas da morte dos Mamonas? O Bolsa Família vai acabar? Não compartilhe bobagens expressando sua indignada opinião. Pesquise, sempre”, recomenda.

Perfil 1, Perfil 2, Perfil 3…

“Se você tem 164 mil perfis, você está usando a internet e as suas redes sociais de maneira errada. Se você é tão popular assim, por que não abrir uma página? Tudo ficará mais fácil para você e para seus seguidores”, avalia.

Sua vida inteira nas redes

“As redes sociais não são um diário. Frases como ‘Bom dia, esse é meu café’; ‘Olha minha cama’, ‘#partiu tomar banho’, ‘#partiu almoço’, ‘estou cansado’, e assim vai são inúteis. As redes sociais servem para outras coisas, não para mostrar a vida inteira nelas. Claro que você pode postar coisas pessoais, mas não precisa dar um passo a passo da sua vida. Tudo deve ser feito com moderação”, alerta o especialista.

As famosas hashtags

Ah, essas “#pessoas #que #escrevem #tudo #com #o #uso #da #hashtag… Usem essa ferramenta de busca com moderação. “Usando desta maneira, não irá funcionar, seus colegas não vão conseguir ler e você perdeu o maior tempão com esse número de #”,  recorda Ediney.

Convite para joguinhos no Facebook

“Esse item pode ser polêmico, mas pense: você pode, sim, convidar a pessoa uma vez para que ela passe a jogar com você um determinado joguinho, mas nunca mais de uma vez. É chato e ninguém aguenta. Você acabará bloqueado”, finaliza o especialista.

Fonte: http://www.administradores.com.br


 

 
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A incrível arte de procrastinar

 

Texto: Leonardo Posich

 

 

 

 

 

Nós, seres humanos, somos exímios e mestres na arte de deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã

O cérebro é incrivelmente adaptável, inúmeras vezes um dos motivos para tanta procrastinação é o medo do desconhecido

Antes de começar a rascunhar este artigo, confesso a mim mesmo e a você leitor que muito eu procrastinei, senti uma preguiça! Por hora, surgiam compromissos de imediato e que não poderiam ser procrastinados. Tinham de ser resolvidos o mais breve possível. Além disso, tive que relutar contra mim mesmo se deveria ou não escrever sobre esse assunto “tão manjado” sobre o qual muito se comenta e que poucos tomam alguma postura frente a esse mal que destrói nossas vontades e até mesmo sonhos.

Falando em preguiça, eu comecei a esboçar este artigo em plena segunda-feira, dia mundial dos preguiçosos. Juro que lutei contra minha vontade de deixar para amanhã aquilo que eu poderia fazer depois de amanhã. Eu poderia contar nos dedos, não fossem as inúmeras vezes que deixei para última hora um trabalho de faculdade ou mesmo ter que estudar todo o conteúdo de um semestre inteiro para uma prova final. Além disso, somos mestres em passarmos noite adentro estudando, aproveitando as últimas horas antes da tal prova de arrepiar. E num desses tropeços da vida, por pura procrastinação, é que aprendi a praticar a tal lei do desapego e me ater no mal que arruinou muitos de meus projetos e que dá nome a este artigo.

Afinal de contas, por que motivo procrastinamos tanto? A resposta, embora simples e óbvia, já vem lá dos primórdios da história da humanidade. Nosso corpo foi programado para economizar o máximo de energia possível com o propósito de usá-la em momentos de perigo. Daí quem sabe surgiu o hábito que assola boa parte da humanidade conhecido popularmente como sedentarismo. Talvez esteja aí um indicador forte para uma das causas da obesidade.

O cérebro é incrivelmente adaptável, inúmeras vezes um dos motivos para tanta procrastinação é o medo do desconhecido, amamos a zona de conforto, lá nos sentimos tão seguros quanto dentro de um abraço apertado. Lutamos, galgamos cada degrau dessa longa escada de aprendizado em busca de conforto, sombra e água fresca. Queremos mesmo é poupar energia, usá-la somente “se necessária” e, é claro, se a preguiça não falar mais alto que nosso próprio instinto de sobrevivência.

Não podemos esquecer que para chegar aonde realmente queremos ou sonhamos temos que lutar e batalhar por cada meta estabelecida ou imposta por nós mesmos, abdicar desses maus hábitos que funcionam como âncoras em nossa vida, desapegar dessa tal procrastinação que nos toma tempo e acaba muita vezes asfixiando nossos sonhos e projetos de vida.

Engraçado que ao mesmo tempo que temos medo do desconhecido o mesmo também nos instiga a sair do lugar, nos atrai, nos chama atenção, nos envolve. O cérebro, conforme já falei aqui, é adaptável, o novo pode nos assustar, causar um certo desconforto, mas o mesmo causa também uma sensação de liberdade que toma conta de nosso corpo, pulsa na veia e nos abre os olhos para um novo horizonte a ser alcançado. A cada novo degrau galgado, uma nova descoberta, um novo conforto. Assim é a vida, repleta sempre de novos desafios.

O novo nos envolve e, aos poucos, vamos descobrindo seus mais tenros segredos, pouco a pouco vamos nos tornando íntimos, criando empatia e laços de um longo relacionamento. Quando piscamos os olhos numa fração de segundo, nos damos conta de que o novo já não é mais tão novo assim. Esse é um sinal enviado pelo nosso próprio cérebro, mostrando que o mesmo já se adaptou a essa nova realidade.

Quando o cérebro se adapta ao novo, entramos na fase que costumeiramente chamamos de “zona de conforto ou comodismo”. É nessa fase que entramos no tédio, onde as notas musicais entram em descompasso com a melodia, as cores viram penumbra e a vida muitas vezes perde a graça. O pior de tudo é que boa parte da sociedade sofre desse mal do século, que aos poucos, se não nos atentarmos, pode evoluir para aquilo que os psicólogos nomeiam como “depressão”, um câncer da alma.

A procrastinação, assunto em pauta neste artigo, só é saudável em momentos em que precisamos estar a sós com nossos próprios pensamentos, reorganizá-los, separar o que é urgente, priorizar e dar importância àquelas atitudes que nos faltam.

Procure adotar hábitos ou trabalhos de gestão e otimização do tempo. Verás que inúmeras atividades que são deixadas de lado acabam influenciando no resultado final, na meta não alcançada, no(a) namorado(a) não conquistada(o), no sonho não realizado. Lembre-se de que tudo na vida tem seu preço e que esse negócio de deixar para amanhã aquilo que podemos fazer depois de manhã lhe poderá custar o tão sonhado cargo de trabalho.

Aposto que parte daqueles projetos idealizados no final do ano passado já foram procrastinados e, se 50% deles forem realmente colocados em prática, considere-se um vencedor. Nosso cérebro, na maior parte das vezes, “mesmo que de forma inconsciente”, é o maior sabotador de nossos próprios objetivos. O dito cujo vive a nos falar às seguintes frases: “não vai dar certo”, “você já tentou”, “desista, isso não é pra você”. Esses tipos de frases acabam nos desmotivando. Por isso, temos que relutar, quebrar certos princípios e mudar nossos hábitos, tentar quantas vezes for preciso. O tempo é escasso e não volta mais. Por isso, jamais devemos deixar nossos sonhos para amanhã. Talvez, depois de amanhã não tenhamos mais a oportunidade de concretizá-los.

Quero procrastinar em uma rede de praia depois de um almoço gostoso de domingo, quero procrastinar na beira da praia apreciando o horizonte, buscando motivos para tentar uma vez mais, quero procrastinar de mãos dadas pensando em nossos futuros filhos, que por hora não é chegada a hora de falarmos nisso… Procrastinar certas coisas é realmente saudável, porém existe uma linha tênue que divide o saudável do doentio e nós seres altruístas devemos ter claro em nossas mentes a divisão dessa linha, saber até onde podemos ir sem prejudicar nossos sonhos.

Estabeleça metas, busque objetivos, não deixe sua mente entrar na vala comum do sedentarismo e do tédio. Reaja! O que realmente nos instiga a ir ainda mais longe é o novo, o desconhecido. O grande segredo das pessoas bem sucedidas é o trabalho árduo, a dedicação, a luta incansável contra a própria procrastinação.

Deu de ficar lutando contra o tempo. O mesmo, como bem sabemos, é implacável e não voltará atrás para lhe trazer as mesmas oportunidades. Seja a mulher de seus sonhos, o carro de sua vida ou a tão sonhada promoção no serviço. A vida é agora, passado serve apenas como depósito de lembranças e aprendizado. Futuro são sonhos e projetos rascunhados em uma folha de papel. Adote atitudes impulsionadoras. Acerte nos prazos, não adie o relógio. Vença o medo do amanhã e, acima de tudo, eduque seu cérebro com atitudes e hábitos que edifiquem e agreguem valor a sua forma de ser e agir.

Que tal começar aquele seu projeto verão 2014? Se preferir procrastinar, que tal começar o projeto Olimpíadas 2016? Lembre-se de que tudo tem seu preço!

Eu convido você a refletir: que tal deixar para amanhã aquilo que podemos deixar para lá?

(Isso vale para aquele cara de quem não vale mais a pena correr atrás e nem mesmo dar uma  nova chance).

Fonte: http://www.administradores.com.br/


 

 

 
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Viajantes oferecem mão de obra em troca de descontos e experiências

 

Empresas publicam na internet as suas demandas e turistas oferecem o que possuem. E não é que nesse jogo todo mundo sai ganhando?

Por Gustavo Henrique Braga

Imagine viajar sem pagar pela estadia ou pela alimentação. E em troca, cozinhar, capinar, pintar paredes ou até cuidar da rede social de um hotel. A essa troca se deu o nome de turismo colaborativo, uma prática comum nos Estados Unidos e em países da Europa – e que agora dá seus primeiros passos no Brasil. O modelo consiste em trocar o custo da viagem pela prestação de algum tipo de serviço oferecido pelo viajante, para o qual haja demanda. Sites especializados publicam as demandas de empresas e os turistas se candidatam para o trabalho. As empresas oferecem algum tipo de benefício ao viajante, como alimentação, hospedagem e passeios. A rotina de trabalho segue critérios e, geralmente, não há remuneração.

Em um dos anúncios publicados na rede, um hotel busca um hóspede-artista. “Temos um monte de paredes brancas, um piano e um pequeno sistema de som. Venha se inspirar e ser criativo”. Em troca, o cliente ganha hospedagem, alimentação e lavanderia. São quatro horas diárias de trabalho e dois dias de folga. A troca de experiências beneficia os viajantes, já que reduz o custo da viagem e oferece uma nova experiência. Beneficia também os empresários, que conseguem resolver pequenas demandas sem ter de contratar um profissional.

O chef Leonardo Bosso, de 28 anos, deixou a casa onde mora, em São Caetano (SP), para passar três meses em um hostel de Florianópolis. Não gastou com alimentação, nem hospedagem. Leonardo trabalhou na cozinha do local e, em troca, ficou isento das diárias. “Foi bom para mim, que pela primeira vez tive a chance de comandar uma cozinha, e bom para o hostel, porque conseguiram um reforço durante o período de alta temporada”, disse o chef. Leonardo ainda aprendeu espanhol com hóspedes estrangeiros e testou novos pratos.

Ricardo Lima, sócio-fundador de uma plataforma on-line que funciona como intermediária entre empresas e turistas, afirma que os brasileiros são o público que mais cresce entre os 96 países que a empresa atua e, atualmente, somam cerca de 30 mil cadastros no site. Essa é uma das razões pelas quais Lima e os demais sócios escolheram manter a sede da empresa no país. “A própria cultura nacional favorece o turismo colaborativo. Os brasileiros são reconhecidos no mundo todo como um povo hospitaleiro e receptivo – e essa é a essência desse tipo de negócio”, diz o empresário.

De acordo com dados do Ministério do Turismo, a maioria dos turistas estrangeiros que visitaram o Brasil no ano passado (97,4%) aprovou a recepção que teve no país. Assim como a empresa de Ricardo, há diversas opções de sites que intermediam o contato entre viajantes e empregadores tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: http://www.turismo.gov.br/

 
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Chá de casa nova

 

O Chá de Casa nova é uma reunião realizada em situações que envolvem a mudança para um novo lar ou quando há uma reforma radical de um imóvel que justifica a reunião de amigos para celebrar o início de uma nova etapa e também arrecadar utensílios essenciais à casa nova.

Pode ser realizado por um casal que resolveu morar junto, amigas que estão montando um apartamento república ou alguém que decidiu morar sozinho. Em geral, a lista de chá de casa nova inclui, além de utensílios para a cozinha, peças básicas de enxoval como toalhas de banho, lençóis, panos de prato, etc. Porém é importante evitar itens caros como se fosse uma lista de casamento. O Chá de casa nova deve ser uma reunião simples.

Convite
É imprescindível um convite, que pode ser simples informando local com endereço, data e horário. Ao invés de escrever no convite o que cada um deve trazer, como costuma ser feito no Chá de Cozinha e no Chá Bar, você pode montar uma lista e deixar que cada um escolhe o que quer comprar. Lembre-se de especificar o modelo, marca e a cor desejada de cada produto. Não é necessário deixar a lista em uma loja específica, pois os convidados podem resolver comprar numa loja virtual, num shopping ou numa loja de fácil acesso no bairro.

Local de realização
O local ideal para a realização do Chá deve ser a nova casa para que todos conheçam o novo lar. Caso não tenha se mudado ainda ou o local seja pequeno para o número de convidados, poderá ser realizado em outro local. No entanto, os convidados devem receber um cartão com seu novo endereço e telefone para que possa fazer uma visita posteriormente.

Cardápio
As opções de cardápio para a reunião podem conter salgadinhos, tortas e canapés, refrigerantes e sucos. Caso seja em um horário compatível, pode ser servido vinho e cerveja. Também pode-se optar por encomendar pizzas que são entregues no momento da festa. Chegam quentinhas e são fáceis de agradar a todos os paladares. Outro tema em moda é organizar um Happy hour em um barzinho com cerveja e alguns petiscos.

Lista de presentes
Cozinha, banheiro e limpeza

  • abridor de garrafa
  • abridor de lata
  • açucareiro
  • afiador de facas
  • assadeira anti-aderente
  • bacias de vários tamanhos
  • baldes de vários tamanhos
  • banqueta escada
  • batedor de ovos
  • cabides
  • capa para máquina de lavar
  • capachos
  • cesta para pão
  • cestos para roupas
  • coador de chá / leite
  • coador de suco
  • colheres de pau
  • colheres e xícaras de medida
  • colher para sorvete
  • concha e escumadeira
  • copos para água
  • copos para refresco
  • cortador de queijo
  • cortador de massas
  • escorredor de arroz
  • escorredor de louças
  • escorredor de macarrão
  • espátula para bolo
  • espremedor de alho
  • espremedor de batatas
  • espremedor manual de frutas
  • facas para cozinha – vários tamanhos
  • fatiador de queijos
  • forma para bolo
  • forminhas para empadas
  • forro para tábua de passar
  • frigideira
  • garrafa térmica
  • jarra para água
  • jogo para condimentos
  • porta copos
  • legumeira para microndas
  • leiteira
  • leiteira para microondas
  • livros de culinária e gastronomia
  • lixeira para banheiro
  • lixeira para cozinha
  • manteigueira
  • pá de lixo
  • pá para bolo
  • pegador de massa
  • peneiras p/m/g
  • pipoqueira para microondas
  • pote hermético
  • potes para uso em microondas
  • potes multi uso
  • pote para mantimentos
  • quebra nozes
  • queijeira
  • ralador
  • relógio de parede
  • rodos
  • rolo de abrir massas
  • saleiro para parede
  • suporte para filtro de café
  • tábua de carne
  • tábua de frios
  • tesoura comum
  • tupperwares
  • vasilhas plásticas
  • vassouras

 

Enxoval

  • avental
  • cobertor
  • flanelas para limpeza
  • fronhas avulsas
  • jogo americano
  • jogo de cama
  • panos de chão
  • panos de prato
  • pegadores de panelas
  • protetor de colchão
  • protetores de travesseiro
  • tapete antiderrapante p/ box
  • tapetes atoalhados para banheiro
  • toalha de algodão p/ mesa
  • toalha plastificada p/ mesa
  • toalhas de banho
  • toalhas de rosto
  • travesseiros

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br/

 
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Viagem de Lua de Mel

 

Os preparativos para o casamento são estressantes, por isso a viagem de lua de mel deve ser um momento para marcar o início da nova vida do casal e principalmente para descansar. Em geral, os noivos preferem passar a noite de núpcias em um hotel em sua própria cidade antes da viagem. É necessário conhecer alguns hotéis com antecedência e reservar uma suíte que permita ao casal uma noite inesquecível.
No planejamento do casamento é imprescindível definir os gastos com o casamento e com a viagem de lua de mel. Existem muitos roteiros turísticos especialmente adaptados para lua de mel, mas é importante que o local escolhido atenda ao gosto dos dois e esteja dentro da disponibilidade financeira. Viagens em época de alta temporada e feriados prolongados podem custar 25% a mais do preço de baixa temporada. É sempre bom reservar algum dinheiro para os imprevistos, incluindo as tentações de comprar algo maravilhoso para trazer de lembrança.

Se o casal é inovador, invista nas “Cotas da Lua de mel” ou “Presentes virtuais” ao invés de passar a gravata na festa de casamento, algo que além de deselegante se torna constrangedor aos convidados. Existem alguns sites que criam páginas para os noivos, onde os convidados escolhem e pagam um presente. Existem opções de presentes de valores diversos e os noivos não recebem o presente escolhido, mas recebem o valor do presente. Além de facilitar para quem quer presentear, permite que os noivos possam direcionar os valores para uma viagem. Veja alguns exemplos nos sites abaixo:

A viagem de lua de mel é a primeira de muitas outras que o casal irá realizar, portanto deve ser uma viagem que traga satisfação e não uma cansativa maratona. Outro detalhe ao escolher o local, deve ser as condições climáticas e os costumes do casal. Alguns locais são lindos, mas não oferecem infraestrutura suficiente ao gosto de algumas pessoas. Escolher uma praia em época de chuvas é certeza de frustração. As condições climáticas também irão influir nas roupas a levar.

Ao escolher uma agência de turismo, procure informações a respeito da empresa através de pessoas que já viajaram com ela. É importante checar os horários de partida e duração de viagem. Também deve-se constar por escrito o que está incluído no pacote, como traslados, alimentação, passeios, seguro viagem e outros programas. Nem sempre o menor preço é garantia de bom atendimento.

O local escolhido muitas vezes demanda documentos especiais, como por exemplo, para uma viagem ao exterior é necessário providenciar com antecedência passaportes. Para alguns locais é necessário tomar vacina com antecedência de 12 dias, por exemplo uma viagem para a Amazônia, Goiás, Roraima.  Informar-se com antecedência sobre o local através de mapas e pessoas que conheçam o local, é prevenir-se para não ficarem completamente perdidos.

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 

 
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Sobre eventos

 

Eventos faz parte de turismo.  Segundo a Organização Mundial do Turismo, turismo é a atividade econômica que mais cresce no mundo e dentro do turismo, eventos é o segmento que mais cresce

O turismo se inter-relaciona com várias outras ciências, como sociologia, economia e direito e desde seu surgimento tem sido objeto de atenção e de estudos que procuram entender sua importância socioeconômica para as localidades onde se desenvolve. Seu desenvolvimento abrange um amplo e diversificado conjunto de atividades econômicas com importância no setor de serviços, na indústria e no comércio em geral.

O turismo de eventos constitui um importante componente para o incremento da atividade turística e da economia internacional.

Em 18 de janeiro de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.591 que regulamenta a profissão de turismólogo no país. No entanto, o texto sancionado vetou três artigos que previam exigências para o exercício da profissão.

OS ARTIGOS VETADOS SÃO:

O artigo 1º exigia que a profissão de turismólogo fosse exercida pelos diplomados em curso superior de bacharelado em turismo, ou em hotelaria, ministrados por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos em todo território nacional; pelos diplomados em curso similar ministrado por estabelecimentos equivalentes no exterior, após a revalidação do diploma; por não diplomados que exercessem as atividades de turismólogo ininterruptamente há, pelo menos, 5 anos. O artigo 3º exigia exercício na forma do contrato de trabalho, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, ou como atividade autônoma. O artigo 4º exigia registro em órgão federal competente.

Todo mundo gosta de ir para eventos corporativos, acadêmicos e, principalmente sociais.

Outro dia uma amiga, amiga mesmo, me disse no meio de uma conversa banal: “ah, mas evento qualquer um faz, é bobagem”. Faz sim, mas com maior custo – provo com números – e com um desgaste desnecessário. Na hora fiquei magoada mas depois refletir que não é apenas ela. É muita gente.

Fazer eventos agora virou “modinha”. (Oi?)

É uma profissão, porra!! Que é preciso estudar, que é preciso pesquisar, que é preciso investir tempo, dinheiro e energia, que tem TÉCNICAS, que tem FERRAMENTAS ESPECÍFICAS como todas as outras profissões.

Hoje eu soube de mais um caso de estelionato em Salvador praticado por alguém que se dizia produtor de eventos lesando noivas, famílias, etc.

Desprezo pela profissão dos outros e o fato de cafetina de Brasília envolvida com escândalo político a ladrões de todos os tipos se passarem por “produtores de eventos” estão interligados.

Lamento pelas pessoas que tiveram sonhos e prejuízos materiais mas confiar em fotos nas redes sociais é um pouco, ou muito, de ingenuidade.

Apenas procurem a informação correta e valorizem o profissional de  eventos.

E bons eventos!

 
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Inteligência emocional: como lidar com emoções difíceis

 

Inteligência emocional é fundamental para diversos contextos de nossas vidas. Estudos da CareerBuilder – líder mundial na área do capital humano – mostraram que 71% dos empregadores nos Estados Unidos consideram o QE (Inteligência Emocional) é mais importante do que o QI

Empregadores escolhem, frequentemente três vezes mais, pessoas com inteligência emocional a pessoas com habilidades técnicas. Por isso, o controle das emoções, autoconsciência e a capacidade de se motivar são temas muito importantes que devem ser considerados. Neste artigo você encontrará uma descrição do que é emoção e 8 técnicas para lidar com emoções difíceis.

 

Empregadores escolhem, frequentemente três vezes mais, pessoas com inteligência emocional a pessoas com habilidades técnicas. Por isso, o controle das emoções, autoconsciência e a capacidade de se motivar são temas muito importantes que devem ser considerados. Neste artigo você encontrará uma descrição do que é emoção e 8 técnicas para lidar com emoções difíceis.

Nervosismo não te dá acesso a todos recursos.

O nervosismo pode fazer com que você não se lembre de algo durante um exame e você sai dele decepcionado. Ou em uma entrevista de trabalho você treme tanto que cria uma impressão negativa ao seu potencial chefe. Ou tem de ter uma conversa séria com seu parceiro e por alguma razão adia, procrastinando, mas na verdade está fugindo do medo que está sentindo. Ou está numa situação muito comum, quando seu computador deixa de responder, e você, em vez de respirar fundo e usar o botão do lado para desligar e voltar a ligá-lo, bate no teclado, o que não ajuda nem o computador, nem você, nem seu ambiente. Por isso, vale a pena saber como lidar com emoções difíceis, como o nervosismo, que é uma emoção.

Emoções e necessidades fisiológicas.

Se estiver com fome, isso não é uma emoção, mas uma sensação fisiológica que faz parte do seu material genético. Você precisa sentir fome para poder satisfazer certas necessidades e para seu corpo sobreviver. Sem fome não teria motivação para comer. Mas, se estiver com fome e por alguma razão não pode comer, seja por falta de tempo ou por você não ter organizado previamente acesso a comida, poderá ficar zangado e frustrado. Frustração é emoção que foi resultado de uma necessidade fisiológica, portanto, você precisa saber distinguir emoções das necessidades fisiológicas.

Emoção consiste na interpretação de pensamentos que desencadeiam em reações no corpo.

Emoção é uma reação do corpo ligada a um pensamento. Emoção é fato. Se alguém disser que está sentindo algo, por exemplo, orgulho, tristeza ou desejo, com certeza estará descrevendo algo que é sua experiência. Porém, os pensamentos que causam a existência de uma emoção já não são fatos e podem ser interpretados. Cada emoção depende do impulso que a cria. Se não houver uma interpretação de nossa mente que diga: “Aranhas são perigosas, deve-se ter medo”, “Turbulência causa medo, deve-se ter pensamentos negativos e entrar no medo”, “Ver alguém atrativo causa desejo, deve-se concentrar na maneira de olhar dum certo modo”, “Estar malvestido na presença de outra causa vergonha” etc.., então, em primeiro lugar, não somos capazes de sentir a emoção e, em segundo lugar, mantê-la.

Emoções não duram para sempre.

Se souber como acelerar esse processo, terá mais controle sobre ele. Não há boas ou más emoções, porque elas são sempre definidas pelo contexto. Dizer que não sentir medo é bom é um erro cognitivo. Alguém está num jardim zoológico, olha para uma jaula com um leão e se sente seguro. A certa altura, a porta da jaula abre e o leão sai. Obviamente, é aconselhável você sentir medo porque assim fugirá depressa e graças a isso talvez possa se salvar. Se não tiver medo do leão, provavelmente estará mais disposto a fazer algo estúpido ou a não fazer nada ou aproximar-se dele e acariciá-lo – assim, talvez perca a mão.

Não há emoções só boas ou só más – o importante são as proporções delas e o contexto em qual são usadas.

Portanto, dizer que medo é mau é errado. Medo é bom em um contexto apropriado, no qual mobiliza, e em uma proporção adequada. Se você for se apresentar em um palco, para apresentar suas capacidades a um certo grupo, então sentir medo do nível, por exemplo, 2 (em uma escala de 1 a 10, onde 1 significa sentir algo e 10 – sentir muito) poderia mobilizá-lo; porém, se o medo ultrapassar 4 ou 5, já para não falar de 6 ou 7, começará a perder o controle sobre seu comportamento. As perguntas relacionadas com o medo são sempre as seguintes: “O que estou sentindo? ”, “Onde é suposto eu aproveitar isto? ”, “Em qual proporção seria mais adequado? ”.

Pergunte a si mesmo: onde, quando, quantas emoções quero sentir?

Quando você fizer isso, tente definir e especificar uma maneira apropriada para a emoção que estiver sentindo. Estou sentindo tristeza, remorso, estou sentido desejo, estou sentindo orgulho, estou sentindo vergonha, estou sentindo entusiasmo. Independentemente do fato de aquilo ser algo positivo ou negativo, naquele momento você já está autoconsciente. Autoconsciência de emoções é fundamental porque, se alguém não souber definir suas emoções, não saberá que está lidando com ela naquele momento. Deve-se evitar absolutamente declarações do tipo: “Estou irritado”. Em vez disso é melhor dizer: “Estou sentindo irritação”.

Não se identifique com emoções, observe-as.

Se você disser: “Estou irritado”, vai programar a entrada das emoções ao nível da personalidade, ao nível da identidade. Na verdade, você está dizendo que eu = emoção. Isso não é verdade, porque você é seu criador: você a cria, você a produz, e, sendo assim, você a está sentindo. É melhor você dizer: “Estou sentindo medo” em vez de: “Estou com medo”.

Só você é responsável por aquilo que está sentindo, mais ninguém.

O segundo elemento é claramente voltar a ter a responsabilidade. Não diga, por exemplo, que o Carlos irritou você. Em vez disso é melhor dizer: “Minha interpretação daquilo que o Carlos tem dito resultou em eu estar sentindo irritação”. Fazendo algo assim, você tomará controle daquilo que sente e não será sujeito das ações de outras pessoas.

Agora vamos às técnicas através das quais você conseguirá lidar com emoções difíceis.

  1. Quando estiver sentindo algo e já o tenha definido, pergunte a si mesmo: “Isto é baseado em fatos? ”

Este é o contexto: está viajando em um avião que está passando por uma zona de turbulência e o avião começa a tremer. Em vez de segurar a poltrona com força – o que não fará com que você pare a turbulência, mas provavelmente lhe causará mais tensão porque contraindo os músculos vai dar sinal ao seu corpo para secretar mais cortisol, o hormônio do estresse, o que vai criar um “perpetuum mobile” de uma emoção negativa – pergunte a si mesmo:“O que estou pensando agora se baseia em fatos? ”. Ou seja: quando você identificar o pensamento, neste caso de medo, está pensando que o avião vai cair, portanto, o que você está pensando é baseado em fatos? É baseado em fatos que o avião vai cair? No momento quando você começar a pensar racionalmente sobre o que está sentindo, terá controle sobre aquilo.

a)     Uma ferramenta efetiva para trabalhar com convicções é a Terapia Racional de Comportamentos.

A ideia de que um avião que está passando por uma zona de turbulência cai não se baseia em fatos. A maioria dos aviões passa por zonas de turbulência e, estatisticamente, muito raramente algum deles cai. Portanto, a pergunta se a ideia é baseada em fatos é fundamental. Quando a fizer, certamente vai ajudar a si mesmo. Você pode também usar uma outra técnica chamada teste da câmera.

b) Teste da câmera

É uma boa maneira de lidar com memórias difíceis em quais ainda temos algumas emoções negativas.

Imagine a seguinte situação: um menino participa de um espetáculo na escola, infelizmente esquece o texto, fica com vergonha, se sentiu mal, sentiu que estava quase morrendo e naquele momento este acontecimento negativo ficou na sua memória em forma de fobia. Decidiu naquela altura que não voltaria a aparecer em público. Com esta técnica ele pode voltar àquela história para mudar a interpretação do ocorrido e assim mudar a emoção que aquele contexto dispara:

1º passo: Descreva o acontecimento negativo no papel, assim como ficou na sua memória.

Você escreve o texto e depois faz o teste da câmera. Você olha para aquilo como olharia através de uma câmera. Mas ela não vê medo, vê só os fatos, não vê as emoções, a câmera descreve só aquilo que é realidade. O menino faz então o teste da câmera com o texto e fica com o seguinte resultado.

Diz: “Estava quase morrendo…” e pergunta a si mesmo o que a câmera vê. A câmara não verá aquilo, portanto o menino pode riscar aquela parte e assim fica somente com: “Entrei no palco, esqueci o texto, as pessoas estavam me olhando de uma maneira estranha…”.

2º passo: Use o filtro de não-julgamento da câmera com o texto.

A câmera verá as pessoas que estão sendo filmadas de uma maneira estranha? Não, a câmera não consegue ver coisas “estranhas”, porque isto é uma opinião, então o menino risca aquela parte também. No fim, quando ler o texto mais uma vez, ficará com: “Entrei no palco, esqueci o texto, sai do palco”. E esses serão os fatos, fatos não são emocionais, e assim ele conseguirá funcionar facilmente.

  1. Descubra suas convicções

Uma convicção é um julgamento de causa e efeito relacionado com a realidade.

Equilibre convicções com seus opostos.

Por exemplo, uma mulher está pensando: “Se ele como homem me dá flores, certamente quer alguma coisa. Quer me convencer de algo, quer me manipular. ” Quando encontrar uma convicção dessa, encontre instantaneamente seu oposto e pelo menos três exemplos contrários que mostram que o oposto também é verdade. Então se você pensava que ele lhe deu flores para te manipular, agora encontre três provas que ele fez isso para lhe mostrar seu reconhecimento. E lembre-se, por exemplo, de uma situação quando você recebeu flores do seu pai, que não o fizera para te manipular, mas só quis ser simpático. Lembre-se de quando você estava fazendo aniversário e todos lhe trouxeram flores. Usando a técnica apresentada, encontre três exemplos concretos que mudarão sua convicção.

  1. Mude o ambiente

Se você se sentiu mal em uma situação em que estava em uma clínica e sentiu estresse, por exemplo, antes de entrar no consultório de um dentista, é necessário você sair e ir dar um pequeno passeio. A emoção mudará automaticamente.

  1. Mude a posição corporal

Se você estava curvado, deve se endireitar ou até se levantar, fazendo gestos adicionais.

O corpo influencia estados emocionais

Se espreguice. Só o fato de você levantar o queixo para cima do horizonte, esticar os braços, abrir o peito, automaticamente lhe causará mudanças hormonais. Essas ações físicas aumentarão seu nível de testosterona, baixarão o nível de cortisol e você se sentirá melhor.

  1. Mude a entoação da sua voz

Se você estava falando consigo de uma certa maneira e estava com estresse, comece agora, propositadamente, a falar de uma maneira diferente, assim sua reação emocional será completamente diferente. Pode até exagerar para que seu cérebro receba um sinal concreto de que deve mudar de emoção.

  1. Respire fundo

Assim você se sentirá presente, no aqui e agora, e conseguirá observar as emoções sem se identificar com elas.

Controlando sua respiração você controla suas emoções

Quando você está andando por sua casa e de repente bate em, por exemplo, uma cômoda, em vez de ranger os dentes respire fundo; assim verá seus músculos relaxarem, voltará a se sentir no aqui e agora e definitivamente sairá das emoções ligadas a histórias relacionadas com o passado ou o futuro.

  1. Observe as emoções

Depois de respirar fundo e mudar o ambiente, observe a emoção.

As técnicas de mindfulness (atenção) ensinam a observar emoções sem as julgar.

Imagine que tristeza “entra” e você diz: “Sinto você e é uma visita bem-vinda”. Não entre em tristeza, porque assim iria depender dela, mas também não fuja dela, porque assim o criador da emoção iria fugir da sua criação e isso significaria que uma cadeira feita por um carpinteiro é mais forte do que ele, mas não é verdade. Observe a emoção, deixe ela ser um elemento de si, o que fará com que você fique acostumado a ela. Você pratica o músculo da presença e, em certo momento, fica muito mais forte. Depois de fazer isso, se lembre de no fim usar a técnica Huna.

  1. Huna

No momento que uma certa emoção aparecer, feche os olhos e imagine que está trabalhando com ela de uma certa maneira.

Huna oferece muitas técnicas para trabalhar com emoções.

Por exemplo: estou sentindo uma emoção que parece ser um nó na garganta. Como consigo tirá-la? Imagine que, por exemplo, você faz um gesto físico – faça-o mentalmente – e tira o nó da sua garganta, e depois jogue no lixo que está ali perto.

Fazendo algo assim, se sentirá muito melhor, porque começará a trabalhar com suas imagens usando seu corpo. Se você sentir um nó no estômago, pergunte a si mesmo como se deve livrar dele. Sua imaginação lhe dirá o que fazer, esse é o início do relacionamento com a parte mais sútil de você.

Convido-o a usar as técnicas apresentadas. Obviamente, é preciso praticar para as pôr em ação. Lembre-se que depois de fazer algo sistematicamente por mais ou menos duas ou três semanas, um hábito é criado. Só o fato de você ler este texto é um bom começo, pois estimula você cognitivamente para que coloque isso em prática. Já sabe o quê; agora você pode dedicar duas semanas para cada técnica e em alguns meses se tornará muito melhor em relação à autoconsciência e à gestão de suas emoções. O que, no final, fará com que você se sinta incomparavelmente mais feliz.

Fonte: www.administradores.com.br


 

 
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Por que comemos embaixo da escada?

 

Uma marmitinha glamurosa, servida em um casamento chiquérrimo para os fotógrafos, cinegrafistas e músicos. (Foto: Danilo Siqueira)

Dias atrás, no final da festa, os noivos se aproximaram de nós e perguntaram se havíamos comido bem no casamento. Respondemos que sim e, de fato, havíamos comido muito bem. Até pudemos repetir o jantar. Eles então perguntaram se estava tudo certo com a mesa que haviam reservado para nós, se conseguimos comer confortavelmente.

Estávamos absurdamente felizes por, não só termos tido tempo para comer, como também, termos uma mesa reservada para que pudéssemos comer com calma e ter uns minutinhos para sentar. Não é muito comum mas, ao mesmo tempo, também não é tão raro termos este pequeno mimo por parte dos nossos noivos, que são pessoas maravilhosas e se preocupam muito conosco. Mas este casal demonstrava uma preocupação extra com a questão da mesa, e ficamos curiosos para entender o porquê disso. Eles explicaram:

Desde o início, era muito importante para nós que vocês tivessem um tempo para descansar, e que pudessem comer como todos os nossos convidados. No contrato, vimos que vocês ficariam, pelo menos, 10 horas conosco, e ninguém é capaz de trabalhar 10 horas sem comer e sem se sentar, ao menos, por alguns minutos.

Quando comentamos com a nossa cerimonialista que, no mapa de mesas, queríamos reservar uma para os fotógrafos e cinegrafistas, ela riu e disse que isso era “totalmente desnecessário. Fotógrafos e cinegrafistas podem comer ali embaixo da escada. Eles não se incomodam.”

Ficamos profundamente decepcionados com a postura de desrespeito da cerimonialista, e este foi um dos principais motivos pelo qual cancelamos o contrato com ela. Escolhemos outra empresa e ficamos surpresos ao ouvir o exato mesmo comentário da nova cerimonialista. Percebemos que parecia ser algo que já fazia parte da cultura do casamento. Até hoje, não tínhamos certeza de que ela iria reservar a mesa para vocês. Ela reclamou disso várias vezes. Disse que era desperdício de espaço.

Voltamos para casa tentando entender por que o fato de sentarmos em uma mesa no cantinho da festa era tão incômodo para as organizadoras do casamento. De fato, é algo que parece já fazer parte da cultura do casamento. Termos uma mesa é uma exceção. Para podermos comer, precisa estar em contrato e, de uns tempos para cá, precisa estar em contrato que vamos comer a mesma comida dos convidados. Caso contrário, estamos sujeito a passar 10 horas de fome ou nos contentarmos com 5cm de um pão de metro. Na nossa curta carreira, colecionamos algumas pérolas bacanas na hora da comida (com a contribuição de alguns amigos):

“Se for se servir no buffet, seja discreto, para que os convidados não fiquem constrangidos.”

“Infelizmente, não tem cadeira, mas vocês podem sentar ali no chão.”

“Você é vegetariano? Come uma saladinha.”

“Come ali que tá mais escurinho, porque fica chato os convidados verem que vocês estão comendo no prato descartável.”

“A gente só pode disponibilizar um prato pra vocês” (de um menu de degustação de 7 pratos) ou seja, comemos 2 raviólis.

“O nosso buffet é muito caro. Por isso, trouxemos uma marmitinha pra vocês”. (com um pf de um bar próximo ao local do casamento)

“O buffet que eu contratei é muito caro, mas vai ter um arroz com frango lá pra vocês comerem.”

“Os noivos não contrataram alimentação pra vocês. Mas vocês podem pedir uma pizza.”

“Vocês tem que andar sempre com barrinhas de cereal na mochila pra garantir que não vão ficar com fome no casamento.”

“Comida para fornecedores só no final da festa, se sobrar”

Lendo assim, nessa bela coletânea, é de rolar de rir, mas só quem já passou por isso sabe o quanto cada uma dessas frases parece um soco na cara quando você está lá, há horas trabalhando em pé, cansado e com fome. Isso pra não comentar às vezes em que se negam a nos oferecer água na frente dos convidados. “Água pra quem tá trabalhando é só lá nos fundos.” E, comicamente, “lá nos fundos” é um lugar onde a gente nunca pode entrar, para não “atrapalhar o trabalho do buffet”.

Mas por que somos tratados desse jeito?

Na verdade, a “cultura do casamento” que o nosso noivo descobriu se replica na indústria dos eventos sociais e também no setor de serviços, de uma forma geral. Obviamente, não estamos generalizando aqui mas, o que acontece hoje é reflexo dessa “cultura”.

No Brasil, existe uma clara ideia de separação hierárquica entre contratantes e contratados. Aquele que presta o serviço está em um patamar inferior daquele que contrata. Imagine, por exemplo, um técnico de telefonia ou de ar condicionado que vai até a sua casa. Como clientes, exigimos que o serviço seja bem-feito e que o prestador do serviço seja educado e profissional mas, ao mesmo tempo, quantos de nós oferecem um copo de água, um café, perguntam se o técnico gostaria de usar o banheiro ou se podemos fazer algo para facilitar o trabalho? Pois é, eles são prestadores de serviço tanto quanto nós, e instalar um ar condicionado é, para eles, o que filmar, fotografar, assessorar ou decorar um casamento é para nós.

Culturalmente, parece que, ao contratarmos um serviço, anulamos a pessoa, e estamos ali apenas diante de algum tipo de robô, cuja única função é satisfazer uma determinada necessidade nossa.

Da mesma forma, para alguns noivos (e substitua noivos por qualquer que seja o seu cliente — a relação é a mesma), somos apenas robôs simpáticos (ou não) cuja única função é registrar o casamento. Exatamente como o rapaz do ar condicionado, não passa pela cabeça deles que nós possamos sentir fome, sede, cansaço ou mesmo dor enquanto desempenhamos a nossa função. E não é exatamente uma questão de falta de educação ou de consideração. É apenas algo profundamente enraizado na nossa cultura, do qual, muitas vezes, não nos damos conta. Em uma das nossas primeiras reuniões com um casal, conversando sobre o dia do casamento, a noiva se surpreendeu: “Mas vocês comem no casamento? Ah é, 10 horas é muito tempo pra ficar sem comer nada, né?”

Apesar do caráter “artístico” do nosso trabalho, ele é, quase sempre, associado a um trabalho braçal, que não exige grandes qualificações para ser realizado, ainda que nós saibamos que, para ser um bom profissional da imagem, é necessário muito estudo. Infelizmente, aqui no Brasil, qualquer profissão que não dependa diretamente de títulos universitários é, automaticamente, menosprezada, e isso faz com que, ao sermos fotógrafos, cinegrafistas, garçons, assessores, faxineiros, seguranças, cozinheiros ou qualquer outro tipo de prestadores de serviço em um casamento, estejamos, aos olhos dos outros, em um nível inferior ao dos demais seres humanos presentes no evento.

Por isso, na cabeça da assessora/cerimonialista, os convidados de um casamento luxuoso se sentem constrangidos ao ver esses seres inferiores se servindo da mesma comida que eles, sentando em mesas num mesmo ambiente, utilizando o mesmo tipo de pratos, talheres e guardanapos que eles. Ainda que, provavelmente, a maior parte dos convidados não dê a mínima para o que, quando, onde e de que modo estamos comendo, a “cultura do casamento” determina que a gente deve comer escondido.

Na cabeça do responsável pelo buffet, não somos dignos de comer a mesma comida cara que será servida aos convidados. Por isso, mesmo sendo pagos para nos fornecer a mesma alimentação, eles se negam, e aproveitam para embolsar um dinheirinho extra dos noivos, servindo uma marmitinha, umas coxinhas, um sanduíche de metro ou, simplesmente, nos deixando sem comer, ainda que, com frequência, nós vejamos quilos de comida sendo jogados no lixo ao final da festa. Na cabeça deles, não faz sentido sujar louça conosco. Por isso, nos dão um prato descartável mas, pedem pra gente comer escondido embaixo da escada. Assim, ninguém precisa ficar constrangido por ter pessoas comendo em pratos descartáveis no mesmo ambiente que os convidados. E eu fico imaginando o quanto isso deve ser pior porta adentro. Como devem ser tratados aqueles que ninguém vê, que ficam no backstage do evento? Será que comem? Será que podem tomar água? Será que tem direito a 15 minutos de descanso?

Em países com maior nível educacional, essa ideia de serviçal não existe. Entende-se que todas as funções são vitais para o funcionamento da sociedade, do gari ao médico, e todas elas tem seu valor. Cada cidadão tem seu papel, e as pessoas entendem que, em alguns momentos são clientes e, em outros, são prestadores de serviços. Acima disso, se enxergam como seres humanos desempenhando uma determinada função, realizando um trabalho.

Quando estivemos na Dinamarca, ficamos maravilhados com a forma como as pessoas se relacionam. Fomos até lá para filmar um casamento que aconteceria em um dos hotéis mais chiques da cidade. Chegando lá, mesmo sendo “os filmadores”, o mensageiro do hotel se ofereceu para nos ajudar a carregar o equipamento, ao passo que o noivo, que vinha junto conosco, se recusou a entregar a mala ao mensageiro, dizendo que não havia motivo para que o funcionário carregasse uma única mala tão leve, ainda que ele fosse um hóspede especial. No mesmo casamento, os noivos reservaram lugares colocando plaquinhas com os nossos nomes, e nos colocaram em uma mesa na qual boa parte dos convidados falava português para que, caso não soubéssemos falar inglês, não nos sentíssemos excluídos da conversa no almoço. Ao final, os próprios noivos se ofereceram para nos levar de volta ao nosso hotel.

É essa preocupação com o ser humano que faz toda a diferença nas relações. Aqui, mesmo nos hotéis mais caros do país, é raro um mensageiro que sequer segure a porta para entrarmos. Os manobristas, normalmente, abrem a porta do carro mas, ao nos reconhecerem como “fotógrafos”, viram as costas. As moças do buffet costumam nos servir com a cara fechada. Muitas assessoras torcem o nariz quando fazemos qualquer tipo de pedido, como se fôssemos algum tipo de problema a ser resolvido. Ninguém enxerga o outro como um ser humano que está ali realizando um determinado trabalho, exatamente como ele. Falta empatia de todos os lados. E é daí que vem todas essas situações bizarras que a gente presencia nos casamentos. Estamos todos ali prestando um serviço. E nossos serviços fazem parte de um mesmo evento. Trabalhamos todos para um mesmo fim.

E como eu faço pra não comer embaixo da escada?

No fim das contas, a cultura do serviçal não vai mudar tão cedo. Algumas pessoas vão continuar não querendo que a gente coma a comida dos convidados, algumas assessoras vão continuar não querendo que a gente sente na mesa, alguns noivos vão continuar querendo que a gente coma o pão de metro para eles economizarem o valor do nosso jantar. E, nem sempre vai adiantar apelar para o contrato — que, infelizmente, hoje precisa dizer que os noivos são responsáveis por garantir alimentação (e, se você quiser, a mesma dos convidados). Por mais que exista a cláusula, não dá pra simplesmente chegar na mesa dos noivos e reclamar da comida no meio do casamento. Às vezes, temos que pedir pizza mesmo e fingir que está tudo bem. Mas lembre-se disso quando o buffet pedir aquelas fotinhos/aquele vídeo para divulgação (vingança, muahaha — brincadeira).

De uma forma geral, a assessora é a coordenadora do evento. Em caso de problemas com o buffet, é pra ela que você tem que mostrar o contrato e exigir que se cumpra o combinado. Se ela for o problema, você pode conversar direto com o buffet, mas, às vezes, é melhor deixar pra lá e não criar caso na hora. Com alguns casais, você pode conversar depois e explicar a situação, mas é preciso uma dose de bom senso pra saber como abordar cada caso. É importante relatar porque, como eu disse agora há pouco, tem muito buffet que cobra dos noivos pra servir o nosso jantar mas, simplesmente não serve e embolsa o dinheiro. Nesse caso, é direito do casal receber o dinheiro de volta (e reembolsar o seu jantar) ou mesmo processar o buffet. Se o problema foi a assessora, é bom informá-los para tirá-la da lista de indicações. Se o problema foram os próprios noivos e você tem essa cláusula em contrato, pode cobrar o reembolso da alimentação depois do casamento.

Sobre o local pra comer, a gente começou falando da escada mas, pelo menos pra gente, o lugar não importa muito. Obviamente, no escuro sentados no chão não é a nossa opção preferida mas, não exigimos mesa, até porque tem muito salão que, realmente, não tem espaço para mais uma mesa. O que a gente faz questão é que haja comida, e que seja a mesma servida aos convidados. Pode parecer frescura mas, a verdade é que ficamos traumatizados após comer um arroz e um osso “especialmente preparados para nós” em um dos buffets mais caros de São Paulo e também depois de termos que dividir a duras penas um sanduíche de metro com outras 12 pessoas (pra você que não tem muita noção do que isso significa, dá, aproximadamente, uma fatia e uma mordida pra cada um dos que estavam há horas ali trabalhando). Isso porque a gente come qualquer coisa. Nossos amigos vegetarianos costumam sofrer muito nos casamentos, quando servem só alface ou só três raviólis ou pedem pra eles trazerem uma “comidinha de casa”.

No fim das contas, o que a gente precisa é deixar assegurado de alguma forma os nossos direitos no dia do casamento, e reforçar isso sempre que possível, para que ninguém esqueça. Vale até mandar um lembrete pra assessora na semana do casamento, se for o caso. Se você faz questão de mesa, peça a mesa. Quanto mais a gente se posiciona em relação a isso, mais se torna natural para o buffet, a assessora e os noivos que a gente precisa comer, precisa de um cantinho pra guardar as coisas, precisa tomar água. Quando todo mundo exigir isso, vai se tornar o padrão do mercado.

A segunda coisa e, talvez a mais importante, é que nós precisamos mudar a nossa forma de enxergar os prestadores de serviço. Precisamos tratar o mecânico, o carteiro, o porteiro, a cabeleireira e o motorista de ônibus com o mesmo respeito com que gostamos de ser tratados quando estamos trabalhando. Essa mudança de mentalidade partindo de nós vai se refletir no tratamento que vamos receber no futuro. Como prestadores de serviço que se sentem desrespeitados, é nossa função liderar essa mudança. Somos todos iguais, e o fato de estarmos ali prestando um serviço não nos diminui nem por um segundo sequer, assim como também não diminui nenhum prestador de serviço de nenhuma área.

E como a gente mesmo percebe, quando somos bem tratados, trabalhamos muito mais felizes e damos o melhor de nós para os clientes. Quando tratamos bem aqueles que prestam um serviço para nós, eles trabalham muito mais felizes e dão o melhor de si para nós. Assim, a qualidade dos serviços prestados só tem a melhorar e nós só temos muito mais respeito a ganhar.

Vamos praticar?

 

Fonte: https://medium.com/@Brigadeiro

 

 
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