Temporada de pesca esportiva no Amazonas reforça turismo

 

 

 

 

No período entre agosto a março do ano seguinte é permitida a realização de pesca esportiva nos rios da região Amazônica. A atividade atrai turistas e movimenta a economia das cidades ribeirinhas.

O estado do Amazonas é um dos destinos mais procurados por turistas, em especial os estrangeiros, interessados em conhecer as belezas da floresta Amazônica, o rio e seus afluentes que guardam uma enorme diversidade de espécies da fauna e também da flora brasileira. A pesca esportiva, que registrou um crescimento de 10% nos últimos anos, destaca-se entre os atrativos e reforça as atividades turísticas da região.

A temporada de pesca acontece no período de agosto a março do ano seguinte, dependendo da região da bacia amazônica. E a atividade movimenta a economia das cidades ribeirinhas e garante emprego e renda para os moradores que trabalham como guias, como barqueiros e prestam serviços aos visitantes. Segundo a empresa estadual de turismo do estado, a Amazonastur, a expectativa é de que sejam injetados na economia local cerca de US$ 4 milhões somente com os turistas que visitam a região para pesca.

De acordo com o ministro do Turismo, Vinicius Lages, o turismo ordenado e sustentável na região é uma das mais promissoras alternativas de desenvolvimento gerador de renda para as populações locais, face ao enorme potencial local.

É cada vez maior o número de turistas e pescadores que se aventuram na captura do tucunaré (um dos preferidos dos esportistas), além das arapaima, aruana, bicuda, redtail catfish, jacunda, pirapatinga, piranhas, payare, traíra e aimará. Nesta temporada, a estimava é receber mais de 9.700 turistas, segundo o Departamento de Registro e Fiscalização da Amazonastur. Como se trata de uma modalidade esportiva, os pescadores fisgam o peixe, medem, pesam, tiram fotos, retiram o anzol e devolvem ao seu habitat.

Os norte-americanos representam 95% dos estrangeiros que vão pescar no Amazonas. Nos Estados Unidos, há  37,4 milhões de praticantes de pesca esportiva. Eles gastam U$ 50 milhões em viagens, equipamentos e licenças segundo a US Fish and Wildlife Service, agência governamental americana, responsável por cuidar de peixes e vida selvagem.

BRASILEIROS

Entre os praticantes brasileiros, os mais assíduos são os paulistas, além dos visitantes do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná. O mercado de pesca esportiva no Brasil é de cerca de 7,8 milhões de pessoa – um crescimento de quase 100% se comparado a 2004, quando o número de praticantes era de quatro milhões, segundo pesquisa da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe).

A temporada de pesca esportiva movimenta 25 municípios amazonenses, sendo os principais Autazes, Barcelos, Nova Olinda, Borba, Carreiro e Santa Izabel do Rio Negro. “Os municípios que ficam na calha do Rio Negro e na calha do Rio Uatumã são os mais procurados”, diz Oreni Braga, presidente da Amazonastur.

Segundo informações de operadoras que trabalham com viagens para os destinos de pesca na Amazônia, os pacotes variam de R$ 3,5mil a R$ 10mil com hospedagem de turistas costumam ficar de três a sete dias. O peixe mais procurado é o tucunaré-açu, que chega a pesar mais de dez quilos. Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e no Rio Uatumã são os locais onde os praticantes podem encontrar com mais facilidade essa espécie.

Fonte: Cláudia Sanz / Agência de Notícias do Turismo

www.jornaldoturismo.com

 
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Turismo pedagógico cresce no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Com viagens programadas dentro do calendário escolar, segmento é opção para agências faturarem na baixa temporada.

Uma experiência transformadora de ensino, fora do ambiente da sala de aula. Essa é a proposta do turismo pedagógico, nicho de mercado que mais que dobrou nos últimos cinco anos. Dados do cadastro nacional de prestadores de serviço do setor (Cadastur), do Ministério do Turismo, mostram que, atualmente, 2.129 agências de viagem operam no segmento “estudos e intercâmbio”, 125% a mais do que em 2009, quando eram 945.

Ao contrário do tradicional passeio escolar, que geralmente visa apenas lazer, o turismo pedagógico se caracteriza por viagens programadas dentro do calendário escolar, além de ser objeto de notas e provas. Nas escolas públicas, há exemplos de programas bem sucedidos para o incentivo a esse tipo de viagem. Um deles é o projeto Viva Ciranda, da Fundação Turística de Joinville (SC), que incentiva a visita de estudantes das escolas municipais a propriedades rurais da região ao custo de R$ 7 por pessoa, além de oferecer um ônibus gratuitamente.

“O turismo pedagógico vem para quebrar a ideia de que o ensino só ocorre na escola e só com o professor”, afirma David Carolla, professor de Turismo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

As agências que operam neste segmento não têm do que se queixar. As oportunidades incluem excursões periódicas com uma média de 80 estudantes por vez, justamente no período da baixa temporada. Há ainda a possibilidade de formar e fidelizar novos clientes, tanto entre os alunos como entre os pais. “Quem vivencia, nunca esquece o aprendizado proporcionado pelas viagens”, diz Neyse Maria de Oliveira, coordenadora pedagógica de uma escola em Brasília (DF).

Ricardo Leite Vieira, guia de turismo com 10 anos de experiência em roteiros pedagógicos em Pernambuco, explica que a agência é responsável por toda a logística da viagem. “O agente tem que oferecer a infraestrutura que inclui, por exemplo, condições para uso do material didático durante a excursão, enfermeiros, seguros e alimentação adequada”, diz.

Para Vagner Grisostomo, consultor de viagens pedagógicas de uma agência em São Paulo, ainda não há uma cultura consolidada desse segmento do turismo, mas as coisas estão mudando. “É importante substituir a ideia do passeio para a da atividade pedagógica. É um tipo de ensino que agrega experiência, vivência e transformação aos estudantes”, avalia.

Antes de entrar no segmento, contudo, os agentes e guias de turismo precisam se qualificar. “A agência tem que estar 100% alinhada com o professor. É esse alinhamento que faz o aprendizado funcionar”, diz Grisostomo. O consultor afirma também que, para garantir a qualidade do aprendizado dos alunos, a agência deve promover reuniões detalhadas com a direção da escola e os professores, a fim de estabelecer qual a infraestrutura e locais mais adequados para complementar o conteúdo de sala de aula.

Fonte: Gustavo Henrique Braga / Agência de Notícias do Turismo/ www.jornaldoturismo.com

 
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30 dicas de etiqueta no trabalho

 

Consultoras explicam o pode-não-pode na utilização de e-mail e celular, no almoço de negócios, na festa da empresa e mais

Por Luciana Marinelli

Conteúdo   

Bem-estar no ambiente profissional

Boa educação é fundamental e um pouco de diplomacia não faz mal a ninguém. As regras de comportamento no meio corporativo ajudam a garantir  um clima de respeito mútuo e gentileza, favorecendo a saúde das relações profissionais.

Convidamos duas especialistas no assunto para esclarecer as principais questões. Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial e Elaine Saad, diretora da Right Saad Felipelli, consultoria multinacional de recursos humanos.

Nos slides a seguir, confira quais as melhores atitudes para diferentes situações e previna-se das gafes com a maior elegância.

Elevador

Como agir se me deparar com o dono da empresa no elevador?
Cumprimente com um bom-dia e despeça-se com um até logo caso desça antes dele. Não puxe assunto – se ele quiser conversar com você, tomará a iniciativa.

Se estiver falando com alguém, devo interromper a conversa quando o elevador chegar ou posso terminá-la lá dentro?
Interrompa sempre, inclusive papos no celular. Quem está no elevador não tem nada a ver com os seus assuntos.

E-mail

A mensagem profissional deve ser formal?
O tipo de relacionamento dá o tom. Se o destinatário é desconhecido, comece com ”Prezado fulano” ou ”Senhor fulano” e despeça-se com ”cordialmente”. Se for um cliente antigo ou amigo, tudo bem mandar um abraço.

Convém pedir comprovante de recebimento de e-mail?
Sim, desde que a mensagem seja realmente importante.

Reuniões

Cheguei atrasada à reunião. É possível contornar a situação?
O jeito é entrar silenciosamente, sentar-se no lugar mais próximo da porta e, no primeiro intervalo, desculpar-se com a pessoa que está chefiando o encontro.

Como sair no meio de uma reunião sem criar mal-estar?
Converse antes com o chefe ou o condutor da reunião. Fique perto da saída e deixe a sala discretamente.

Entrei há pouco na empresa. Nas primeiras reuniões, devo me conter ou participar ativamente para mostrar meu potencial?
Saber ouvir é sinal de boa educação. Além disso, é prudente conhecer o território antes de se expor. Mas vá bem preparada: se solicitada, você terá chance de brilhar.

Colegas

Como dizer a um colega que ele fala alto demais ao telefone?
Abrir o jogo é inevitável, mas seja cuidadosa na escolha das palavras. Você pode dizer: ”Desculpe, não me leve a mal, mas eu acabo perdendo a concentração…”

Às vezes tenho que tratar de alguns assuntos particulares por telefone, o que acaba tornando-os meio públicos. Até que ponto é correto dividir problemas com meus colegas de escritório?
O melhor é ser discreta. Se precisar resolver alguma pendência, procure telefonar em períodos em que o ambiente esteja mais vazio – como a hora do almoço.

Uma colega pergunta quanto eu ganho. O que responder?
Questões salariais não devem ser compartilhadas e ponto. Quem cometeu a gafe foi ela ao perguntar. Você pode dizer que se trata de uma questão particular e que não se sente à vontade para falar sobre isso.

Chefe

É possível discordar dele sem melindrá-lo?
Sem se exaltar, deixe claro que entende o ponto de vista dele, mas acha que a questão pode ser abordada de outra maneira. Exponha então seus argumentos com calma e diplomacia. Se possível, aproveite algo da idéia do seu chefe, adicionando sugestões.

Sempre acontece de eu estar atolada de trabalho e o meu chefe chegar com mais uma tarefa. Como dizer não?
Explique a ele tudo o que está fazendo, mas apresente soluções para o impasse. Pergunte, por exemplo, se poderia realizar essa tarefa em outro momento. Senão, discuta com ele quais são as prioridades.

Posso presenteá-lo no Natal?
Sim, desde que tenha um bom relacionamento com ele. Se a relação é distante, vai parecer bajulação.

Numa comemoração profissional, devo propor um brinde ao chefe? Ou o correto é deixar que ele se pronuncie antes?
Pode tomar a iniciativa, até porque ele não brindará a si mesmo. Só não se esqueça de elogiar o trabalho da equipe também, validando o mérito de todos.

Celular

Se estiver aguardando uma ligação urgente, posso deixar o celular ligado em uma reunião? Devo prevenir meu chefe?
Explique a situação a quem estiver no comando do encontro. Sente-se perto da porta, deixe o celular no vibracall e saia da sala para conversar ao telefone.

Quando um colega não está na sala e o celular dele toca sem parar, atendo e anoto o recado?
Jamais! Celular é muito pessoal. Seu colega errou ao deixá-lo ligado enquanto estava fora. Comente o que aconteceu assim que ele retornar. Se o fato se repetir, como último recurso desligue o aparelho e peça, gentilmente, que ele faça o mesmo quando precisar sair.

Contatos com clientes

Como recusar um presente de alto valor sem constranger quem enviou? Devo comunicar o caso à direção?
Se houver uma política clara da empresa nesse sentido, você deve explicar que são normas internas que a impedem de aceitar. Se não existir regra, procure a chefia e discuta em conjunto uma solução.

Festas

Como casar sem ter que convidar a empresa inteira?
Todo mundo sabe que casar custa dinheiro e pode compreender que o número de convidados seja limitado. Outra opção é dizer que se trata de uma pequena cerimônia, para familiares, e não convidar ninguém.

Preciso contribuir para o presente de casamento de um colega?
Sim, mesmo que não vá à cerimônia. Não há como fugir.

Pega mal se eu não participar do amigo-secreto do final do ano?
Claro, você corre o risco de parecer antipática…

Família

Fiquei grávida. Convém comunicar primeiro às chefias?
Sim, o chefe tem de ser o primeiro a saber da novidade e quanto mais rápido isso ocorrer, melhor.

Uma colega acaba de ter bebê. Devo visitá-la?
Só os íntimos devem ir à maternidade. Mande flores e combine uma visita quando ela já estiver em casa.

O pai de um colega faleceu. Não somos próximos e tenho dúvidas se devo cumprimentá-lo e o que dizer em tal circunstância.
O importante é a solidariedade. Quando o colega voltar ao trabalho, você deve ir cumprimentá-lo, dizendo que soube do que houve e que sente muito pela perda.

Almoços profissionais

Posso beber uma taça de vinho em um almoço de negócios?
A iniciativa de pedir a bebida deve partir sempre de quem convidou. Se é esse seu caso, pode. Desde que saiba que uma taça não vai alterar seu comportamento.

Se meu prato chegar bem antes, o correto é começar a comer?
De jeito nenhum. Espere até que todos estejam servidos.

Devo me oferecer para rachar a conta quando sou convidada?
Não. Em almoços de negócios, quem convida paga.

Entrevista de emprego

Quais são os erros mais comuns e como evitá-los?
Os exageros são os maiores inimigos. Use roupa e perfume discretos. Seja pontual e, na entrevista, contenha os gestos que denunciem nervosismo, como balançar o pé, ajeitar o cabelo, falar sem parar ou mexer nos objetos da mesa do entrevistador. Na dúvida, imagine como você reagiria se estivesse no lugar do outro. Essa é uma ótima tática para evitar erros.

Situações delicadas

O que fazer quando o colega tem mau hálito? Avisar ou não?
Seja amistosa e dê um jeito de alertá-lo, por mais constrangedor que pareça. Ele certamente agradecerá.

Bebi demais na festa e não sei se dei vexame. Como agir no dia seguinte? Devo pedir desculpas aos meus superiores?
Aja como se nada tivesse ocorrido e deixe o tempo cuidar do restante. Insistir no assunto só piora. Você deve pedir desculpas apenas se tiver sido desagradável ou inoportuna com alguém. Nesse caso, vá diretamente até a pessoa ofendida e expresse seu arrependimento. E nunca mais cometa esse deslize de novo!

Demissão

Fui demitida. Saio calada ou comento com meus colegas?
Você pode escolher, dependendo de como se sentir melhor: ir embora e mandar um e-mail para os mais chegados depois ou dizer tchau sem se prolongar. Evite reações muito emocionais – não esqueça que a empresa pode ser solicitada a dar referências mais tarde.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/carreira-dinheiro/reportagem/carreira/30-dicas-etiqueta-trabalho-474784.shtml

 
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Cultura brasileira é atração para os turistas estrangeiros

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais da metade (53,4%) dos visitantes da Copa buscaram atividades culturais, como visitas a museus, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.

A diversidade cultural brasileira é um dos atrativos mais requisitados pelos visitantes internacionais que visitam o Brasil. Embora sol e praia ainda sejam os principais motivos da vinda ao país, a maior parte (53,4%) dos estrangeiros buscaram atividades culturais, como visitas a museus, locais históricos e espaços onde as tradições e o folclore popular durante a Copa do Mundo, segundo um estudo do Ministério do Turismo.

De acordo com o ministro do turismo, Vinicius Lages, “as manifestações traduzem a alma do povo brasileiro e mostram toda a sua alegria e receptividade”. Entre os atrativos estão as danças típicas arraigadas à cultura da comunidade local, como as festas de São João, em especial em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), que estavam no auge de suas comemorações justamente no período da Copa. Mais de três milhões de pessoas acompanharam grupos folclóricos e suas danças típicas, como a quadrilha e o forró pé-de-serra.

Outra festa popular e tradicional no país que costuma chamar a atenção dos visitantes é o Bumba-Meu-Boi, com ligações com tradições africanas, indígenas e europeias, e também festas religiosas católicas, de acordo com a Unesco.

Espalhada pelo país, o Bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas e  adereços diferentes. Em Pernambuco é chamado boi-bumbá; no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é conhecido como bumba-meu-boi; já no sul do país está presente como boi-de-mamão.

Há poucos dias, outra dança e ritmo regional foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN): o carimbó, que agora aguarda reconhecimento na Unesco, a exemplo do que já acontece com o frevo e o samba de roda.

Manifestação cultural típica do estado do Pará e da região amazônica, o carimbó envolve passos característicos e casais de dançarinos, que usam um figurino colorido e dançam descalços. A música e a dança são marcadas pela batida dos tambores, instrumentos de cordas como o banjo e também chocalhos.

Segundo a Unesco, o Brasil tem dezoito bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial, pelo valor que representam para a cultura da humanidade. Entre eles estão o Círio de Nazaré, procissão realizada em Belém (PA); o frevo, dança carnavalesca (PE); o Yaokwa, ritual índigena do povo enawene nawe (MT); o museu vivo do Fandango, no sul de São Paulo e norte do Paraná; além das expressões orais e gráficas dos wajãpis, índios da família linguística dos tupis-guarinis e que se espalham por diversas regiões do Brasil; também o samba de roda do Recôncavo Baiano.

O Ministério do Turismo, por meio da Embratur, tem buscado junto às secretarias estaduais de turismo levar às suas promoções internacionais representantes regionais que divulgam a cultura brasileira como atrativo turístico.

Fontes: www.jornaldoturismo.com e Assessoria de Comunicação Social – Ascom/MTur

 
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5 dicas de etiqueta profissional que você precisa seguir

 

 

 

 

 

Procurar a área de recursos humanos e os líderes da companhia certamente é melhor forma de saber qual é a postura que ela espera identificar em você

Por Sofia Esteves

Para cada ambiente e situação existe um conjunto de comportamentos e um código de conduta – explícitos ou implícitos – que são valorizados. Este conjunto de comportamentos, adequado a uma determinada realidade, é o que chamamos de cultura organizacional. Procurar a área de recursos humanos e os líderes da companhia certamente é melhor forma de saber qual é a postura que ela espera identificar em você.

Porém, existem algumas pequenas atitudes que são “bem vistas” e requisitadas em qualquer ambiente corporativo – independente de cargo. Alguns especialistas as definem como Etiqueta Profissional. Seguem algumas para exemplificar:

• Vista-se adequadamente - no ambiente de trabalho a forma de você se vestir deve estar adequada ao perfil, segmento e padrão da empresa. Ter estilo próprio e seguir a moda é aceitável, mas o seu guarda roupa precisa combinar com o seu crachá.

• Utilize os recursos da organização com moderação - para falar desse ponto, a melhor dica é que os utilize como se fossem seus. Os mesmos cuidados que você tem com os objetos da sua casa são os que deve ter com os da empresa. Fique atento ao tempo que usa o telefone, não imprima sem necessidade, desligue equipamentos que não estiver usando etc. Pense como gasta e utiliza o que lhe oferecem.

• Seja discreto - preste atenção no impacto que cada “movimento” pode produzir no ambiente: falar alto demais, levantar-se com frequência, gesticular enquanto conversa etc. Esses comportamentos podem incomodar seus colegas – sobretudo em ambientes abertos.

• Viagem corporativa não é passeio – se por ventura você estiver em outra localidade por conta da empresa, não se esqueça nem por um minuto que você está lá, representando-a como profissional. Por mais que seja um hotel maravilhoso, você está lá a trabalho e não em férias. Então, cuidado com sua vestimenta e com a forma que se posiciona em cada situação.

• Confidencialidade é fundamental – a empresa tem um pacto de confiança com você. Nomes de clientes, pessoas e informações devem ser preservados. Procure avaliar cuidadosamente para quem e com quem irá compartilhar o que sabe e as suas percepções. Aqui vale tomar cuidado com o que se fala em elevadores, restaurantes e lugares públicos. A pessoa com quem você está conversando pode ser a indicada para o assunto, mas nunca se sabe quem pode estar ao lado.

E lembre-se: no trabalho, você é avaliado o tempo todo e a sua imagem profissional é formada a partir de como os outros te enxergam.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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Minas apresenta roteiro que mistura café com cachaça

 

Agricultores familiares abrem suas propriedades para o turista, que tem a chance de conhecer o processo de produção artesanal de duas bebidas tipicamente brasileiras.

O copo é quase sempre pequeno, a dose tem que ser na medida certa. O corpo esquenta a cada gole. Café e cachaça são bebidas tipicamente brasileiras. Tomar uma xícara de café ao acordar ou após o almoço é um hábito comum a boa parte dos brasileiros. Alguns, também, não deixam de degustar uma dose de cachaça antes das refeições para abrir o apetite e apurar o paladar.

As duas bebidas caminham juntas em um roteiro de turismo rural pelo sudeste de Minas Gerais. Denominado Café com Cachaça, o passeio oferece a oportunidade de conhecer os processos produtivos artesanais das bebidas sob o cuidado de agricultores familiares. O roteiro faz parte do Projeto Talentos do Brasil Rural.

O programa pode durar um ou dois dias e passa por três municípios mineiros: Viçosa, Arapongas e Guaraciaba. “Minas Gerais é a capital da gastronomia e dois produtos importantes do estado são o café e a cachaça, que já vêm sendo premiados há tempos”, diz Renato Cardoso, coordenador do Roteiro Café com Cachaça.

A produção familiar é, ainda, um atrativo turístico que valoriza a cultura local e gera renda à comunidade local, segundo o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Onaur Ruano.

Há duas formas de se fazer o passeio. O roteiro de um dia custa R$ 120 e o de dois dias sai por R$ 350, por pessoa, já inclusos hospedagem e alimentação. O grupo, de no mínimo oito pessoas, sai de Viçosa ou de Guaraciaba e passa por três propriedades da agricultura familiar, além do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro.

Melhor café de Minas Gerais

Certificado há oito anos para produzir café orgânico, o agricultor familiar Edmar Lopes cultiva o produto a mais de 1.572 metros de altitude, o que influencia nas características de aroma da bebida. O resultado do trabalho são os dois prêmios de melhor café do estado que a família já ganhou.

Edmar recebe pelo menos 20 visitantes por mês em sua propriedade, o Sítio Cantinho da Saudade, que fica no município de Arapongas. “Nós mostramos desde o princípio da produção: o manejo do solo, a seleção do café, o torrador e a secagem. Eles passam a conhecer todo o processo”, afirma.

A produção total de café do sítio varia entre duas e três toneladas por ano. A maior parte da venda é feita via cooperativa, mas o objetivo é aumentar a venda nas visitas. “Hoje eu vendo cerca de 10% do café nas visitas à propriedade. Nosso objetivo é dobrar esse número com o Roteiro Café com Cachaça”, afirma.

Segunda melhor cachaça do Brasil

O agricultor familiar José Maria Santana Júnior deu segmento ao trabalho iniciado pelo pai na Cachaçaria Guaraciaba. Os 400 mil litros de cachaça artesanal são produzidos na Fazenda Independência, em Guaraciaba. Os 300 visitantes anuais vão à propriedade da agricultura familiar para saber como é feita a cachaça.

“Nós trabalhamos com a colheita da cana sem queima, fermentação é natural, destilação em alambiques de panela e fracionada”, diz Júnior. “Separamos a cabeça e a cauda e só engarrafamos o ‘coração’ da cachaça, que é a parte boa do produto”, afirma.

O cuidado com a iguaria rende bons frutos e prêmios. A cachaça de Guaraciaba ficou entre as cinco melhores cachaças amarelas do Brasil.

Como chegar

Saindo de Belo Horizonte, pegar a BR-356 – sentido Ouro Preto – seguir, então, para Ponte Nova e para Guaraciaba, ponto inicial do roteiro. Para circular pela região recomenda-se dispor de um veículo de passeio ou contratar um serviço de turismo receptivo.

O roteiro foi desenvolvido a partir de uma parceria entre os ministérios do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Fonte: www.jornaldoturismo.com

Com Ministério do Turismo – Com reportagem do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

 
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Aplicativos ajudam a reduzir custos de hospedagem em viagens

 

 

 

 

 

 

No Booking, site específico para reserva em hotéis, é possível comprar um pacote por R$ 650, enquanto na agência o mesmo custa R$ 1.032,48.

Por Graciela Alvarez

Com um mundo inteiro disponível na palma das mãos, programar uma viagem está cada vez mais fácil. Utilizando algumas ferramentas de pesquisa, o CORREIO viu que é possível economizar quase 60% na mesma reserva de um hotel em Buenos Aires, por exemplo.

Um pacote para casal com quatro diárias no Hotel Vista Sol, entre 3 e 7 de setembro custa R$ 1.032,48 na CVC. Já no Booking, site específico para reserva em hotéis, é possível comprar o mesmo pacote por R$ 650. Esse valor é mais barato inclusive do que o praticado pelo próprio hotel, que é de R$ 791,95.

No Brasil, um dos destinos mais procurados para curtir o friozinho desta época do ano é Campos do Jordão (SP). Com uso da internet é possível economizar 15% na reserva do hotel Nacional Inn Campos do Jordão. No site Venere, as quatro diárias para casal custam R$ 1.072, na CVC saem por R$ 1.228. Já quem preferir reserva diretamente do hotel terá de desembolsar R$ 1.312.

Apaixonado declarado por conhecer novas histórias, povos e costumes, o contador baiano Iraildo Moura,  39 anos, faz, em média, cinco viagens por ano. No Brasil, o único destino que não conhece ainda é Fernando de Noronha (PE), mas falta pouco. Ele vai conhecer o arquipélago, um dos mais bonitos do mundo, no feriadão de Semana Santa, em abril de 2015.

“Já volto de uma viagem pensando qual será o próximo destino. Normalmente, programo tudo com pelo menos um ano de antecedência”, diz. Para o contador, planejamento é a primeira dica, talvez a mais importante, para quem quer viajar pagando menos. Ele conta que se engana quem pensa que pagar pouco é sinônimo de destino pouco badalado, hotel “meia-boca” e período apenas de baixa estação.

“Hoje, com tantas ferramentas de pesquisa na internet, só paga caro quem quer”, afirma. “Na Colômbia, por exemplo, já fiquei no Pestana de Bogotá pagando apenas R$ 70 na diária. Em Noronha, que é um destino caro, vou pagar R$ 100 por três noites em um hotel bom”.

Apesar da maioria das escolhas ser feita em agências, Moura revela que não reserva um hotel sem antes comparar os preços nos tradicionais sites de buscas e reservas, como Booking, Decolar e Hoteis.com. “Depois, ligo para meu agente e digo: ‘Encontrei tarifas de X, Y e Z para o hotel tal. Veja aí quanto você pode fazer. Só fecho se ficar mais barato’ e depois de olhar a nota no Trip Advisor”.

A prática, realizada por Moura, é também utilizada pela administradora Marina Borges. “Passo horas pesquisando preços nesses sites, além de ler os comentários deixados pelos turistas sobre o hotel”.

Apesar das inúmeras vantagens destas ferramentas, que além de servirem como instrumento de comparação de preço permitem a reserva com pagamento facilitado (incluindo cancelamento grátis), Marina faz uma advertência: “Mesmo optando, na maioria dos casos, por reservar o hotel nesses sites, não descarto a pesquisa feita diretamente no hotel. É difícil, mas já encontrei preço mais em conta com o próprio estabelecimento”.

Com viagem marcada para Monte Verde (MG) no mês que vem, ela conta que economizou R$ 115 na reserva feita pelo site Decolar para três diárias. “Além disso, parcelei o pagamento em dez vezes sem juros. Coisa que os hotéis não oferecem”.

O gerente de Marketing do portal ViajaNet (cujo foco é venda de passagens aéreas), Gustavo Mariotto, explica que esses preços mais baixos são fruto de uma negociação exclusiva entre o hotel e a agência (portal). “O site garante X% de lotação do estabelecimento, em contrapartida, consegue preços mais atrativos”.

Ele lembra que já chegou a reservar um hotel pelo Booking, parceiro do ViajaNet na parte de hotelaria do site, na recepção do estabelecimento, já que a tarifa balcão era superior. “Abri o celular e fiz a reserva ali mesmo na recepção para entrar na mesma hora”, acrescenta.

Referência


Com muito tempo de experiência no segmento, incluindo no currículo uma passagem como ex-proprietário de uma agência de viagens, Jorge Costa dá outra orientação: fugir da alta estação.  Mas, essa dica varia de acordo com o destino. Quem quer ir para a Disney, por exemplo, deve evitar os meses de janeiro, fevereiro, junho e julho, por causa das férias escolares.

Quem está de olho na Europa, deve evitar os períodos de junho a setembro e de dezembro a fevereiro. “Quem escolher destinos nacionais, além de priorizar a baixa estação, deve evitar feriados e períodos de festa na região”, diz ele.

A comerciante Edna Argolo, 41,  tem uma dica para quem não quer desembolsar muito com viagens. Escolher o destino pela oportunidade. Com viagem marcada para setembro, ela comprou um cruzeiro de sete noites na Europa por R$ 1,7 mil o casal, com direito a cinco refeições e bebidas.

Hoje, o mesmo pacote custa R$ 6,8 mil- quatro vezes mais caro. Ela conta que descobriu a promoção na internet em março. “Como achei o preço muito baixo, resolvi comprar em uma agência aqui em Salvador. Nem o vendedor acreditou quando viu. Meu marido fica dizendo que vamos viajar no porão”, brinca ela, que conhecerá a França, Espanha, Itália e Tunísia.

Fonte: www.correio24horas.com.br e www.ibahia.com

 
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Doces brasileiros 7 x Jamie Oliver 1

 

 

 

 

 

Jamie Oliver diz que brigadeiros são “horríveis” e causa polêmica

Jamie Oliver diz que brigadeiros são “horríveis” e causa polêmica

Há quem diga que gosto não se discute, mas vá falar isso para o chef britânico Jamie Oliver. Após declarar em um programa de televisão que achou brigadeiros e quindins “um monte de m…”, Oliver tem sido bombardeado em suas contas nas redes sociais por defensores dos doces mais populares do Brasil.

A declaração do chef foi ao ar no programa “Saia Justa” (exibido no canal a cabo GNT) na última quarta-feira (16). Na ocasião, a apresentadora Bárbara Gancia ofereceu caldo de cana, açaí, quindim, brigadeiro e beijinho para que Oliver experimentasse.

Ele até gostou do caldo de cana e do açaí, mas detonou os outros doces, chamando-os de “horríveis” e “um monte de m…” por conta do excesso de açúcar nas receitas (a legenda do programa atenuou o palavrão, traduzindo-o por “porcaria”).

“Quando você usa muito açúcar, você acaba mascarando o sabor das frutas na sobremesa”, argumentou o chef, que irá abrir uma filial de seu restaurante Jamie’s Italian em São Paulo no final do ano.

Orgulho nacional

A declaração foi o suficiente para causar uma grande polêmica. Na conta de Instagram do chef, internautas passaram a defender os doces. Declarações como “o Brasil te odeia depois que você falou mal dos brigadeiros” e “não chame nossos doces de ‘porcaria’” pipocaram em diversas postagens.

“Esse caipira inglês precisa ter mais educação”, comentou uma internauta no site do GNT, que transmite os programas do chef no Brasil. “Não se pode chegar assim na casa dos outros, é uma indelicadeza para quem o está recebendo”.

Para a chef carioca Fabiana D’Angelo, especializada em brigadeiros, a declaração de Oliver foi “lamentável”, mas doeu especialmente porque “são os nossos doces nacionais. Isso feriu o coração”.

O argumento de que Jamie Oliver teria um paladar diferente por ser inglês não convence muito Fabiana, cujos doces foram servidos para chefes de Estado durante a final da Copa do Mundo em um evento do Governo do Rio de Janeiro. “Morei na Inglaterra e fiz muito brigadeiro por lá  - e os ingleses adoraram. Acredito que ele tenha que provar de novo, só que com um produto mais refinado. Provavelmente deram para ele um brigadeiro ruim”, diz.

Já a chef Nina de Paula, da doceria Made by Nina, fez um manifesto a favor do docinho que repercutiu na internet. “Achei que o comentário foi ofensivo. Ele tem o direito de não gostar, mas acredito que não poderia ter se expressado dessa forma”, explica a chef, que se especializou em versões ‘gourmet’ de brigadeiros. “Ele foi falar mal de uma coisa que muita gente aprecia”.

Ela, no entanto, não faria adaptações à receita tradicional para agradar o paladar do chef britânico em um eventual encontro. “Já fiz brigadeiro de chá verde, por exemplo, mas se ele fosse provar novamente, teria que ser a receita já conhecida. E acredito que não vai ser a opinião dele que mudará o nosso gosto”.

“The Guardian” faz editorial sobre polêmica entre Jamie Oliver e brigadeiro

A polêmica declaração de Jamie Oliver a respeito do brigadeiro repercutiu também no jornal inglês The Guardian.

A reação dos brasileiros nas redes sociais a respeito da opinião do chef sobre um dos docinhos mais tracionais do Brasil foi tema de um editorial do caderno de gastronomia do jornal, que falou sobre o poder de despertar emoções que alguns pratos têm.

Segundo o The Guardian, quanto mais enraizada a receita estiver na cultura em questão, maior será a reação emocional a ela.

O jornal cita alguns pratos ingleses que podem parecer estranhos aos olhos do público brasileiro, como geleia de enguia, e ressalta que todas as refeições de hoje são resultado do processo histórico, econômico, cultural e climático de cada país.

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br

 
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Sites recrutam pessoas que desejam cozinhar para turistas em casa

 

Você gosta de cozinhar para os amigos? Gostaria de se arriscar a preparar refeições para pessoas que você não conhece, mas que se interessaram pelos seus pratos por conta de um anúncio de internet?

A ideia pode parecer estranha, mas é a proposta de um site em testes nos Estados Unidos. O Airbnb ficou famoso por intermediar o aluguel de quartos em casas de família, um esquema muito utilizado por turistas que desejam conhecer mais da cultura local ou então que não gostam do ambiente de hotéis.

De acordo com reportagem da agência “Reuters”, a empresa têm convidado membros do programa em San Francisco (EUA) a participar de um programa piloto em que as pessoas preparam refeições em sua casa para os interessados que lerem seu anúncio no site.

O menu, o preço a ser cobrado pelos pratos e o horário das refeições são definidos pela pessoa que aluga a casa -ou, no caso, a cozinha. O Airbnb fica com uma parte dos lucros da transação.

A idéia de convidar pessoas desconhecidas para jantar tem se difundido nos últimos anos Nos Estados Unidos, sites como o Feastly  já fazem a intermediação entre os chefs amadores e o público. Não por acaso, a fundadora do Feastly declarou que se inspirou no sistema do Airbnb para criar seu site.

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br

 

 
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Conheça de perto a vida cultural do Santo Antônio Além do Carmo em Salvador/Bahia

 

Por Virgínia Andrade *

Reduto de artistas plásticos, escritores, arquitetos, produtores e músicos, o Santo Antônio Além do Carmo é um dos bairros mais antigos de Salvador. Dividido entre a atmosfera cosmopolita e a preservação da cultura popular, o bairro está situado entre o Pelourinho e o Barbalho e o cenário do seu largo assemelha-se ao de uma cidade do interior, com uma paróquia, um coreto e uma praça.

O marchand, fotógrafo e colecionador de arte francês Dimitri Ganzelevitch é morador do Santo Antônio desde 1975. Nestes quase 40 anos acompanhou de perto a evolução do bairro. “Quando eu cheguei aqui as casas estavam à venda e ninguém queria comprar. Não havia especulação, porque antigamente ninguém queria morar aqui. E hoje é um dos bairros mais cobiçados da capital”, conta.

O marchand, fotógrafo e colecionador de arte francês Dimitri Ganzelevitch é morador do Santo Antônio há quase 40 anos
Proprietário da casa-museu Solar Santo Antônio, Dimitri avalia que o bairro obedeceu a uma dinâmica ascendente e constante ao contrário do Centro Histórico de maneira geral. O ponto de maior crítica do artista é certamente a omissão do poder público no que se refere à manutenção do região, tombada como patrimônio da humanidade pela UNESCO, a pedido do próprio Governo da Bahia.

“O Centro Histórico tem 1500 imóveis abandonados. É praticamente uma pequena cidade. No mínimo cinco mil pessoas poderiam morar aqui. Portanto, além de uma injustiça social, é um prejuízo enorme, porque um centro histórico não vive só de fachadas, embora até agora a política tenha sido de restauração de fachadas e mais nada”, critica Ganzelevitch.

O Santo Antônio é povoado por ateliês, pousadas, bares e restaurantes

De acordo com o artista, o bairro do Santo Antônio, por sua vez, tem evoluído para melhor. “Talvez porque, de uma forma geral, o estado não tem metido a ‘pata’. A única coisa que nós gostaríamos é que o plano inclinado [Pilar] fosse reaberto, porque realmente faz muita falta”, pontua.

Dimitri conta que, nos últimos dez anos, constatou uma evolução também no perfil do morador. “Estão cada vez mais chegando aqui artistas, pintores, músicos, fotógrafos, jornalistas, arquitetos… Todo um pessoal que tem a cabeça nos ombros. Que pensa, que tem sensibilidade, que traja uma vida um pouquinho diferente, uma vida mais boêmia”, observa e continua: “a vida começa a pulsar de uma forma extremamente interessante”.

Entre as opções para quem frequenta o Santo Antônio, o colecionador sugere conhecer o Cafélier e apreciar a vista para a Baía de Todos os Santos desfrutando de uma boa bebida, visitar os ateliês do bairro e ir à roda de samba do Grupo Botequim, que acontece sempre nas últimas sextas-feiras do mês. Abaixo listamos estas e outras opções que movimentam a vida cultural do Santo Antônio Além do Carmo. Confira!

RESTAURANTES E CAFÉS

Café e ateliê de artes, o Cafélier é um dos lugares que não se pode deixar de conhecer ao visitar o Santo Antônio. Localizado na Rua do Carmo, n° 50, o espaço foi inaugurado no bairro em 2006, após um período de 12 anos instalado no Pelourinho. Charmosa e elegante, a decoração remete à dos cafés parisienses do século XX e as fotos de cantores como Cauby Peixoto e Bibi Ferreira são uma homenagem à Era de Ouro do Rádio.

Charmosa e elegante, a decoração do Cafélier remete à dos cafés parisienses do século XX. À esquerda, o artista e proprietário do espaço, Paulo Vaz
“Numa xícara de café pode-se colocar a beleza do mundo”,
disse Jorge Amado

Decorada com móveis e objetos de arte antigos, a casa mantém em exposição permanente obras de artistas plásticos como Reinaldo Eckenberber, Márcia Abreu e Leonel Mattos. Aberto de quinta a terça-feira, a partir das 14h, o espaço do artista plástico Paulo Vaz é marcado ainda por uma exposição de xícaras personalizadas, cardápio variado e uma vista panorâmica para a Baía de Todos os Santos.

Ao lado, a beleza da Cidade Baixa vista do Cafélier

Construído no século XIX, o charmoso casarão com paredes de barro batido abriga o clube da cachaça, rodas de samba e choro, além de um rico acervo de móveis garimpados e customizados pelos próprios donos

Entre as opções de cafés quentes e frios, há o Cafélier, bebida que leva o nome da casa, feita com café expresso, licor de Chocolate e chantilly. O vasto cardápio conta ainda com quiches, tortas, sopas, massas, saladas, chás, sucos, vinhos e chocolates. Às quintas e sextas-feiras, a partir das 17h, o Cafélier promove ainda uma espécie de festival de crepes em parceria com a chef Andrea Nascimento.
Sem aviso ou placa e com fachada redesenhada pelo tempo, o Espaço Cultural D’Venetta é parada obrigatória para quem mora ou está apenas de passagem por Salvador. Construído no século XIX, o charmoso casarão com paredes de barro batido abriga o clube da cachaça, rodas de samba e choro, além de um rico acervo de móveis garimpados e customizados pelos próprios donos.

Decorado com peças da arte popular e antiguidades, o D’Venetta se divide em diversos espaços ocupados com mesas de madeira reciclada, de tamanhos e formatos variados. A carta de cachaças com mais de 120 rótulos é o grande destaque da casa. O menu também agrada: o Arroz D’venetta, com frutos do mar e legumes, e a Maniçoba estão entre os pratos mais pedidos.

Localizado na rua dos Adobes, o D’Venetta costuma funcionar de quarta a sábado, das 18h às 23h30, e domingo, das 11h às 18h. “Costuma” porque é possível que você apareça por lá em um desses dias e horários e o espaço não esteja funcionando. A irregularidade de horário é uma característica marcante deste lugar que rejeita todo e qualquer tipo de enquadramento.

O Cruz do Pascoal é um dos mais tradicionais bares da capital baiana e foi inaugurado há mais de 60 anos

Antigo armazém de secos e molhados, o Bar Cruz do Pascoal é um dos mais tradicionais da capital baiana. Inaugurado há mais de 60 anos, o espaço fundado pelo espanhol Porfírio Amoedo é famoso pela cerveja gelada, pelos saborosos petiscos e pela privilegiada e disputadíssima vista para a Cidade Baixa e a Baía de Todos os Santos. A deliciosa carne de sol com pirão de aipim é a tradição da casa.

Carinhosamente conhecido como “Bar do Seu Porfírio”, o Cruz do Pascoal manteve parte da decoração antiga, como um velho balcão de mármore, prateleiras de madeira e uma máquina registradora metálica de botões e teclados. Localizado ao lado do Plano Inclinado Pilar, atualmente fechado, o bar simples e discreto, recebeu o nome Cruz do Pascoal por estar perto de tradicional oratório homônimo ao bar.

Na imagem ao lado você vê outro carro-chefe do bar: o Arrumadinho, uma mistura de feijão-de-corda, linguiça, carne de sol e legumes.

Novas relações de trabalho, autogestão e ecofeminismo. São estes os três pilares que sustentam o Rango Vegan, uma espécie de restaurante-cooperativa criado, em 2006, por um engajado trio de mulheres. A alimentação vegana saudável, sem colesterol, lactose e produtos de origem animal, é a especialidade da casa, que oferece salgados, doces, tortas e pães, além do serviço de Marmitas Delivery.

Para além da questão gastronômica, o espaço também promove atividades educativas e culturais, como festivais de pizza, exposições fotográficas, apresentações musicais e oficinas de culinária.

Localizado na Rua do Passo, n° 62, o Rango funciona de terça a sábado, das 12h às 15h, e possui preços bastante acessíveis. Vale convidar os amigos para conhecer o espaço e aproveitar para saborear as delícias do lugar.

Aos interessados, a próxima oficina será de culinária oriental e acontece no dia 20 de julho. As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas antecipadamente através de formulário online ou no próprio Rango. Quem optar por se inscrever no dia da oficina pode correr o risco de não encontrar vaga.

Antiga casa de farinha, o Além do Cais iniciou suas atividades no início deste ano e apostou na originalidade do cardápio para se diferenciar

Costeleta de tambaqui, carne de fumeiro, aroeira, tapioca e urucum. Estes são alguns dos sabores e especiarias tipicamente brasileiros que integram o criativo menu do recém-inaugurado Além do Cais. Antiga casa de farinha, o restaurante iniciou suas atividades no início deste ano e apostou na originalidade do cardápio para se diferenciar. A programação musical do espaço também é um ponto positivo. De quarta a sábado, o público pode desfrutar de apresentações ao vivo sem cobrança de couvert artístico.

O Além do Cais apostou em sabores tipicamente brasileiros para se diferenciar

Às quartas-feiras é o jazz do pianista norte-americano Lerin Williams que dá o tom no Além do Cais. Quintas e sábados, a baiana Gabriela Ávila apresenta variado repertório de Música Popular Brasileira.

Já nas sextas-feiras, o neto do sambista Batatinha, Gabriel Penha, presta uma homenagem à música da Bahia cantando clássicos de compositores da terra.

Localizado na Rua Direita do Santo Antônio, n° 97, o espaço funciona todos os dias da semana, das 19h às 23h. De sexta a domingo, o Além do Cais também abre para almoço, até às 17h. As apresentações são fixas, mas podem variar em alguns dias.

ATELIÊS, ANTIQUÁRIOS E ESPAÇOS CULTURAIS

A Ophicina de Papel é um ateliê-empresa criado, em 1993, pela artista plástica Maria Luedy. Desde a criação do espaço, a artista se dedica à pesquisa do papel enquanto arte e suporte para obras de arte. A ideia é aplicar o eco-design a todos os produtos confeccionados. Além dos produtos, a Ophicina oferece também cursos e palestras sobre técnica e sustentabilidade.

Com temática religiosa, ‘Santíssimas’ é a mais recente coleção assinada por Maria Luedy

Com temática religiosa, ‘Santíssimas’ é a mais recente coleção assinada por Luedy. Toda a papelaria foi produzida com papéis artesanais da fibra da bananeira e papéis indianos feitos pela artista na Hand Made Paper Sri Aurobindo, em Pondicherry, durante sua temporada de estudos e pesquisas sobre o papel na Índia.

O trabalho levou a artista a explorar o lado barroco de Salvador e as iconografias bizantinas, primeiras imagens de santas na história. Além de peças de papelaria como cadernos, livros de orações e caixas, Maria também produziu espelhos, santuários e álbuns com inspiração religiosa.

O ateliê de Reinaldo Eckenberger integra o circuito da 3ª Bienal da Bahia e está aberto à visitação gratuita até 7 de setembro

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista, o argentino Reinaldo Eckenberger chegou a Salvador em 1965 e aqui iniciou sua vida profissional de artista plástico. No casarão de número 68 na Rua dos Passo, mora desde 1985. Lá abriga seu valioso acervo com mais de 600 obras de arte. Os trabalhos “irônicos e transgressores”, têm traços da pop art e do expressionismo, mas não há uma orientação estética definida.

Eckenberger diz que sua arte nasce de modo espontâneo e divertido, sem grandes mensagens ou filosofias. Cada vez que abre o forno é uma surpresa. As bonecas com base de bibelô e cabeça de cerâmica, inspiradas no clássico “Alice no País das Maravilhas”, são marcas registradas do artista.

O ateliê integra a programação da 3ª Bienal da Bahia e está aberto à visitação gratuita até o dia 7 de setembro, sempre às terças, quintas e sábados, das 13h às 18h. No espaço, os visitantes podem conferir não somente o acervo do argentino, mas também um exemplar da obra do artista inglês Jonathan Monk, “Somewhere Soon” (2010).

A iniciativa faz parte do Museu Imaginário do Nordeste, Departamento do Encontro, Seção Formas de Orientalismo.

Embora comercialize objetos de decoração antigos, quadros e móveis, o carro-chefe do antiquário de José Eleotério é a restauração

Poucos metros à frente do Cafélier, em direção ao antigo Convento do Carmo, está o antiquário do restaurador José Eleotério. Embora comercialize objetos de decoração antigos, quadros e móveis, o carro-chefe do espaço é a restauração, além da feitura de molduras.

Morador do Garcia, Eleotério montou seu ateliê primeiro no Pelourinho, em 1975, até transferi-lo para o Carmo, onde está há 15 anos.”Naquela época o Pelourinho ainda não era nem restaurado. Era um local de prostituição e as pessoas não podiam nem transitar”, recorda.

Entusiasta do trabalho artesanal, o restaurador chega a ficar até três meses trabalhando em uma única peça. Para dar conta da demanda, é auxiliado por mais dois ajudantes. Sem site do antiquário ou páginas nas redes sociais, José diz que sua maior propaganda é o boca a boca.

Destaque no Santo Antônio, o “Brechó do Cabral” reúne beleza, arte e história. Lá, é possível encontrar antiguidades para compra, venda e troca
(Foto à esq.: Reprodução/À dir.: Thalita Lima/Labfoto)

“O movimento de restauração é enorme, tenho sempre muito serviço”, conta. Segundo o artista, o segredo do negócio bem sucedido é a satisfação do cliente e as boas recomendações.

De balas de canhão, câmeras fotográficas a discos, postais e peças decorativas, o Cabral Descobertas é um pequeno e aconchegante antiquário na Rua do Carmo, que reúne beleza, arte e história. Lá, é possível encontrar antiguidades para compra, venda, troca ou contemplação apenas.

Chamado mais comumente de “Brechó do Cabral”, o ambiente foi minuciosamente trabalhado pelo seu proprietário, o colecionador mineiro João Cabral, radicado na Bahia há mais de duas décadas. Destaque no Santo Antônio, o espaço teve sua história contada no documentário “Quanto Vale?”, de Lisa Mastranico.

Desde a inauguração, em dezembro de 2013, a Casa de Castro Alves já abrigou exposições, shows e saraus

Rua do Passo, 42. Castro Alves ainda era um menino quando se mudou para o casarão acima. Seu pai, um médico especializado em doenças tropicais, atendia aos pacientes no térreo e morava com sua família nos primeiro e segundo pavimentos da casa. Desde dezembro de 2013, o espaço foi transformado em centro cultural aberto à visitação pública. De lá pra cá, já abrigou exposições, shows e saraus.

Exposição coletiva de arte contemporânea do projeto Arte de Passagem

A estilista e coordenadora da Casa de Castro Alves, Márcia Ganem, revela que o grande fio condutor do espaço é a poética. “A gente tem dialogado muito com a cena artística da cidade. Um diálogo que eu penso ser interessante para os moradores do Santo Antônio. A casa também é esse lugar onde as pessoas se encontram para conversar”.

Em agosto, a casa realizará a primeira edição do Prêmio Castro Alves de Arte, que premiará o trabalho de fotógrafos e poetas, além de promover um curso de dez encontros com a escritora Ana Maria Gonçalves sobre lugares históricos e importantes para Salvador.

Atualmente, a casa sedia o projeto Arte de Passagem – Itinerância pela Arte Contemporânea da Bahia, que reúne uma exposição coletiva de arte contemporânea produzida na capital baiana e promove série de visitas aos ateliês dos dez artistas participantes, além de sessões de bate-papo entre o público e a curadoria. A mostra é gratuita e está aberta para visitação das 14h às 20h.

O Forte da Capoeira destacou-se no século XVII como um dos maiores pontos de resistência baiana
nova tentativa holandesa de reconquista de Salvador

Localizado no mesmo lugar da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, o Forte de Santo Antônio Além do Carmo destacou-se no século XVII como um dos maiores pontos de resistência baiana à nova tentativa holandesa de reconquista de Salvador. Na época da Ditadura Militar, já transformada em Casa de Detenção, abrigou muitos presos políticos.

Em 1976, a prisão foi desativada e três anos depois passou a ser ocupada pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord’s”. Após reforma no início dos anos 1980, foi implantado no Forte o Centro de Cultura Popular e o Bloco Afro Ilê Ayiê começou a realizar seus ensaios no pátio interno da fortificação.

O Centro teve suas atividades praticamente desativadas em 1990, restando apenas duas escolas de Capoeira, que se mantêm funcionando até hoje: o Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.

Atualmente, o Forte da Capoeira promove aulas de capoeira, palestras, seminários, exibição de filmes, entre outros eventos culturais. Também abriga a Biblioteca Luiz Gama, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Além do acervo, o espaço também dispõe de sala de leitura e videoteca.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Gerônimo se apresenta todas as terças-feiras, sempre a partir das 19h, nas Escadarias do Passo

Há 10 anos, o público soteropolitano tem um encontro marcado todas as terças-feiras, sempre a partir das 19h, com o cantor e compositor Gerônimo, nas Escadarias do Passo. No verão, convidados especiais estão sempre marcando presença. O projeto é gratuito e aberto ao público.

Entre os artistas que já participaram do projeto estão Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Lazzo Matumbi e Roberto Mendes. No repertório, não faltam os principais sucessos do artista: ‘É d’Oxum’, ‘Jubiabá’, ‘Menino do Pelô’ e, claro, ‘Macuxi muita onda (Eu sou negão)’.

Todas as últimas sextas-feiras do mês é dia de Samba do Botequim no Santo Antônio Além do Carmo. Comandada pelo Grupo Botequim, a roda de samba mais frequentada da cidade propõe homenagens a grandes sambistas baianos e brasileiros como Batatinha, Cartola e Noel Rosa. Aberto ao público, o samba a partir das 21h, no Largo de Santo Antônio.

A roda é uma parceria com o Forte da Capoeira, no projeto “Cinema, Capoeira e Samba”, que promove a exibição de filmes sobre cultura popular e que, de alguma maneira, faça referência à capoeira. O samba já acontece há mais de cinco anos e, durante a trajetória, recebeu convidados ilustres como Juliana Ribeiro, Clécia Queiroz e Walmir Lima.

Organizada pelos moradores, a Feira das Artes, Maravilhas e Esquisitices acontece mensalmente na Praça dos 15 Mistérios (Fotos: Reprodução/Arte iBahia)

Se a última sexta-feira do mês é dia de samba no Santo Antônio Além do Carmo, o primeiro domingo já está reservado para a feirinha livre do bairro. Organizada pelos moradores, a Feira das Artes, Maravilhas e Esquisitices é aberta ao público e acontece mensalmente na Praça dos 15 Mistérios, próximo a Ladeira do Boqueirão, das 14h até a noite.

Entre rodas de samba, de contagem de histórias e mostra de filmes, a feira de troca e venda reúne artesanato, roupas, livros, bijouterias  e outras miudezas vendidas a preços baixos e negociáveis. O geladinho de roska e a cozinha pirata são algumas das “esquisitices”. Quem for de fora e também quiser vender seus produtos, pode. Basta pagar uma pequena taxa de para ajudar nos custos de luz e som.

O “Noites de Jazz” acontece às quintas-feiras, das 20h às 23h, no Bar de Todos os Santos e entorno da piscina do hotel

Clássicos de Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e Ray Charles embalam as “Noites de Jazz” promovidas pelo Pestana Convento do Carmo Hotel e remontam no espaço a atmosfera musical dos anos 1940 e 1950. Realizado desde 2011, o projeto acontece sempre às quintas-feiras, das 20h às 23h, no Bar de Todos os Santos e entorno da piscina do hotel. O couvert artístico custa R$30 e o local dispõe de serviço de manobristas.

Criado em 1586 pela Ordem Primeira dos Freis Carmelitas, o antigo convento foi palco de grandes acontecimentos da história do Brasil, como durante a Invasão Holandesa (1624 a 1625), quando abrigou o Quartel General das forças de resistência e lá os holandeses assinaram sua rendição.

IGREJAS

Do alto da sua escadaria de 55 degraus, a Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo surge imponente. Construída em 1736 para ser a matriz da freguesia criada quase duas décadas antes, a igreja é certamente uma das mais conhecidas da capital baiana. No local, foram gravadas cenas do clássico brasileiro ‘O Pagador de Promessas’, de Anselmo Duarte, que causou furor em Cannes e rendeu ao Brasil sua única Palma de Ouro da história.

A escadaria do Passo serviu de cenário para a via-crucis de Zé do Burro, protagonista do filme ‘O Pagador de Promessas’

Ladeada por postes de ferro, a escadaria serviu como cenário ideal para a via-crucis de Zé do Burro, o roceiro que percorreu 42 quilômetros com uma cruz de madeira nas costas para pagar a promessa que restituiu saúde do seu melhor amigo, um burro chamado Nicolau. Encantados com a escadaria do Passo, Duarte e o produtor Oswaldo Massaini nem se importaram com o fato de a igreja não ser a de Santa Bárbara, como o texto da peça homônima de Dias Gomes exigia.

Além de estampar páginas de editoriais de moda, a Igreja do Passo e sua escadaria também serviram de locação para o filme ‘O Paí Ó’ e para a versão televisiva de ‘O Pagador de Promessas’. Fechada desde 1998, a igreja deve passar por restauração em breve.

Depois de cuidadosa restauração, a Igreja do Boqueirão foi reaberta em 2010 com rampas e elevadores para facilitar a locomoção de portadores de necessidades especiais

Construída em 1726 pela Ordem Terceira dos Homens Pardos, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão se divide entre os estilos neoclássico e barroco. O piso em mármore cinza e branco contrasta com o forro marcado por pinturas ilusionistas de inspiração italiana e, embora seja do início do século XVIII, a talha do inteiror data do século XIX.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1980, depois de cuidadosa restauração, a igreja foi reaberta em 2010 com rampas e elevadores internos para facilitar a locomoção de portadores de necessidades especiais. Número 60 da Rua Direita do Santo Antônio, a Nossa Senhora do Boqueirão celebra missas todos os domingos, às 9h.

A fachada neoclássica, altar barroco e sacrário de prata, caracterizam outro tesouro arquitetônico do Santo Antônio. Palco de acontecimentos marcantes da história da Independência da Bahia, a Igreja Nossa Senhora do Carmo começou a ser erguida em 1532 pela Ordem Primeira dos Freis Carmelitas, mas só chegou a ser finalizada em 1723.

Com uma das mais belas sacristias do país, atualmente fechada ao público, a igreja faz parte do conjunto arquitetônico do Carmo, que integra também o antigo convento e atual Hotel Pestana. Destaca-se no acervo a escultura do Cristo Atado à Coluna, de Francisco Xavier Chagas, escravo conhecido como Cabra.

*Com orientação e supervisão de Márcia Luz

Fonte: www.ibahia.com

 
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