Etiqueta social para quem tem animais de estimação

 

Para que a vida em sociedade seja tranquila e harmoniosa, devemos fazer a nossa parte respeitando o espaço dos outros e isso inclui evitar situações de constrangimento. Há quem ame muito os cachorros e gatos, gostando de tê-los nos braços lambendo seu rosto. Mas há também aqueles que, apesar de gostar de animais, preferem mantê-los à distância. Por isso, é necessário estarmos atentos a algumas regras de etiqueta.

Recebendo visitas: Quem tem um animal de estimação deve saber educá-lo, além de adotar algumas regras de boa educação. Nada é mais incômodo e constrangeador do que um cão ou gato que gosta de fazer festa para suas visitas, além de pular no colo ou lamber a perna de quem chega.

E não adianta dizer que o animal é mansinho; os animais são muito imprevisíveis e podem cismar de atacar e morder. A melhor atitude é ter um local para prendê-lo até a saída das visitas. Gatos não gostam de visitas, não toleram mudanças. Eles gostam da segurança e do silêncio do lar.

Animais em apartamentos: Escolher o animal que vai morar em um apartamento exige, antes de tudo, bom senso. Por isso, é melhor evitar animais grandes e barulhentos. Lembre-se de que ter um cão é opção apenas sua; seus vizinhos não são obrigados a arcar com as consequências de suas escolhas.

Se você mora em um condomínio deve perceber que ninguém é obrigado a tolerar os latidos de seu cão provenientes do seu apartamento. Se for viajar ou ficar muito tempo fora de casa, não deixe o animal trancado no apartamento. Os animais sentem sua falta e podem uivar a noite inteira ou tentar fugir, mesmo que ele tenha de quebrar uma janela.

Limpeza: Outra questão é a limpeza. Ambientes que abrigam animais tendem a exalar odor desagradável. Esteja ciente disso, pois mesmo que você se acostume com o cheiro, os vizinhos podem se sentir incomodados.

Tenha sempre um local com jornal para que o cachorro se acostume a fazer suas necessidades naquele local. Para os gatos tenha um caixa de areia que deve ser trocada constantemente para evitar mal cheiro. A caixa com areia feita de argila em flocos é a invenção mais maravilhosa para donos de gatos.

Uso de elevador: Evite usar o elevador social junto com seu cão. Se houver, utilize o elevador de serviço, senão, utilize as escadas. Respeite também o hall de entrada, saída e de circulação. Animais de estimação devem ser mantidos dentro do apartamento e não devem ser relegados ao corredor, mesmo em prédios com apenas uma unidade por andar, pois ainda assim é considerada área de uso comum.

Passeios: Lugar de passeio é na rua e nas praças, não é sobre os jardins, nem na garagem e nem no plauground. Animais podem transmitir doenças, principalmente através de um inocente xixi. O playground é um lugar para crianças, não para cachorros e gatos. Outra regra importante é saber levar seu cão para passear; se vai à rua, leve-o preso numa coleira.

Cachorros só devem andar na rua junto com quem sabe dominá-lo, mesmo preso na coleira. Em algumas cidades, raças consideradas perigosas, como rottweilers, pitbulls, dobermans e filas brasileiros devem usar focinheiras, mas essa obrigatoriedade deve se estender também para dentro do condomínio. E mesmo que seja um animal de pequeno porte, caso o animal demonstre agressividade contra pessoas ou outros bichos, deve-se considerar a possibilidade de usar a focinheira, independentemente do seu porte.

Se você conhece a agressividade do seu animal, não a exponha a outros pois podem causar danos irreparáveis. Seu cachorro pode ser bonzinho e manso com você, mas nunca saberá quando ele poderá atacar alguém, mesmo que seja treinado. Os cães tem motivos diversos para atacar pessoas e outros animais, mesmo que não seja seu comportamento de rotina. Outro pormenor, é ter sempre um saquinho plástico para recolher os dejetos de seu animal. Isso mostra o quanto você está preparado para viver na sociedade.

Prevenção de doenças: Animais estão sujeitos a doenças e devem ser tratados para preveni-las. As vacinas são uma dessas prevenções, por isso mantenha a vacinação em dia e mantenha a caderneta de vacinação à disposição para ser averiguada quando necessário.

Nem é preciso dizer que animais exóticos como iguanas, aranhas e cobras podem ser incompatíveis com a vida em condomínio. Além do perigo deles ultrapassarem para outra unidade, não é o tipo de habitat desejável. São animais que precisam de quintais, conviver com plantas e natureza. Quem gosta de animais, deve preservá-los de desconforto e maus tratos.

Fonte: http://www.gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br/

 

 
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Administração do tempo

 

Na estória de Alice no país das maravilhas, diz o Coelho para Alice: Estou atrasado, muito atrasado…

Não importa quanto tempo tenhamos à disposição, conseguimos sempre transformá-lo num tempo insuficiente. Algumas pessoas abençoadas conseguem ter uma relação saudável com o relógio. Tem gente que consegue sair de casa para o trabalho, para uma consulta médica ou para a missa sempre com muita antecedência, para ter tempo de reserva, caso algo aconteça. Outros, demonstram uma relação de quase desconhecimento do tempo: relógio é, em muitas circunstâncias, uma mera referência, não necessariamente a ser seguida.

Essa questão renderia, sem dúvida, longos debates psicológicos e sociais. Genética ou cultura, o fato simples e claro é que a administração do tempo não merece atenção de algumas pessoas, fazendo com que estejam sempre apressadas; sofrem da “Sindrome do Coelho de Alice”, estão sempre atrasadas…

Administração do tempo é uma ferramenta gerencial, que pode ser utilizada nas empresas e também na vida pessoal, permitindo a organização de metas com menor dispêndio de energia física e mental. A boa administração de tempo começa quando identificamos como estamos utilizando as 24 horas de cada dia, e detectamos onde estamos perdendo tempo, quais as tarefas desnecessárias e improdutivas que estamos realizando. Esse processo possibilita auto-descoberta, além de que pode nos tornar mais produtivos e livres para fazer coisas que nos satisfaçam.

Um dos maiores problemas que as pessoas relatam é que nunca há tempo suficiente para fazer tudo o que é necessário e que gostariam de fazer, no entanto, elas têm mais tempo do que imaginam ter. Na verdade, elas estão sendo dominadas pelo tempo, quando o correto seria o contrário. Tempo perdido é tempo irrecuperável, e mesmo que se tenha agilidade, muitas vezes a vontade de recuperar o tempo compromete a qualidade do que se faz.

Um dos estranguladores do tempo é a desorganização, pois perde-se muito tempo procurando papéis, documentos, chaves e outras coisas no meio de uma bagunça. Outro, é a falta de previsão, pois perde-se tempo quando não se determina um tempo limitado para atender um cliente, um fornecedor, responder a um telefonema etc. Nesse caso, o essencial é a objetividade, sem deixar-se perder em um mar de possibilidades. Importante é tratar do que seja realmente necessário.

Perde-se muito tempo com pequenas coisas, quando outras mais importantes e urgentes ficam relegadas em segundo plano. A centralização é um dos fatores cruéis, pois muitas tarefas podem ser delegadas, sem prejuízo da sua execução e qualidade.

É importante separar pelo menos 1 hora do dia para dedicar-se à sua organização mental, repensar sobre seus interesses, suas estratégias, meios de melhorar seus objetivos, desenvolver-se intelectualmente e definir prioridades; isso sem nenhuma interrupção ou interferência externa. Desligue o celular, não atenda telefonemas e não dispense seu tempo com coisas menos importantes. A qualidade do seu trabalho se multiplica, melhora sua qualidade vida, sobra-lhe mais tempo para outros interesses e melhora a satisfação com o seu desempenho.

É o nosso perfil de nosso comportamento diante do tempo que nos dirá, o que e como devemos mudar. Muitas vezes a pessoa começa uma tarefa, retoma outra sem concluir a primeira e depois outra sem concluir nenhuma. No final do dia, constata que está exausta, trabalhou o dia inteiro e não vê nenhum resultado. Outras vezes ela se propôs a fazer tantas coisas, se ocupou de coisas de menor importância, e quando percebe, algo importante deixou de ser feito, e aí reclama que não teve tempo para nada…

Os principais estranguladores do tempo:

  • Falta de planejamento diário
  • Falta de padrões, critérios, diretrizes e objetividade
  • Falta de definição das prioridades ou prioridades não claras
  • Alteração constantes de ordens e de prioridades
  • Responsabilidade e autoridades confusas
  • Não antecipar-se aos prováveis acontecimentos
  • Não reservar tempo para o inesperado
  • Estimativa irreal de tempo para uma tarefa
  • Interrupções e barulhos que incomodam
  • Não saber negar favores ou dificuldade em dizer “não”
  • Excesso de assuntos inacabados
  • Sobrecarga de tarefas
  • Centralizar e não delegar tarefas
  • Excesso de controle
  • Reuniões, entrevistas e telefonemas improdutivos
  • Excesso ou falta de comunicação
  • Desorganização pessoal
  • Arquivos e armários desorganizados
  • Treinamento deficiente
  • Não adaptação e resistência às mudanças

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br/

 
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15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

 

Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com  a revolução digital que se acelera todos os dias.

Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″.

  1. 1. Mesas

O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula atuais.

  1. 2. Laboratórios de Línguas

A aprendizagem de uma língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.

  1. 3. Computadores

As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.

  1. 4. Trabalhos de casa

A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).

  1. 5. Instrução massificada

Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.

  1. 6. Medo da Wikipedia

Wikipedia é a maior força democratizante no mundo atual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar a sua contribuição.

  1. 7. Manuais em papel

Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.

  1. 8. Cadernos, lápis, canetas… papel

Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.

  1. 9. Pastas

Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

10. Departamentos TIC

Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

11. Instituições centralizadas

Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.

12. Níveis de ensino

A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)

13. Escolas e professores “atecnológicos”

Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.

14. Normas Curriculares

As normas curriculares atuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.

15. Reuniões de pais e professores à noite

As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.

Fonte: www.professortic.com

 
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O direito e a gestão de eventos

 

A gestão de eventos opera no âmbito da prestação de serviços e atua através da aquisição e locação de produtos materiais e imateriais. Para a melhor gestão e otimização dos recursos é imprescindível que o gestor tenha domínio de áreas relacionadas ao seu campo de atuação, como administração de empresas, marketing, publicidade, gestão de pessoal, e, principalmente, toda a legislação que envolve a realização de seus serviços.

O contrato em geral se torna uma fonte de obrigação entre as partes, fixando conteúdos e exprimindo a vontade de ambas as partes. A força obrigatória traduz-se na regra de que o contrato se torna lei entre as partes. Uma vez celebrado, exige o fiel cumprimento de suas cláusulas. No entanto, o direito prevê a necessidade de equilibrio contratual, protegendo interesses e impondo limites. Desta forma, o gestor de eventos deve estar atento à sua capacidade de atender às obrigações celebradas.

Os contratos típicos, aqueles realizados com terceiros, relativos às locações de espaços, cessão de direitos ou contratação de mão-de-obra não geram dúvidas já que as suas condições são previstas em lei. Entretanto, os contratos atípicos, aqueles gerados de pactos de uma demanda específica, como descontos, sub-rogação de direitos etc., não possuem regras pré-estabelecidas.

Embora, segundo nosso direito, a interpretação dos contratos esteja vinculada à intenção das partes contratantes, é importante ajustar suas cláusulas segundo os objetivos a serem alcançados. Deve-se observar que a realização de um evento tem suas implicações legais que inclui responsabilidades pessoais, civis e criminais para as partes envolvidas.

O uso do direito na realização de um evento implica fundamentalmente em observar as leis concernentes ao meio ambiente, à segurança e integridade física dos participantes, locais, materiais e pessoas. A legislação atual pode inviabilizar um evento se não for preenchido vários requisitos, como preservação do espaço utilizado, conservação de parques, jardins, áreas verdes; poluição sonora, congestionamento de trânsito, riscos de sinistros como incêndio, desabamento, tumultos, e etc.

A aceitação do evento pela comunidade também está ligada ao acordo que se faz com os moradores locais, a comunidade envolvida, o compromisso que se assume perante a sociedade. Alguns eventos, mesmo de interesse de um grande número de pessoas, pode não ter boa aceitação junto aos moradores da região onde se realiza o evento o que acaba influenciando os órgãos públicos que detém o poder de conceder o alvará de realização do evento e pode inviabizá-lo.

Há, ainda, a legislação trabalhista que pode causar grandes transtornos ao gestor de eventos se não for integralmente observada. A interpretação de um contrato de mão-de-obra pode gerar causas trabalhistas de alto valor se não for bem orientada. Cabe ao gestor se resguardar desses transtornos utilizando contratações com empresas que fornecem mão-de-obra terceirizada e que, além de regularizadas, tenham estrutura administrativa adequada. Incidentes envolvendo seguranças e porteiros; acidentes de trabalho com cozinheiros, auxiliares, motoristas, manobristas são fatos que podem ocorrer durante um evento e pelos quais o gestor de eventos pode vir a responder judicialmente se não tiver expresso em contrato a natureza específica da contratação. O bom gerenciamento de eventos implica trabalhar três dimensões:

  • a dimensão técnica que viabiliza as contratações adequadas ao que se propõe realizar;
  • a dimensão gerencial, que inclui a própria realização do evento, com monitoramento de todas as ações planejadas e a dimensão comportamental, de ética e valores, sustentada pela integridade, honestidade e responsabilidade.
  • O gestor é o responsável pelo evento e assim sendo, chama para si a responsabilidade sobre perdas e danos. O conhecimento da legislação e dos princípios básicos de direito pode ser a grande diferença entre o sucesso e o insucesso de um evento.

Estão incluidos desde os mega eventos que envolvem grande número de público até os pequenos eventos sociais, nos quais nunca se deve desprezar as implicações legais.

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br/

 
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Turismo colaborativo: jantando na casa de estranhos

 

Por Vanessa Mathias do Chicken or Pasta

Sempre tive um lema ao viajar: para conhecer a cozinha local, sempre fiz questão de comer no primeiro muquifo qualquer da esquina, e naquele restaurante aclamado pela crítica dos foodies de plantão. Mas mudei recentemente: para mim, a melhor experiência é sempre comer na casa dos locais.

Já contei nos primeiros capítulos dessa série de consumo colaborativo em viagens como se hospedar e como pegar carona com desconhecidos. Mas minha paixão mesmo, são as plataformas colaborativas de culinária: juntam aspirantes a chef domésticos com viajantes curiosos.

Assim já participei de um autêntico chá inglês em Londres com um casal elegantésimo, comi peixe na folha de banana na casa de um chef no Laos, fui iniciada na harmonização de vinhos em Bordeaux. Sempre com anfitriões ultra receptivos, conversa agradável, e comida sensacional, mas única.

Assim como as de transporte colaborativo, os sites são quase todos focados em apenas algumas cidades.

Como funciona:

Depende do site. Você precisa observar se existe uma regra básica de pré-agendamento, é normal pedirem para se preparar – em geral, é a casa do anfitrião, e ele não vive disso. Muitas vezes também é necessário um número mínimo de pessoas, pois cozinhar para dois ou três normalmente não é viável. Alguns dos sites já mostram datas disponíveis, mas a maioria você deve primeiro realizar uma consulta/ reserva.

1. Feastly

Um dos pioneiros na ideia, o Feastly tem opções bem criativas de menus e chefs. Você escolhe a data que estará lá e já aparecem as ofertas disponíveis. Mais fácil e prático que os demais sites.

Fiquei fissurada por esse jantar de 27 dólares de uma moça de Myamar. Mas infelizmente não vou para San Francisco tão cedo. Aliás, o site é focado nos EUA, está em Chicago, NYC, Washington e San Francisco.

2. Traveling Spoon

O Traveling Spoon é o melhor site focado na Ásia, com experiências realmente autênticas. Seja em Bangladesh, Japão, Índia, Tailândia, Índia, Hong Kong, Indonésia, Coréia, Malásia, Nepal, Singapura, Taiwan, Sri Lanka, Tailândia, Vietnã, e até na Turquia, haverá uma senhorinha com um talento irreal e um coração amoroso para hospedá-lo com um sorriso em forma de prato.

Você ainda pode escolher entre apenas a refeição, uma aula de culinária com refeição, ou ainda um tour pelo mercado local, aula de culinária e refeição. Diria que é meu sonho realizado.

O único problema é que você deve reservar 3 dias antes, e ver se tem algo considerando sua opção de data, horário e endereço.

O Vizeat absorveu alguns sites e é um dos que mais está crescendo, porém as opções ainda são bem poucas. Apesar disso, se estiver em Paris, Milão, Nice, Roma, Londres, Lyon, Barcelona, Berlim, Bologna, Florença, Nova Delhi, Bruxelas, Boston, Haifa, Manchester, Marseille, Nova York e até Marrakesh, pode testar.

Escolha a data e pergunte para o anfitrião se ele estará disponível!

Esse é dos meus sites favoritos, principalmente porque existe, além de jantares normais, a opção “Temas”. De um brunch à beira da piscina, jantar em uma vinha, colher seus morangos frescos em um sítio orgânico, ou em um apartamento incrível, esse é seu lugar. Os temáticos são, em geral, acima de 60 euros.

A maioria é na França, mas estão em Barcelona, Buenos Aires, Canberra, Cape Town Londres, Marseille, Nova York, Praga, Sydney e Tokyo também.

Esse é um dos sites com mais opções de cidades e lugares (450!), apesar de ter maior concentração em Berlim, NYC, Chicago, e até aqui mesmo (São Paulo e Rio). Testei Camboja, Londres, Santiago, e aparecem várias opções! O legal do site é que ele incentiva a dividir a refeição que eles realmente fariam em um dia qualquer à noite, sem fuzuê. Afinal, quando você viaja, é o que mais quer, né? Do lado do anfitrião, ele ganha uma graninha para ratear os custos do jantar.

Esse site tem muitos, muitos lugares para escolher. Cobre os 5 continentes.Ele também funciona mediante reserva: você seleciona uma opção, e vê se seu anfitrião está disponível. A média dos jantares é em torno de 35-40 dólares por pessoa. Como ele é baseado em Cingapura, é uma excelente escolha quando estiver pela Oceania e Sudeste Asiático.

7. Eatwith

O Eatwith é de Tel Aviv, mas está também nas principais capitais (150 cidades!). Funciona de forma muito parecida com os demais. Ele foi pioneiro a entrar no Brasil, com opções bacanas.

Além de ser comensal quando viaja, outras formas de participar das plataformas é hospedando seu próprio soirré. Ou sendo embaixador de um dos sites, cada um tem um tipo de programa. Eu mesma já fui anfitriã de muitos jantares e garota propaganda dessa última plataforma durante um tempinho aqui no Brasil…

Agora não tem mais desculpa para acabar em restaurantes pega-turista-de-panfleto-do-hotel, né? Vamos experimentar na próxima viagem?

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Foto home crédito: La Myerda

Fonte: http://chickenorpasta.virgula.uol.com.br

 
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Buffet orgânico em eventos

 

Os buffets de comida orgânica são perfeitos para quem gosta de comer saudável, não abre mão de comer bem nem mesmo no dia da cerimônia de seu casamento. Felizmente, há vários buffets com comida orgânica disponíveis no mercado atualmente.

Os buffet com comida orgânica trabalham com alimentos que não sofrem adição de adubos químicos ou agrotóxicos. As receitas das comidinhas e bebidas são as mesmas tradicionais, o que muda são os ingredientes utilizados, cultivados através da agricultura orgânica. Os alimentos orgânicos são produzidos em total harmonia com a natureza, o que acaba deixando-os mais saudáveis e nutritivos.

Os fertilizantes, agrotóxicos, adubos e hormônios de crescimento usados no plantio tradicional, tornam o alimento mais suscetível a causar sérios danos à saúde, com elementos muitas vezes cancerígenos. À medida que o tema saúde vai ganhando destaque na mídia, mais se tem falado sobre os alimentos orgânicos e seus benefícios.

Incluir esse tipo de alimentação entre as despesas do dia da cerimônia, além de saboroso, também pode ser um incentivo na mudança dos hábitos alimentares dos convidados. Dar essa opção é um exemplo benéfico do que pode ser feito para melhorar a saúde através de uma alimentação mais consciente.

 

Com um mercado crescente por busca de alimentos mais saudáveis, também cresce o número de empresas preocupadas em oferecer esse diferencial aos seus clientes. Procurando na Internet, é possível encontrar vários sites de buffets com comida orgânica. Essas empresas tomam cuidado não apenas com os alimentos servidos, mas também com o impacto ambiental que causam, utilizando materiais de limpeza biodegradáveis, por exemplo.

Os alimentos orgânicos causam maiores despesas no orçamento do casamento, mas são algo que realmente vale a pena. É um investimento em saúde. Também estão presentes nos casamentos verdes, onde os noivos planejam o casamento todo com foco no menor impacto ambiental que possam causar ao planeta.

Fonte: http://www.organicsnet.com.br

 

 

 
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Norma ISO 20.121: a importância dos eventos verdes

 

Essa norma visa a avaliação dos impactos e a garantia da distribuição equitativa dos mesmos entre todos os envolvidos na atividade, os chamados stakeholders.

Artigo de Marina Dall’Anesegestora ambiental pela USP, analista de negócios da www.neutralilzecarbono.com.br e consultora da www.greendomus.com.br.

A sustentabilidade está na moda, e, consequentemente, é um assunto discutido tanto na imprensa quanto por empresas que estão adotando projetos sustentáveis em seus negócios. Em especial, vemos que o setor de eventos é responsável por uma boa parcela da emissão de gases geradores do efeito estufa, e por isso estão divulgando ações sustentáveis ou verdes em prol do meio ambiente. A norma ISO 20.121 (já traduzida pela ABNT em 2012) é uma das formas para apresentar ações sustentáveis, pois é uma metodologia que visa a adoção de um sistema para o gerenciamento da sustentabilidade especificamente em eventos. Ela visa a avaliação dos impactos e a garantia da distribuição equitativa dos mesmos entre todos os envolvidos na atividade, os chamados stakeholders.

O Brasil está entre os dez países do mundo que mais sediam eventos internacionais, com uma média de 90 mil por ano. Devido às diferentes características desses eventos, os impactos decorrentes podem ocorrer antes, durante ou depois de sua realização. Há também o legado deixado por estas atividades, que podem ser avaliados do ponto de vista de infraestrutura e empregos, principalmente. Quando se trata da sustentabilidade, deve-se lembrar que ela abrange os setores econômico, social e ambiental, por isso os impactos relacionados aos eventos devem ser avaliados nestas três esferas.

A crescente expansão da adoção de medidas sustentáveis pode ser entendida pelas vantagens que a participação e organização dos eventos corporativos e de negócios trazem. Podemos citar, por exemplo, a exposição na mídia, contato com o público e com demais stakeholders, apresentação de inovações na empresa e de ações de responsabilidade socioambiental. Mas estas características de marketing podem sair às avessas quando não são percebidos atributos de práticas sustentáveis, podendo ser interpretado como um discurso que não sai do papel.

A ISO 20.121 ressalta a necessidade de engajamento dos stakeholders como estratégia de garantia da sustentabilidade. Dessa forma devem-se ouvir as partes interessadas para determinação das necessidades e expectativas implícitas ou obrigatórias e delineamento dos impactos sobre cada uma delas, de forma a conquistar uma distribuição equitativa de impactos positivos e negativos. Ela foi desenvolvida com base no gerenciamento da sustentabilidade das Olimpíadas de Londres 2012 – um exemplo de gestão sustentável para a elaboração de megaeventos – mas pode ser aplicada em todos os tipos de eventos, não importando seu porte, já que todas são causadoras de impactos ambientais e podem ter sua gestão melhorada de acordo com a norma.

Mesmo que não se elabore o sistema de gestão proposto pela ISO 20.121, que envolve também uma parte documental comprobatória, é possível o desenvolvimento de ações com objetivo de incorporar responsabilidade socioambiental em eventos, visando o aprimoramento rumo à sustentabilidade. Para assegurar que um evento apresente resultados efetivamente mais sustentáveis, ou mais verdes, é necessário que esta concepção esteja presente desde a fase de planejamento. Dessa forma será possível vislumbrar todas as frentes de ação e selecionar aquelas que se encaixam no evento, estrutural e financeiramente (já que grandes investimentos podem deixar de ser sustentáveis do ponto de vista econômico) e que fazem sentido do ponto de vista dos stakeholders.

O importante é que, dentro dos limites da organização, os eventos possam apresentar resultados positivos na redução dos impactos ambientais, no fortalecimento da economia local e na ampliação dos impactos positivos sobre a cultura e a sociedade. É importante também que estas ações sejam comunicadas e que os resultados sejam apresentados aos públicos de interesse. O engajamento socioambiental é uma atitude necessária na conjuntura atual; ultrapassa, e muito, a questão comercial do “marketing verde” refletindo a adaptação da sociedade para um novo modelo de economia em que a sustentabilidade não será mais um diferencial e sim a linha de base de qualquer ação a ser realizada.

Neste contexto, tornar um evento mais verde hoje é a demonstração da responsabilidade compartilhada sobre o desenvolvimento da sociedade, do meio ambiente e sobre o crescimento econômico. É uma ação pontual, mas que incentiva a evolução da consciência global em prol da sustentabilidade, devendo ser adotada visando sempre a evolução dos resultados obtidos.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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Datas comemorativas da Indústria de Eventos

 

Líderes da indústria de eventos de toda a América Latina se reúnem, a partir desta semana, para promover a primeira edição mundial do North American Meetings Industry Day (NAMID), como Dia da Indústria de Eventos, comemorado no próximo dia 16 de abril, e o Dia do Profissional de Eventos, comemorado no Brasil no próximo dia 30.

O North American Meetings Industry Day foi criado e organizado nos EUA pela Meeting Mean Business (MMB), uma coalizão que congrega as mais importantes entidades representativas do setor de eventos, criada em 2009 pela U.S. Travel Assoation para mostrar o grande valor que as reuniões de negócios, viagens e eventos trazem para a economia dos EUA. Seus membros abrangem diversos elos da cadeia de valores da indústria de eventos, que os americanos chamam face-a-face industry, que se reuniram com um objetivo comum: fornecer recursos, ferramentas e informações para mostrar o impacto real que a indústria de eventos tem sobre as empresas, a economia e as comunidades.

O NAMID, segundo Stuart Taylor, do MPI Canadá, objetiva “elevar e construir uma comunidade por meio da alavancagem de questões importantes para aumentar a conscientização do poder dos eventos e moldar essa comunidade econômica, ambiental, social e intelectualmente”.

Já o Dia do Profissional de Eventos, comemorado em todo Brasil, foi oficializado por intermédio de Lei proposta pela Deputada Estadual Célia Leão, em São Paulo, e por iniciativa da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e apoio da AMPRO – Associação de Marketing Promocional, da ABEOC – Associação Brasileira das Empresas de Eventos e outras entidades que compõem o Fórum Permanente do Setor de Eventos do Brasil. O dia 30 de abril foi escolhido por ser a data de aniversário do precursor e responsável pela iniciativa de realização dos grandes eventos no Brasil, Caio de Alcantara Machado.

As comemorações da Quinzena dos Eventos, juntando os dois marcos da indústria, Dia da Indústria de Eventos (16 de abril) e o Dia do Profissional de Eventos (dia 30), segundo o presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo, Sergio Pasqualin, “será um grande testemunho da força e da união de todas as lideranças da indústria, com três objetivos: demonstrar que eventos é a profissão do futuro, ajudar a levantar o perfil da indústria e discutir o impacto econômico dos eventos com todos os stakeholders”. Pasqualin salientou inclusive “o grande significado nesta construção do II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos realizado pela ABEOC Nacional no ano passado”.

Criado nos Estados Unidos, o NAMID está sendo estendido para países como Canadá, México e América Latina, por meio dos esforços de entidades como a Confederação de Entidades Organizadoras de Congressos e Afins da América Latina (COCAL) e, no Brasil, por meio do Fórum Permanente das Entidades do Setor de Eventos (For/Eventos), com apoio da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Nacional) e da Academia Brasileira de Eventos e Turismo.

A promoção das datas será feita por meio do envio de e-mails marketing e viralização via redes sociais, com as hashtags #​ DiadaIndústriadeEventos e #​DiadoProfissionalEventos ​15

“A indústria de eventos e turismo representa hoje 13,65% do PIB do Brasil, com faturamento de R$652,9 bilhões, gerando 15,6 milhões de empregos”, afirma o diretor do Fórum Eventos e do MMB no Brasil, Sergio Junqueira Arantes, que salienta ainda a importância do setor que “cresceu 14,9% no período 2001/2013, nos 590.000 eventos realizados em quase 10.000 espaços para eventos fruto do investimento de brasileiros que acreditam no futuro do país”.

Para o presidente da COCAL, Alisson Batres, “ser um organizador profissional de Congressos e Eventos é um trabalho que permite criar uma plataforma na qual a inclusão, a oportunidade a grandes, médios e pequenos empresários e empreendedores, converte uma ideia em um grande evento e posiciona os destinos a nível mundial, com as normas internacionais e igualdade de gêneros”.

​”O Fórum das Entidades do Setor de Eventos (For/EVENTOS) reúne 18 entidades do setor no Brasil e está se unindo para comemorar no dia 16 a data do nosso setor, irmanada com as três Américas. Nossa recomendação é que cada entidade incentive seus associados a se manifestarem, comemorarem e informarem a importância desta data para o nosso setor.”, comenta Elza Tsumori, coordenadora geral do For/EVENTOS.

Fonte:  CBS Comunicação

 

 
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Startup oferece software para gestão de pousadas e hotéis

 

Iniciativa teve ajuda do Sebrae para desenvolver negócio. Ferramenta é voltada para administração de médios e pequenos estabelecimentos

Florianópolis – Desde abril de 2014, quando a startup Hosped.in iniciou sua participação na terceira turma do programa de capacitação Startup SC, desenvolvido pelo Sebrae em Santa Catarina, o projeto tornou-se empresa (Fllag Projetos Tecnológicos) e vem crescendo rapidamente mesmo sem grandes investimentos.

O Hosped.in é um software em nuvem desenvolvido para administrar pousadas, hotéis ou qualquer conjunto de acomodações de forma simples e profissional. Osoftware é voltado para médios e pequenos estabelecimentos que procuram uma solução que substitui a tradicional ficha de registro e também sistemas complexos que dificultam o uso e burocratizam o dia a dia.

Segundo Joelson de Abreu, CEO da Fllag, a ideia de construir um sistema para gestão hoteleira em nuvem partiu da análise de mercado onde a grande maioria dos pequenos estabelecimentos hoteleiros não possuíam um sistema de gerenciamento devido a dois principais fatores: ser caro demais para uma pequena e média estrutura ou muito complexo para se utilizar rapidamente.

Nessa análise, também foi levado em consideração que aproximadamente 85% dos estabelecimentos hoteleiros no Brasil são de médio e pequeno porte, logo, teria um imenso mercado onde os grandes softwares de hotelaria tinham dificuldades de atuar.

Para resolver tais problemas, a startup utiliza a plataforma em nuvem (SaaS), visando baixar consideravelmente o custo do sistema, e, para manter o sistema simples e fácil, utilizam constantes análises de UX (experiência do usuário).

Mesmo tendo a simplicidade como seu principal foco, o software vem ganhando importantes atualizações que agilizam e facilitam ainda mais o trabalho dos gestores hoteleiros no dia a dia, tarefas como: gerenciar reservas, organizar informações dos hóspedes, gerir receitas e despesas, administrar produtos e serviços, visualizar relatórios e gráficos, tornam-se incrivelmente simples com o Hosped.in.

“Temos uma cliente com 59 anos de idade que não sabia o que era navegador e uma semana depois utilizava facilmente nosso sistema, um outro que largou as fichas para utilizar o Hosped.in e disse que hoje não conseguiria mais voltar tamanha a facilidade que trouxemos para seu dia a dia. Casos assim nos trazem uma enorme satisfação”, explica Joelson de Abreu.

Inovações

Recentemente a empresa lançou uma plataforma onde empresas e profissionais liberais que atendem ao ramo de hotelaria podem comercializar o Hosped.in com sua própria marca ou empresa. Ou seja, uma plataforma White Label para gestão de pousadas e hotéis.

Os próximos passos do Hosped.in para 2015 são realizar integrações com softwares de terceiros consolidados no mercado e fornecimento de novas soluções que auxiliem ainda mais a gestão hoteleira.

A Hosped.in é uma das startups participantes do programa de capacitação Startup SC –http://www.startupsc.com.br/, desenvolvido pelo Sebrae de Santa Catarina, com o objetivo de fortalecer as startups catarinenses. Ao todo, 20 empreendedores serão selecionados para participar da capacitação, que começa em abril e segue até agosto.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias e www.jornaldoturismo.com

 
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Normalização do setor de eventos: o que a produtividade e a competitividade têm a ver com isso?

 

Por Revista Eventos

No final do século XIX o paradigma da produção de automóveis estava centrado na seguinte configuração: um grupo de profissionais (artesãos) de alta qualificação fabricava peças e componentes específicos e era, ao mesmo tempo, responsável pela montagem do veículo e pela realização de testes funcionamento, à semelhança da produção de um protótipo, nos termos que conhecemos hoje. Naquele momento, cada veículo era único e poderia diferir no tamanho e na qualidade, já que era produto do trabalho de diferentes artesãos que trabalhavam separadamente. Conceitos como o de confiabilidade, conformidade, metrologia, tolerância e especificação ainda eram bastante incipientes, e passariam por um desenvolvimento importante ao longo do século XX até chegar nas versões modernas que conhecemos e utilizamos hoje.

Mais de cem anos depois e, certamente, baseado em outro contexto e em outras questões e necessidades, o setor de eventos, atualmente, passa por preocupações semelhantes que buscam construir parâmetros que permitam que a qualidade da organização de eventos se eleve para um novo patamar, onde os conceitos fundamentais da qualidade moderna, acima descritos, possam ser plenamente desenvolvidos e viabilizem a transformação da indústria de eventos num setor de excelência.

A partir da necessidade latente da normalização do setor, a Comissão Especial de Estudos de Gestão de eventos número 142 (ABNT/CEE 142), cuja a normalização estava centrada no campo da sustentabilidade na gestão de eventos, teve seu escopo ampliado para incorporar as questões do setor como um todo, e não apenas a questão da sustentabilidade. A primeira reunião a partir da mudança foi realizada no dia 08 de novembro de 2014, em São Paulo. Posteriormente, no dia 05 de março de 2015, aconteceu a segunda reunião da Comissão, agora em Florianópolis, onde foram definidos os temas de estudo para normalização:

1. Terminologias

2. Segurança em Eventos

3. Competência do Profissional de Eventos

4. Boas Práticas em Eventos

5. Qualidade em Eventos

Todos os temas apontados são de extrema relevância para o setor e, uma vez implementados e incorporados à realidade empresarial, podem ser traduzidos em um aumento da produtividade e da competitividade das empresas aderentes e de todo o setor. Vale complementar, contudo, que a adesão das empresas à normalização é voluntária. Nesse sentido, fica a pergunta que empresários e agentes do setor podem e devem estar se fazendo: porque razões uma empresa deveria se preocupar com essas questões e contribuir para construir e, posteriormente, aderir voluntariamente à normalização do seu negócio?

Para responder a essa pergunta, podemos pensar nos efeitos que a garantia da qualidade externa e da qualidade interna proporcionada pela adesão às normas e requisitos podem produzir. Externamente a adesão à normalização é uma sinalização fornecida aos clientes e ao mercado de que a empresa possui condições de fornecer os produtos e serviços solicitados na qualidade, nos requisitos e nos prazos previamente acordados. Além disso, o próprio processo de construção das normas pelo setor pode demonstrar um elevado grau de articulação e maturidade do trade empresarial, das entidades representativas e dos demais atores participantes, o que, sem dúvida, proporciona maior influência do setor nas diversas esferas de representação e decisão, sejam elas públicas ou privadas. Nesse sentido, a normalização estimula a competitividade das empresas atuantes no setor.

Internamente, a garantia da qualidade resultante influencia na revisão e na adequação de processos que serão traduzidos em redução de custos e riscos associados ao negócio. Adicionalmente, oferece à gestão do negócio a certeza de que as operações e os processos internos estão sendo realizados de acordo com o planejado, além de sinalizar que um processo de melhoria contínua está em andamento, garantindo, assim, que a cada ciclo realizado o negócio possa elevar ainda mais o seu nível de excelência. Por outro lado, as próprias mudanças proporcionadas exigem que os profissionais envolvidos nas diversas esferas do setor se reformulem e novos paradigmas sejam exigidos para a formação e qualificação dos profissionais ingressantes. Em outras palavras, há um grande estímulo ao aumento da produtividade das empresas.

Vale destacar que esse processo diz respeito a toda a cadeia produtiva do setor, não sendo restrito apenas aos organizadores de eventos, mas também a todos os fornecedores participantes. Não precisamos ir muito longe para deduzir que a realização de um evento depende de uma série de serviços que, juntos, são responsáveis pelo seu sucesso ou insucesso.

É premente que o setor de eventos, que em 2013 gerou um faturamento de R$ 209,2 bilhões de reais, correspondente a 4,3% do PIB, cuja importância na geração de emprego, renda e tributos é notória, fortaleça sua articulação no sentido de criar normas que organize o mercado e permita um crescimento ainda maior desta atividade econômica, traduzindo, assim, sua força econômica em maior capacidade de organização setorial, maior representatividade política e maior capacidade de adaptação às transformações e tendências econômicas mundiais.

* Agradeço a leitura crítica de Ana Cláudia Bitencourt, Maurício Cavichion e Ariane Angioletti.

Fonte: http://www.abeoc.org.br/2015/03/normalizacao-do-setor-de-eventos-o-que-a-produtividade-e-a-competitividade-tem-a-ver-com-isso/

 

 
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