O segredo para ser interessante

 

Nos encontros com as pessoas, principalmente quando não as conhecemos, ficamos preocupados com o que vamos dizer e como seremos julgados. Nas festas queremos parecer pessoas divertidas e falantes, desejamos cativar as pessoas e às vezes sentimo-nos até tentados a ensaiar nossas palavras e posturas. Acontece que para cativar é preciso mais do que isso, é preciso mostrar-se como uma pessoa interessante. E qual o segredo para ser interessante?

Como ser interessante: De modo geral as pessoas consideradas interessantes não são aquelas que falam muito de si mesmas, mas aquelas que se interessam em conhecer os outros, que buscam saber de sua vida, o que fazem, o que pensam, o que gostam ou desgostam etc.

Pessoas que falam excessivamente de si mesmas muitas vezes são consideradas maçantes, mas quem quer ser interessante deve falar um pouco de si e fazer perguntas estimulando a outra pessoa a falar de si mesma, desde que esteja com disposição para ouvir.

Atenção com os outros:
Nos contatos com os outros estamos lidando não só com a pessoa, mas também com suas emoções e sentimentos. Nada deixa uma pessoa mais lisonjeada e com vontade de conversar conosco do que perceber que temos interesse por suas ideias, pensamentos e sentimentos.

Quando mantemos o foco em descobrir mais sobre os outros, temos muito mais chance de cativá-los e nos tornarmos inesquecíveis. Além disso, poupa a preocupação de ensaiar o que vamos dizer sobre nós. Esse é também o segredo para melhorarmos as nossas relações pessoais. Quando passamos a ter atenção com as pessoas que convivemos, ouvindo atentamente o que elas sentem, criamos um canal de comunicação que aumenta a confiança nas relações.

Sempre é preciso atenção para não apenas a escutar em silêncio ou engatar outro assunto, mas aproveitar os momentos de pausa para perguntar como a pessoa se sente em relação aos fatos que estão nos contando, sem censurar as respostas. Isso rende um bom papo e nos aproxima mais das pessoas.

Discrição: Um cuidado importante é não parecer invasivo e indiscreto, não fazendo de uma conversa um interrogatório. Uma conversa requer uma introdução cuidadosa com perguntas triviais para poder identificar o que desperta maior interesse na pessoa e poder explorar mais o assunto.

As pessoas sentem-se felizes quando tem oportunidade de falar do que gostam e de ensinar algo. E mesmo quando se tem domínio do assunto é essencial deixar a pessoa falar para depois apresentar argumentos. Vale a prudência de não querer mostrar que sabe mais do que o outro; isso é humilhante.

Nas conversas triviais o ideal é manter um assunto que a outra pessoa goste de falar e que queiramos ouvir, caso contrário não será interessante para ambos. Um bom exemplo é tentar encontrar coisas com as quais ambos tenham afinidade ou estejam envolvidos.

E para que a outra pessoa perceba que está sendo ouvida atenção, é preciso fazer contato visual e demonstrar através de sons e gestos de entendimento: “entendo como se sente”, “muito interessante”, “concordo com você”… E não se preocupe com o que vai dizer depois.

Conversa: Antes de discordar, é prudente analisar a réplica. Uma boa técnica para discordar é acrescentar evitando dizer “mas”, “porém”, “entretanto”. Trocar por “e” transmite a sensação de concordância e também permite colocar suas ideias.

Fazer-se de advogado do diabo para defender uma opinião contrária pode até render uma boa e longa conversa, mas pode parecer rude se usado em excesso. Se a questão não for importante, não há porque discordar e assumir o risco de parecer rude. Mas também concordar plenamente pode finalizar a conversa.

Uma conversa não depende apenas de um, mas do interesse de ambos. Quando uma pessoa não fala e não escuta, provavelmente está distraída ou enfrentando um dia ruim ou não tenha habilidades para conversar. É possível engatar outro assunto lembrando de algo que foi dito e usá-lo como gancho para iniciar outro assunto. Se isso não der resultado, paciência.

Feche o encontro com chave de ouro: O essencial é ter autocontrole e não entrar em pânico quando parece o fim da conversa. Nada é mais desagradável do que insistir quando o outro já não quer mais falar e mesmo as melhores conversas tem um fim.
Feche o encontro com chave de ouro: agradeça pela conversa agradável antes de se despedir, pois terminar de modo positivo deixa boa impressão e pode abrir a possibilidade para um futuro reencontro.

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Hotelaria em guerra com a Airbnb

 

Texto Fábio Steinberg

Há apenas oito anos, Airbnb era uma impronunciável mistura de letras que ninguém tinha interesse em decifrar. No estilo irreverente de seus criadores, o nome combinava duas coisas. As letras iniciais foram emprestadas de “air bed” – colchão inflável, usado nos Estados Unidos quando surgem visitas para pernoitar. A segunda parte da palavra vem de “bed & breakfast”, ou seja, cama e café da manhã – a essência da hotelaria.

Na época, ninguém deu muita bola ao aplicativo, e que nem de longe parecia ameaçar a sólida indústria da hotelaria. Foi um sério erro de avaliação menosprezar seu poder de fogo. O Airbnb entrou no universo da hospitalidade pela porta dos fundos, que pelo jeito estava destrancada.

O modelo proposto era bem estranho, e tinha tudo para dar errado. Qual era a ideia? As pessoas alugarem suas casas ou quartos ociosos por curto período de tempo a preços bem mais acessíveis que os hotéis. A rigor, nada de novo em relação ao conceito tradicional de locação por temporada. Mas o que fez toda a diferença foi isto ocorrer com base na economia compartilhada.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O Airbnb se tornou a quarta maior agência de viagens online do mundo, presente em 34 mil cidades, com 3 milhões de acomodações em 191 países. No Brasil, acumula 100 mil anúncios publicados, 40 mil deles no Rio de Janeiro, onde a empresa até se tornou parceira oficial nas Olimpíadas.

O Airbnb cresceu fora do radar porque não incomodava. No começo não atingia o cliente típico de hotel, apenas viajantes que até então dormiam em casa de familiares ou amigos. A coisa começou a pegar quando mexeu no bolso da hotelaria.

Não é para menos. Estudos da Boston University apontam que um aumento de 10% na atividade da empresa reduz 0,39% da receita mensal dos hotéis, principalmente os de lazer e econômicos. E o que mais preocupa: a consultoria PhocusWright prevê que a receita da Airbnb, hoje quase na casa de 1 bilhão de dólares, deve se multiplicar por dez até 2020, e a participação de mercado deve pular de 1 para 10%.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos.

O Airbnb vive hoje um paradoxo: é ao mesmo tempo amado pelos consumidores e proprietários, mas detestado pelos hotéis. Destes, acumula mundialmente queixas de concorrência desleal. Não se trata propriamente de má conduta da empresa. A falta de regulamentação da atividade, devido à velocidade com que surgiu e se estabeleceu, criou ambiguidades operacionais e zonas de conflito com a hotelaria, semelhantes às da Uber com os taxistas.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos. Incluem cumprir obrigações trabalhistas, normas de segurança, legislação rigorosa, inclusive de acessibilidade, além de pagar licenças, alvarás e seguros obrigatórios. A reclamação do FOHB, associação que representa 27 redes hoteleiras que atuam em 150 cidades brasileiras, é que o Airbnb não investe, emprega, ou paga impostos, exceto os municipais. Por isto, querem que o governo regule a atividade para garantir condições de simetria. “No lugar de RH ou engenheiros, eles contratam advogados”, ironiza o consultor Roland de Bonadona, ex-Presidente da Accor, maior rede de hotéis o país.

Faz sentido. Debaixo da artilharia, o Airbnb se defende. Diz que sua atividade é absolutamente legal e regular. Aceita discutir o impacto da sua plataforma e regulamentação, desde que não engesse a inovação e concorrência, pois quem perderia seriam o consumidor e a sociedade. O aplicativo não se considera concorrente dos hotéis, mas sim uma experiência diferente e complementar de hospitalidade.

O maior problema das plataformas da economia colaborativa é que ninguém consegue prever para onde o negócio vai. “Não há modelos de gestão consolidados: uma empresa aprende com a outra, e apresenta novas soluções que são incorporadas pelas demais”, explica Ana Paula Spolon, professora de hospitalidade e hotelaria da UFF.

A Airbnb não é exceção: transformou-se em caixinha de surpresas. A cada dia amanhece com uma novidade. A mais recente foi incorporar uma plataforma que chamou de Trips. Nela, além de acomodações, oferece experiências, seja lá o que isto quer dizer, e em breve terá voos e serviços. Aguarde os próximos capítulos desta emocionante novela que só começou.

Fonte: http://www.abeoc.org.br

 
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Saber ouvir

 

Ouvir é a mais crítica das habilidades de comunicação. Em mais de 50% de nosso tempo durante nossa vida estamos na situação de ouvintes. Os humanos ouvem antes de falar, falam antes de ler e leem antes de escrever. Somos quase todos ensinados a ler e escrever, e alguns como falar bem, mas poucos aprendem como podem se tornar bons ouvintes. Esta é a mais negligenciada das habilidades de comunicação.

Ouvir efetivamente é escutar com atenção e entender o que os outros falam através de ideias e sentimentos, como isso pode ser aplicado, memorizando para posterior uso ou avaliação. Qualquer pessoa pode desenvolver suas habilidades de bom ouvinte, e o primeiro passo é livrar-se dos maus hábitos de ouvinte.

Os ouvintes ineficazes e desatentos estão enquadrados em uma ou mais de uma forma:

  • O enganador é aquele que emite sinais externos, balança a cabeça concordando e ocasionalmente murmura: hum… hum… no entanto, sua mente está vagando longe e ele nem sabe dizer o que ouviu.
  • O apressado não deixa o outro terminar sua fala, não faz perguntas e nem procura mais informações. Está sempre muito ansioso para falar e mostra pouco respeito pelos outros.
  • O intelectual está sempre tentando interpretar e julgando prematuramente as palavras dos outros. Raramente presta atenção nas emoções que vem por trás das palavras.
  • O egocêntrico usa as palavras que ouve como um meio para falar de si; se apossa do tema da conversa e muda o foco para suas opiniões, histórias ou fatos.
  • O argumentador escuta o suficiente para usar as palavras dos outros contra eles; quer sempre provar que os outros estão errados e acabam provocando discussões até que os outros mudem de ponto de vista, mesmo sem nenhuma necessidade.
  • O conselheiro interfere na conversa e não permite que os outros possam articular seus pensamentos e sentimentos, não ajuda os outros e ainda tenta depreciar os outros.

A chave para nos tornarmos bons ouvintes é assumir um comportamento ativo, saindo da passividade. Uma pessoa com bons hábitos de ouvinte se concentra em quem está falando; avalia seus significados e responde efetivamente. A pessoa motiva a si mesma mantendo uma atitude positiva, certa de que tudo o que se ouve tem sempre algo que ensina. Busca aprender com as boas ideias e informações dos outros, com as criticas e comentários, porque sabe que sempre são valiosos.

Nunca devemos julgar pela aparência; mostrar respeito é aceitar as diferenças. Quando nos concentramos no conteúdo da mensagem e não desviamos nossa atenção por falhas irrelevantes, por exemplo, quando o outro pronuncia uma palavra errada, conseguimos compreender com mais facilidade. Ao ouvir ideias diferentes, evitando reações apressadas e defesa de seus pontos de vista, podemos aguardar enquanto o outro complete seu raciocinio e assim compreender integralmente o ponto de vista.

Uma mente aberta, respeita o direito dos outros de pensar diferente. Focalizar e identifiquar as macro ideias da mensagem e não se prender apenas em uma única palavra, é a chance de procurar os conceitos nos quais se fundamenta o outro, e serve para facilitar a compreensão da mensagem. Por isso, devemos anotar apenas as ideias e pensamentos mais relevantes.

Resistir às distrações e adotar comportamento ativo, mantendo a contato visual e expressões faciais discretas para concordar ou discordar, permite, no momento oportuno, fazer comentários ou pedir esclarecimentos. Assim devemos resumir mentalmente o que ouvimos, sem deixar que os nossos pensamentos interfiram. Muitas vezes quando os outros falam uma coisa e entendemos outra coisa, é porque efetivamente não ouvimos; enquanto o outro estava falando, nós estávamos perdidos nos nossos pensamentos…

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Turismofobia: a cara menos amável de uma indústria bilionária

 

Cerca de 300 moradores saíam na semana passada às ruas em Palma de Maiorca, na Espanha,  fantasiados de turistas e arrastando malas. Passeando como fazem milhares de visitantes que desembarcam em cruzeiros, eles simularam a criação do que chamaram de “pista para estrangeiros”. Em Barcelona continuam aparecendo pichações, cada vez mais agressivas, no bairro de Gràcia ou perto do turístico parque Güell. “All tourists are bastards” (“todos os turistas são bastardos”), lia-se dias atrás. Em Madri, o carnaval terminou no bairro de Lavapiés com o enterro simbólico de uma moradora: alertava para a expulsão de habitantes pela pressão turística.

A indústria turística tem vivido um boom. Ano após ano, a Espanha bate recordes, até chegar aos mais de 75 milhões de visitantes anuais. Em cinco anos, o turismo internacional cresceu mais de 30%. Simultaneamente, apareceu e se ampliou a turismofobia. O setor vive com inquietação o aumento da rejeição ao turismo. “As atitudes dos responsáveis políticos de algumas Administrações não ajudam a reduzir as tensões”, adverte o presidente da Confederação Espanhola de Alojamentos Turísticos, Joan Molas.

As entidades patronais olham com especial preocupação Barcelona e Ilhas Baleares, onde o turismo representa uma elevada porcentagem da economia. A imprensa internacional já destacou o fenômeno. Às vésperas de outro verão com prováveis recordes de visitantes, o jornal britânico The Independent destacou Barcelona como um dos oito destinos que mais odeiam turistas. O ministro do setor, Álvaro Nadal, respondeu afirmando que “é um fenômeno mais político do que social”. Mas os especialistas consultados, até mesmo alguns empresários, concordam que a irrupção do turismo em massa na vida cotidiana dos cidadãos causa problemas. Seja porque quase não podem andar pela rua, como ao redor da Sagrada Família de Barcelona, pelos problemas de convivência − chegaram a ser denunciados turistas que jogavam futebol em apartamentos − ou porque o aumento de moradias turísticas ocorreu em detrimento do aluguel para residentes, um fenômeno que fez com que os preços disparassem.

Barcelona é uma das cidades onde mais se instalou a turismofobia. Segundo uma pesquisa da administração municipal, embora uma ampla maioria de cidadãos (86,7%) considere que o turismo é benéfico, quase metade acredita que a situação está chegando ao limite. O turismo se transformou na segunda preocupação dos moradores. É o que Claudio Milano, professor da Escola de Turismo e Hospitalidade Ostelea e membro do grupo Turismografias chama de “índice de irritabilidade”. “As cidades que vivem estes fenômenos passam de uma euforia inicial para uma situação de conflito, não com os turistas, mas com as políticas para o turismo”, afirma. A turismofobia, assinala Milano, não é exclusiva da Espanha: “Vemos isso em Veneza, Berlim, Toronto, New Orleans ou no Sudeste Asiático”.

Quanto mais visitas, mais inimizade

Paolo Russo, professor de gestão turística urbana na Universidade Rovira i Virgili, viveu essa situação na própria pele. É veneziano. “Lá os moradores perderam a cidade, é irreversível.” Russo conhece a rejeição e os protestos, mas opina que os cidadãos se equivocam quando dirigem sua ira para o turista: “Ele é apenas a cara da indústria turística. Para o cidadão irritado é mais fácil culpar o turista, mas o culpado não é ele, é a indústria, é o porto aonde chegam os cruzeiros com turistas, são os políticos, é o urbanismo… Qualquer cidade que tenha sido acolhedora com os turistas se torna inimiga deles quando aumenta a pressão”.

A administração municipal de Barcelona calcula que o aluguel turístico seja até quatro vezes mais rentável que o convencional. Isso desvia o mercado para os visitantes e dispara os preços. “Têm ocorrido manifestações de moradores, como a realizada na Barceloneta. Mas ali só há um hotel de 30 quartos. O problema é a existência de milhares de moradias destinadas ilegalmente para uso turístico. Isso nos preocupa, porque torna difícil encontrar alojamento para nossos trabalhadores”, lamenta Molas. As autoridades puseram essa oferta ilegal na alça de mira, ao contrário do que ocorre com os hotéis. “O hotel é uma bolha: protege o cidadão dos turistas, que visitam a cidade de dia, mas durante a noite se concentram nele”, diz Russo.

No bairro Gòtic de Barcelona, mais da metade dos edifícios tem apartamentos turísticos. Reme Gómez, integrante da Assembleia de Bairros por um Turismo Sustentável, rejeita o termo turismofobia: “Ele desvia o foco de atenção e dá argumentos aos grandes lobbies”. A ativista alerta que a massificação está “destruindo o tecido local”.

Os protestos também crescem em Maiorca. Ali se organizaram em grupos como La Ciutat Per a Qui l’Habita (“a cidade para quem vive nela”) e Palma21. Por outro lado, Macià Blázquez, professor de Geografia da Universidade das Ilhas Baleares, recorda que o turismo é “uma indústria muito abençoada. Sempre se diz que ela não tem chaminés, porque presta serviços e não extrai recursos”.

Gasto compartilhado

Precisamente, o especialista em espaço público David Bravo e o geógrafo Francesc Muñoz concordam que o turismo deve ser tratado como uma indústria. “Assumimos todos os gastos com limpeza, transporte público e segurança dos turistas e frequentemente eles só deixam a embalagem da comida que lhes dão”, queixa-se Bravo. Muñoz defende “ir direto ao ponto: assim como o vendedor que quer fazer negócio tem de pagar uma taxa, as empresas turísticas que se aproveitam de investimentos coletivos (como os calçadões para pedestres) teriam de pagar algo em troca para as cidades”.

O consultor da Magma Turismo Bruno Hallé, convencido de que o problema surgiu “a partir de opções políticas”, ressalta, por sua vez, a geração de “riqueza, conhecimento e postos de trabalho” pelo setor. “Os esforços devem se concentrar em vigiar a oferta ilegal”, opina. Na verdade, muitos moradores, em meio à crise econômica, resolveram aproveitar o boom do turismo para alugar apartamentos ou quartos para viajantes.

Itália estuda criação de controles em cidades e monumentos

A prefeita de Roma, Virginia Raggi, quer evitar que os 30.000 visitantes que a cada dia se aproximam da Fontana di Trevi se detenham diante ela. Deixou isso claro neste mês. Segue assim a posição do ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, que semanas antes falou em fixar limites nas visitas aos “centros históricos” do país.

A Fontana di Trevi é um dos centros dos quais falou Franceschini, assim como a famosa escadaria da igreja Trinità dei Monti, também em Roma, cidade que recebe dezenas de milhões de visitas a cada ano.

A pressão se multiplica em Veneza, cuja área turística tem 50.000 moradores e recebe mais de 30 milhões de visitantes a cada ano. Foram instaladas catracas nas três pontes de acesso à cidade e nos terminais onde desembarcam os passageiros de cruzeiros. Esse é um mecanismo para que se possa começar a limitar o número de visitantes desses “centros históricos”, como propõe Franceschini.

Outro lugar onde as autoridades tentam que o turismo não morra por causa do sucesso é a Islândia. A ilha vulcânica no norte do Atlântico, na qual vivem 330.000 pessoas, viu como nos últimos anos se multiplicou seu grau de atração turística. Em 2010, através de seu aeroporto internacional, recebeu quase meio milhão de visitas. No ano passado, o total chegou a 1,76 milhão. O aumento levou as autoridades do país a preparar neste ano medidas para encarecer o preço dos alojamentos turísticos, a fim de limitar a chegada de visitantes.

Fonte: https://www.msn.com

 
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Prevenção de acidentes e sinistros em eventos

 

Gestores e produtores de Eventos organizam desde pequenos eventos sociais até mega eventos e, sendo o principal responsável, chama para si a responsabilidade sobre perdas e danos. Qualquer evento tem suas implicações legais que inclui responsabilidades pessoais, civis e criminais para as partes envolvidas, por isso é preciso ter o conhecimento da legislação e dos princípios básicos de direito, que pode ser a grande diferença entre o sucesso e o insucesso de um evento.

O uso do direito na realização de um evento implica fundamentalmente em observar as leis concernentes ao meio ambiente, à segurança e integridade física das pessoas, do local e de materiais. Para isso existem requisitos que devem ser preenchidos como ações para preservação do espaço utilizado, conservação de parques, jardins e áreas verdes, prevenção para evitar poluição sonora, congestionamento de trânsito e principalmente avaliação dos riscos de acidentes e sinistros como incêndio, desabamento, tumultos etc.

Para realizar um evento, independente do seu tamanho, seja em local público ou privado, é necessário ter a documentação obrigatória por lei. Conseguir um licenciamento para um evento não é tão complicado, basta fazer a requisição e entregar nos órgãos municipais. Os prazos para obtenção do alvará pode variar de uma cidade para outra, já que é regulamentado por uma lei municipal que está no código de postura da Lei Orgânica de cada município. O ideal é solicitar de 2 a 4 semanas antes.

Todo local contratado para a realização de um evento deve ter também o alvará de funcionamento atualizado, isso significa que os órgãos competentes procederam a fiscalização e constataram que a atividade exercida e o local atende a todos os requisitos exigidos por lei. No entanto, cabe ao Gestor de Eventos avaliar se realmente o espaço é suficiente para o número de convidados e se as medidas preventivas de acidentes e sinistros são adequadas, pois caso venham a ocorrer o Gestor de Eventos responderá solidariamente por eles.

O local da recepção além de confortável e elegante deve oferecer boa ventilação, local apropriado para bar, copa e cozinha, além de no mínimo 1 banheiro em boas condições de uso para cada 60/100 pessoas. O espaço livre do salão de festas, boate ou casa de diversão deve ter capacidade de 1,00 metro quadrado para cada 2 convidados. Quando se tem alguma dúvida deve-se recorrer à orientação do Corpo de Bombeiros, pois o compromisso com a saúde e segurança dos convidados e empregados que participam de um evento vem antes da produção, afinal pessoas são mais importantes do que resultados e bens materiais.

Contratar um seguro é um meio do Gestor de Eventos garantir as possíveis reparações de danos. Existem coberturas não só para danos materiais ou corporais causados a terceiros durante o evento, mas também para danos causados ao local, cancelamento, adiamento, interrupção de shows gerados pela ausência dos artistas ou palestrantes ou por condições adversas que provoquem perda forçada de público. Algumas seguradoras garantem inclusive a devolução do valor pago para ingresso em eventos cancelados, adiados ou interrompidos, que é um direito do consumidor.

O fogo é a maior ameaça identificada nos eventos e devem ser usados todos os meios técnicos e organizacionais a fim de tentar evitar, controlar ou extinguir o fogo bem como um plano de evacuação em casos de emergência. As saídas de emergência devem ser sinalizadas e a quantidade de portas será definida pelo número de pessoas presentes dividido pela capacidade de passagem, de modo que seja possível a saída de todas as pessoas em no máximo em 3 minutos.

A norma 9077 da ABNT dispõe sobre saídas de emergência e a distância máxima a ser percorrida até a área de escape, servindo de base para as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros. Fundada em 1940, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

A obediência a uma norma técnica, tal como norma ISO ou ABNT, quando não referendada por uma norma jurídica não é obrigatória. No entanto, minimizar os riscos aplicando procedimentos preventivos demonstra profissionalismo. Prática e teoria são elementos interdependentes e tratar riscos e segurança apenas de forma empírica demonstra amadorismo, gerando graves consequências que podem não envolver apenas perdas materiais e financeiras, mas também perdas humanas.

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Porque mudar sua vida é difícil

 

Por que temos tanta dificuldade para mudar?

Texto de Leo Babauta

Muitos de nós temos coisas que gostaríamos de mudar: hábitos de dieta e exercício, procrastinação e produtividade, paciência e mindfulness, organização e finanças, leitura e aprendizado e todas as coisas que queremos fazer – ou deixar de fazer – na vida.

Mas, muitas vezes, ficamos aquém de nossas esperanças.

Qual é o problema? Por que temos tanta dificuldade com essas mudanças?

Há muitas razões. Algumas delas se devem a fatores externos, mas a principal, na verdade, se deve a um fator interno: nós mesmos viramos um obstáculo.

Como? O problema é nossa maneira de pensar. Veja se você já fez alguma dessas coisas:

- Você procrastina ou vacila em suas mudanças de hábito, e então é muito crítico consigo mesmo.
- Quando chega a hora de fazer o que precisa, você adia e procura por algo mais fácil, busca distrações.
- Se você está fazendo algo desconfortável, procura uma maneira de escapar, dizendo a si mesmo que não consegue fazer.
- Você se estressa muito quando está fazendo algo difícil, e cria expectativas irracionais que lhe deixam em agonia.
- Você imagina como será o resultado de seus objetivos, mas então se preocupa e se estressa, se perguntando se irá conseguir alcançar esses objetivos.
- Você se sente mal, duvida de si mesmo e se tortura, o que lhe impede de agir.

Acho que a maioria de nós fez isso em algum momento, muitas vezes sem sequer ter consciência disso. Nós atrapalhamos o nosso próprio caminho, e tornamos as coisas mais difíceis do que já são.

Porque viramos nosso próprio obstáculo

Por que fazemos isso, se apenas dificulta as coisas? Estes são padrões antigos, construídos ao longo dos anos, que funcionam como mecanismos de defesa para lidar com as dificuldades.

Os motivos para os padrões mencionados acima:

- Temos muita incerteza ou desconforto sobre a tarefa ou o projeto, então procuramos uma saída e começamos a buscar justificativas e procurar algo mais fácil.
- Criamos grandes expectativas (objetivos, ideais, fantasias) e, em seguida, tememos não atender a essas expectativas.
- Não acreditamos em nós mesmos porque duvidamos que somos bons o suficiente.
- Cobrar-se demais por procrastinar ou falhar é uma maneira de lidar com a incerteza que surge quando fazemos essas coisas.

Dessa forma, surgem as incertezas: sobre nós mesmos, sobre como acabamos de procrastinar, sobre como o projeto será feito, sobre como terminar a tarefa e se alcançaremos nosso objetivo.

Então, reagimos a esse sentimento incômodo de incerteza e nos criticamos, nos estressamos, procrastinamos e procuramos distrações, acreditando que devemos desistir. Estes são padrões antigo: é como lidamos com o desconforto da incerteza.

Não é uma sensação boa, mas é uma reação natural. Há mais conforto e certeza em nossas distrações, fugas, autocríticas, e nas histórias que inventamos sobre porque não conseguimos agir.

É do desconforto que queremos nos afastar. Nós viramos um obstáculo quando tentamos nos desvencilhar dos sentimentos de incerteza.

Como liberar o caminho

Então como deixamos de ser o nosso próprio obstáculo? Liberando o caminho. Quando percebermos que estamos procrastinando, procurando distrações, nos estressando ou buscando explicações para adiar ou desistir de algo, devemos parar por um momento e perceber o que estamos fazendo.

Reflita sobre como você está dificultando as coisas. Podemos fazer com que tudo seja mais fácil se não reagirmos à incerteza. Note a sensação, veja que está lá e que você quer se afastar dela. Mas reconheça que é apenas uma sensação, e que não há motivo para entrar em pânico.

Na verdade, ao praticar esse hábito de atenção, de mindfulness, de reconhecer a incerteza e acomodá-la, podemos evitar o desconforto da dúvida. E quando fazemos isso, podemos simplesmente voltar à tarefa e agir.

Se estamos procrastinando com uma tarefa de escrita, podemos parar de fugir,  incerteza e então apenas escrever, sem se preocupar. Se estivermos nos estressando por não seguir um plano, podemos notar que estamos nos criticando demais e simplesmente recomeçar, deixando o estresse para trás. O mesmo vale para os objetivos: se eles parecem difíceis de serem alcançados, reconheçamos nossa incerteza e continuemos em frente sem nos preocupar com as expectativas.
Perceba a incerteza e sua vontade de fugir. Mas siga em frente, com gratidão e um sorriso. Não precisamos atrapalhar nosso próprio caminho, as coisas não precisam ser difíceis.

Muitos de nós temos coisas que gostaríamos de mudar: hábitos de dieta e exercício, procrastinação e produtividade, paciência e mindfulness, organização e finanças, leitura e aprendizado e todas as coisas que queremos fazer – ou deixar de fazer – na vida.

Mas, muitas vezes, ficamos aquém de nossas esperanças.

Qual é o problema? Por que temos tanta dificuldade com essas mudanças?

Há muitas razões. Algumas delas se devem a fatores externos, mas a principal, na verdade, se deve a um fator interno: nós mesmos viramos um obstáculo.

Como? O problema é nossa maneira de pensar. Veja se você já fez alguma dessas coisas:

- Você procrastina ou vacila em suas mudanças de hábito, e então é muito crítico consigo mesmo.
- Quando chega a hora de fazer o que precisa, você adia e procura por algo mais fácil, busca distrações.
- Se você está fazendo algo desconfortável, procura uma maneira de escapar, dizendo a si mesmo que não consegue fazer.
- Você se estressa muito quando está fazendo algo difícil, e cria expectativas irracionais que lhe deixam em agonia.
- Você imagina como será o resultado de seus objetivos, mas então se preocupa e se estressa, se perguntando se irá conseguir alcançar esses objetivos.
- Você se sente mal, duvida de si mesmo e se tortura, o que lhe impede de agir.

Acho que a maioria de nós fez isso em algum momento, muitas vezes sem sequer ter consciência disso. Nós atrapalhamos o nosso próprio caminho, e tornamos as coisas mais difíceis do que já são.

Porque viramos nosso próprio obstáculo

Por que fazemos isso, se apenas dificulta as coisas? Estes são padrões antigos, construídos ao longo dos anos, que funcionam como mecanismos de defesa para lidar com as dificuldades.

Os motivos para os padrões mencionados acima:

- Temos muita incerteza ou desconforto sobre a tarefa ou o projeto, então procuramos uma saída e começamos a buscar justificativas e procurar algo mais fácil.
- Criamos grandes expectativas (objetivos, ideais, fantasias) e, em seguida, tememos não atender a essas expectativas.
- Não acreditamos em nós mesmos porque duvidamos que somos bons o suficiente.
- Cobrar-se demais por procrastinar ou falhar é uma maneira de lidar com a incerteza que surge quando fazemos essas coisas.

Dessa forma, surgem as incertezas: sobre nós mesmos, sobre como acabamos de procrastinar, sobre como o projeto será feito, sobre como terminar a tarefa e se alcançaremos nosso objetivo.

Então, reagimos a esse sentimento incômodo de incerteza e nos criticamos, nos estressamos, procrastinamos e procuramos distrações, acreditando que devemos desistir. Estes são padrões antigo: é como lidamos com o desconforto da incerteza.

Não é uma sensação boa, mas é uma reação natural. Há mais conforto e certeza em nossas distrações, fugas, autocríticas, e nas histórias que inventamos sobre porque não conseguimos agir.

É do desconforto que queremos nos afastar. Nós viramos um obstáculo quando tentamos nos desvencilhar dos sentimentos de incerteza.

Como liberar o caminho

Então como deixamos de ser o nosso próprio obstáculo? Liberando o caminho. Quando percebermos que estamos procrastinando, procurando distrações, nos estressando ou buscando explicações para adiar ou desistir de algo, devemos parar por um momento e perceber o que estamos fazendo.

Reflita sobre como você está dificultando as coisas. Podemos fazer com que tudo seja mais fácil se não reagirmos à incerteza. Note a sensação, veja que está lá e que você quer se afastar dela. Mas reconheça que é apenas uma sensação, e que não há motivo para entrar em pânico.

Na verdade, ao praticar esse hábito de atenção, de mindfulness, de reconhecer a incerteza e acomodá-la, podemos evitar o desconforto da dúvida. E quando fazemos isso, podemos simplesmente voltar à tarefa e agir.

Se estamos procrastinando com uma tarefa de escrita, podemos parar de fugir,  incerteza e então apenas escrever, sem se preocupar. Se estivermos nos estressando por não seguir um plano, podemos notar que estamos nos criticando demais e simplesmente recomeçar, deixando o estresse para trás. O mesmo vale para os objetivos: se eles parecem difíceis de serem alcançados, reconheçamos nossa incerteza e continuemos em frente sem nos preocupar com as expectativas.
Perceba a incerteza e sua vontade de fugir. Mas siga em frente, com gratidão e um sorriso. Não precisamos atrapalhar nosso próprio caminho, as coisas não precisam ser difíceis.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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Mitos sobre criatividade que precisamos esquecer

 

Inovação, invenção, genialidade… chega de confusão. Entenda o conceito de criatividade — e como ela se aplica aos negócios — de uma vez por todas

Criatividade, inovação, pensar fora da caixa e outros termos da moda viraram palavras de ordem nas empresas. Mas falar e exigir é mais fácil do que trabalhar e criar uma cultura corporativa onde as pessoas possam se manifestar sem receio de represálias — o que é apenas um começo. A criatividade, mesmo desejada, é desestimulada e esmagada pelas demandas do cotidiano.

Isso ocorre, em parte por conta de desconhecimento acerca do conceito. Muitos gestores não sabem exatamente o que procuram quando exigem criatividade das suas equipes — possivelmente uma solução iluminada que resolva boa parte de seus problemas e atraia lucros. Não é bem assim que funciona.

Para que a criatividade possa ser levada a sério no cotidiano das empresas, alguns mitos precisam ser desconstruídos. Confira abaixo os cinco principais.

1. Apenas gênios podem ser criativos

O mito romântico da genialidade ainda parece permear o imaginário das pessoas. Cultuamos personalidades como Leonardo da Vinci, Pablo Picasso e Salvador Dalí e pensamos que as empresas precisam de gênios como eles. Mas esquecemos que todos esses artistas são fruto de sua época e viveram e produziram conforme as demandas contemporâneas.

Um exemplo claro é a carta — hoje seria chamada de currículo — endereçada ao Duque de Milão, onde Leonardo Da Vinci propõe uma série de soluções para problemas cotidianos baseadas na sua capacidade. “Eu faço uma espécie de ponte extremamente leve e forte”; “eu sei como, quando um lugar está sitiado, levar água para fora das trincheiras”; “eu tenho métodos para destruir cada pedra ou outras fortalezas, mesmo que elas tenham sido fundadas em uma rocha”.

São basicamente conhecimentos adquiridos e aplicados. Algo que qualquer pessoa, em perfeitas condições físicas e mentais, com acesso à informação, pode fazer sem dificuldade. “Criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; e, finalmente, comunicar resultados”, define a pesquisadora e psicóloga Eunice Alencar no livro Criatividade.

A criatividade artística renascentista muitas vezes é louvada, mas seu caráter pragmático é esquecido. “Os artistas sempre trabalharam ‘sob encomenda’ e com prazos de entrega”, lembra o pensador Domenico de Masi em O ócio criativo. “A criatividade deles muitas vezes se atiçava com a ideia de desafiar esses limites. Os grandes artistas do renascimento recebiam instruções muito precisas por parte de quem lhes encomendava a obra”, conta. Para de Masi, a diferença entre um trabalho criativo e um trabalho burocrático é a maneira como as regras são encaradas: no primeiro caso, como um desafio; no segundo, como limites.

2. Inovação e criatividade são a mesma coisa

Inovar é imperativo nas empresas, especialmente porque hoje não é possível manter o crescimento e superar a concorrência sem inovação. Assim como ocorre com a criatividade, seu conceito tornou-se um pouco nebuloso em virtude da sua disseminação indiscriminada. Alguns acham que inovar é simplesmente criar novos produtos. Ou que inovação e criatividade são a mesma coisa. Não é bem assim.

A inovação acontece quando algum elemento novo é introduzido no produto final ou nas rotinas da empresa, de modo a gerar maior valor econômico. Seu resultado depende, em parte, da criatividade. Criação é efeito, criatividade sua causa.

No entanto, não são termos sinônimos nem devem ser tratados como tal. O processo para o desenvolvimento de uma equipe onde a criatividade é um valor fundamental é diferente dos processos de inovação, cada qual com um propósito específico.

3. Criatividade é assunto estritamente individual

Tanto especialistas da área de educação quanto da área de negócios entendem que a criatividade não brota e se desenvolve sozinha na mente do indivíduo — algo que Aristóteles elucidou há alguns milhares de anos em sua Poética. Fazer parte de um ambiente que estimule a criatividade e estar na companhia de pessoas que reforcem esse traço são fatores que exercem papel fundamental no comportamento das pessoas. A criatividade tem um componente social. E nesse aspecto consistem os maiores problemas relacionados ao comportamento criativo.

A psicóloga e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Argentina Rosas aponta que os três principais ambientes de formação individual — família, escola e trabalho — por vezes atuam com a intenção de inibir a criatividade em nome da estabilidade social. Porém, de maneira contraditória, exigem das pessoas que elas sejam criativas, sobretudo em momentos de crise. Não é raro que verdadeiros talentos sejam penalizados por agirem de maneira diferente ou se destacarem.

“Falar de criatividade tomou-se modismo. O termo vem assumindo uma dimensão mágica, principalmente nos meios de comunicação de massa. Contudo, não nos iludamos. Ainda estamos longe de observar aqueles meios de socialização — família, escola, trabalho — cultivando a criatividade, a fecundidade imaginativa, a reflexão crítica, a intuição”, alerta Rosas.

Jean Piaget, um dos maiores pensadores do século 20 e entusiasta do desenvolvimento da cognição infantil, destacou o papel da coletividade na formação de pessoas criativas. “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe”, escreveu no livro O nascimento da inteligência na criança.

Durante a fase adulta, quando já atuam em ambientes de trabalho geralmente burocráticos, as pessoas têm condições de pensar de maneira criativa, mesmo após anos de conformação familiar e escolar. Se o ambiente, a direção e os colegas fornecem a liberdade necessária e reconhecem o esforço na concepção de novas ideias, a criatividade individual é beneficiada.

4. Uma empresa ou equipe deve ter os “criadores” e os “executadores” em ordem hierárquica

Essa é uma noção possivelmente oriunda da Revolução Industrial de 200 anos atrás. A cultura corporativa que determina a alguns funcionários que eles “não são pagos para pensar, mas para fazer” não ajuda muito. E tudo isso está redondamente equivocado.

Conforme já foi dito, a criatividade é uma capacidade inerente das pessoas. As soluções mais criativas podem vir de qualquer lugar, inclusive das pessoas que executam atividades de nível operacional. Delegar o trabalho de pensar apenas aos executivos e gerentes é desperdiçar o potencial latente da própria empresa.

Em outras palavras, uma companhia com esse pensamento não irá resistir à concorrência. Todas as pessoas são criativas, embora nem todas tenham o mesmo potencial; é trabalho da empresa garantir que essa criatividade se transforme em um ativo.

“A criatividade não é totalmente maleável – a personalidade estabelece certos limites – mas pode ser cultivada por meio de intervenções deliberadas, especialmente por períodos longos de tempo. Estudos genéticos sugerem que os genes determinam cerca de 10% da variabilidade do potencial criativo, portanto há muito espaço para desenvolvimento”, afirma Tomas Chamorro-Premuzic, professor de Psicologia aplicada aos negócios da University College London.

No entanto, o professor também alerta que ter pessoas com o mesmo perfil criativo em uma equipe ou empresa pode ser prejudicial. “Embora geradores de ideias sejam essenciais para qualquer equipe criativa, suas ideias só serão implementadas se a equipe também contar com pessoas que amem execução, pensem de forma pragmática, sejam atentas aos detalhes e ajudem a transformar ideias criativas em verdadeiras inovações”, explica.

5. Criatividade não guarda qualquer relação com a cultura empresarial

“O cotidiano em um ambiente de trabalho está essencialmente relacionado ao engajamento dos funcionários, que influencia fortemente a criatividade e a produtividade”, explica a psicóloga e pesquisadora Teresa Amabile em uma palestra no TED.

Ao relacionar três fatores indissociáveis — engajamento, criatividade e produtividade –, a psicóloga conclui que essa é a força motriz da performance. Portanto, ter funcionários criativos é fundamental para que uma empresa consiga gerar valor para clientes, sócios e acionistas. A busca dessa valor, no entanto, não deve se dar apenas no âmbito da contratação. Assim como o engajamento e a produtividade, a criatividade pode ser estimulada.

“O pensamento criativo refere-se a como as pessoas abordam os problemas e propõem soluções — a capacidade delas de criar novas combinações com ideias que já existem”, explica a psicóloga em um artigo publicado na Harvard Business Review.

Fonte: www.administradores.com.br

 

 
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Comunicação eficaz

 

A comunicação eficaz é um estudo muito amplo e gera grandes transformações em si e nos outros. Isso tem uma explicação extensa, já que a linguagem é a expressão dos nossos pensamentos. Por enquanto vamos tratar apenas de algumas palavras que tem um poder extraordinário para influenciar as pessoas.

  • Cuidado com a palavra NÃO: a frase que contém “não”, para ser compreendida traz à mente o que está junto com ela. O “não” existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo, pense em “não”… nada vem nada à mente. Agora se eu lhe pedir: “não pense na cor vermelha”, imediatamente você pensa na cor vermelha. Por isso é essencial ser afirmativo na expressão do que se quer e nunca citar o que  não quer. É importante especificar, por exemplo: Quero uma peça branca … Isso vale também para o pensamento: pense apenas no que você quer.
  • Cuidado com a palavra MAS: essa é uma palavra que nega tudo que vem antes. Por exemplo, se alguém diz: “Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, mas não tem um diploma…”. Se substituir o mas por e tem outra conotação afirmativa: “Pedro é um rapaz inteligente, esforçado e pode continuar estudando…
  • Cuidado com a palavra TENTAR: quando se diz que está tentando, pressupõe a possibilidade de falha. Por exemplo, “vou tentar encontrar com você…” substitua por “Tenho grande chance de não ir.”
  • Cuidado com as palavras DEVO, TENHO QUE ou PRECISO, que pressupõem que algo externo controla sua vida. Em vez delas, use QUERO, DECIDO, VOU.
  • Cuidado com NÃO POSSO ou NÃO CONSIGO, que dão a idéia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO…, DECIDO NÃO…, ou NÃO PODIA…, NÃO CONSEGUIA…, que pressupõe uma afirmação de poder e vontade.
  • Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo utilizando o verbo no tempo passado. Isto libera o presente. Diga por exemplo, “eu tinha dificuldade de fazer isso…”
  • Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo, ao invés de dizer “vou conseguir” substitua por “estou conseguindo”;
  • Substitua SE por QUANDO. Por exemplo, ao invés de dizer: “se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar” substitua por “quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”. Quando pressupõe que você já decidiu viajar e só falta o dinheiro.
  • Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo, ao invés de dizer “eu espero aprender isso”, substitua por “eu sei que eu vou aprender isso”. Esperar suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.
  • Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo, ao invés de dizer: “eu gostaria de agradecer a vocês”, substitua por “eu agradeço a vocês”. O verbo no presente fica mais concreto e mais forte.

Perguntas com uma orientação para o objetivo são:

  • O que você quer?
  • Qual é a situação atual que será modificada?
  • Que recursos você tem?
  • Como você se sentirá quando resolver o problema?
  • O mais importante: Por que você deseja isso?

O oposto de pensar no objetivo é pensar na situação a ser resolvida. Isso o concentra no que está errado. Muitas pessoas ficam perdidas num labirinto de problemas, buscando a história, custo, conseqüências ou quem é o culpado. Pensar no problema gera perguntas como:

  • O que está errado?
  • Qual o tamanho desse problema?
  • Há quanto tempo o problema está acontecendo?
  • Por que você não o resolveu ainda?
  • Por que você o tolera?
  • Qual é o pior exemplo desse problema?
  • De quem é a culpa?

Essas perguntas focalizam no passado ou no presente. Elas também fazem com que a pessoa fique completamente associada ao problema e se sinta mal com isso. Focalizar no problema, frequentemente induz a um estado sem recursos que o torna ainda mais difícil de lidar. Focalize no que você deseja e o universo irá conspirar para que você o consiga. Basta você acreditar!..

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 

 
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A arte de presentear e receber presentes

 

Presentear alguém é uma demonstração de apreço, carinho, gratidão e consideração; e não há quem não goste de ser presenteado. A arte de presentear está em fazer com que as pessoas se sintam prestigiadas e queridas, no entanto, a escolha do presente deve envolver certo cuidado; um presente pode estabelecer um relacionamento, enfraquecê-lo, transformá-lo e até extinguí-lo. Cada presente que você oferece torna-se uma extensão do seu gosto, do seu interesse, da sua posição social e de sua personalidade.
O presente pode acrescentar um sentido maior a um romance, levar alegria e aquecer celebrações, por isso, o presente ideal é aquele bem escolhido que marca a sua imagem e como você gostaria de ser lembrado. Existem presentes que são originais e agradam a quase todos os gostos como guardanapos personalizados, saca-rolha elegante, toalhas de rosto bordadas, aromatizador de ambientes, cabides sofisticados, livros de receitas, licores ou bombons finos.

De acordo com a psicologia, os presentes podem despertar complexas emoções e um mesmo presente pode ter significados diferentes para quem o recebe. Alguns presentes podem revelar emoções negativas em quem recebe, o que se torna embaraçoso. Existe uma regra social que sugere não presentear estranhos bem como não oferecer presentes caros a quem não conhecemos muito bem. Nas situações profissionais nunca se deve oferecer um presente durante a conclusão de um negócio. Pode-se presentear, porém depois de concluída negociação.

Quando se tem mais intimidade, se conhece bem a quem quer presentear, logo sabe exatamente do que ela gosta ou o que gostaria de ganhar. Há situações mais simples como chá de panela e casamento quando os noivos deixam uma lista em duas ou três lojas e você escolhe dentro de suas possibilidades financeiras. No entanto, quando não se conhece bem a pessoa ou não tem intimidade com ela, o ideal são os presentes neutros. Nessa situação, flores para as mulheres ou uma garrafa de um vinho de qualidade para os homens, resolve bem algumas situações.

Também valem presentes como um bom livro, um bonito porta retratos, um conjunto de canetas de qualidade, um bonito chaveiro, mas deve-se evitar presentes de uso pessoal como perfumes, roupas etc. E nunca pergunte se a pessoa gostou do presente; é uma indelicadeza. Diversas lojas disponibilizam um cartão junto ao presente; caso a pessoa queira trocá-lo, por qualquer motivo, ela pode fazê-lo sem constrangimento com quem a presenteou.

Quando se deseja presentear os anfitriões de um jantar, pode-se oferecer vinhos e chocolates. O vinho deve ser servido durante o jantar desde que não esteja em conflito com o cardápio, e os chocolates servidos após o jantar. Outra opção é oferecer flores, desde que se tenha atenção aos seus elementos simbólicos. Rosas ou flores amarelas e brancas, crisântemos e cravos remetem a funerais e por isso nunca devem ser oferecidas. Também deve-se evitar presentear com facas e lenços, pois as facas sugerem corte da amizade e os lenços são associados a tristeza e lágrimas.

Um importante cuidado é certificar-se de que retirou a etiqueta com o preço antes de embalar o presente. As embalagens também fazem parte do presente, por isso merecem cuidados especiais. E sempre que enviar um presente, faça acompanhar de um cartão pessoal, escrito de próprio punho, desejando felicidades e tudo o mais que você sinceramente sentir pela pessoa.

A habilidade para dar e receber presentes envolve muitos aspectos e o melhor posicionamento é dar presentes com alegria e receber presentes com emoção. Em algumas culturas aceitar o presente com ambas as mãos significa apreciar a generosidade de quem dá. A idéia é de que apenas uma mão não seria suficiente para segurar o valor simbólico de ser presenteado. Estender uma só mão pode ser considerado falta de gratidão e ser interpretado como menosprezo.

Em alguns casos é elegante retribuir um presente, por exemplo, um presente de natal. Recomenda a boa educação sempre agradecer o presente, abordando um aspecto positivo. Se lhe for agradável, use-o. Se não gostou do presente, nada de passá-lo adiante entre amigos comuns. Quem deu o presente pode se sentir ofendido; e com toda razão.

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Likes não vendem e você precisa parar de focar sua estratégia somente neles

 

Engajamento vai muito além das interações formais e é esse envolvimento com o público que gera resultados

Pesquisa americana confirma que os famosos “likes” não se convertem em vendas. Especialista acredita que as marcas precisam aprofundar na estratégia para conseguir valer o investimento

Uma palavra capaz de resumir o sucesso das campanhas online é “envolvimento”. E envolver um cliente é muito mais do que simplesmente ligá-lo a um produto ou serviço. Trata-se de uma série de abordagens que permitirão sua página gerar lucros a longo prazo. Algo distante da lógica ultrapassada de que é preciso fazer tudo para ter o maior número possível de seguidores.

Um pensamento que, de fato, não se traduz em aumento real de vendas. Um estudo publicado no Journal of Marketing Research e recentemente divulgado pelo site de negócios Entrepreneur.com confirma uma máxima já difundida no mercado de marketing digital: Likes no Facebook ou Instagram não são traduzidos diretamente em compras.

“A maioria das empresas pensa que essas interações sociais levarão a mais fidelidade de clientes e leads mais rentáveis. Isso não é necessariamente o caso. Os seguidores raramente postam na página de uma marca por conta própria e, normalmente, só vê uma fração do conteúdo do Facebook da marca, a menos que sejam alvo de publicidade paga”, indica o professor assistente de Marketing Daniel Mochon, da Tulane University, nos Estados Unidos.

O estudo não representa uma novidade para Celso Fortes, diretor executivo da agência digital Novos Elementos. O especialista em marketing digital está há uma década no mercado online e já entregou mais de uma centenas de projetos online. Ele enxerga que a associação “like-venda” é um exagero promovido até por boa parte das agências e freelancers.

“Muitos prometem mundos e fundos para conseguir novos contratos. É preciso saber elaborar a estratégia de comunicação com sabedoria. A mídia digital realmente é uma ferramenta capaz de tirar muitas empresas da crise. Tudo isso com baixo custo, alta conversão, publico qualificado e segmentado, fidelização e velocidade. No entanto, se a pessoa seguir com a mentalidade corporativa de falar somente sobre aquilo que é interessante para a companhia e não naquilo que é do interesse do consumidor, já era”, crítica.

Confira abaixo cinco pontos que Celso considera fundamentais para conseguir envolver o consumidor e tornar a campanha digital ainda mais produtiva.

1 – Originalidade – Não é pequeno o número de marcas que investem tempo e dinheiro em ações sem originalidade. Volta e meia vemos uma empresa copiar a “receita” de outras campanhas. Um case de sucesso da Coca-Cola vai funcionar bem para quem bebe refrigerante, mas ainda assim será uma espécie de plágio se você o copiar. Se seu projeto estiver desconectado de quem realmente consome o seu produto ou serviço, não vai haver aceitação do público. Portanto, em comunicação digital é preciso se aproximar dos seguidores, entender o que eles querem e oferecer isso.

2 – Faça parte – Se a sua marca está em uma rede social ela precisa ser sociável. Muitas empresas criam uma página no Facebook ou Instagram e se comportam de maneira corporativa. Divulgar balanços, entre outros dados “caretas” é algo que vai afastar os usuários. Eles usam a rede para acessar informações leves e descontraídas. Isto vai requerer que a marca tenha um “comportamento” específico. É preciso apontar como será o “temperamento” da sua página ou seja, qual é a linguagem, o que ela vai publicar ou compartilhar para os demais seguidores.

3 – Proximidade – Sua marca nada mais é do que um reflexo do que seus consumidores pensam de você. Estar perto deles, seja por meio de uma perfil no Facebook, um site ou aplicativo são maneiras de demonstrar disponibilidade. Ter um site desatualizado ou manter uma página no Facebook sem uso é muito ruim. O cliente que não se sente acolhido pela marca, com certeza vai procurar outra empresa que o satisfaça ou atenda mais rápido.

4 – Renovação – É importante manter-se atualizado para atrair novos consumidores. Cuidar da renovação da base de clientes é fundamental para garantir o futuro da companhia e fazer os negócios irem além das conquistas do passado. Por justamente ter uma imagem já consolidada no mercado, esta empresa tradicional terá ainda mais chances de conquistar os novos clientes e passar segurança aos interessados.

5 – Atenção aos problemas – Ter uma página no Facebook ou Instagram é mais um canal para entender o que seus clientes pensam de você. Muitos dos comentários e das mensagens enviadas podem facilitar os atendimentos e até auxiliar em novos processos e rotinas. Sua marca fica ainda mais inteligente e bem informada para poder se destacar de maneira positiva no mercado.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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